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Diversões
António Varela, jornal Record
29 de Maio de 2011



Como passou a ser regra nos últimos anos, qualquer investigação do Ministério Público sobre qualquer particular, empresa, entidade ou clube, mais tarde ou mais cedo é divulgada pela imprensa em que os habituais pasquinóides e profissionais sem escrúpulos aproveitam para começar a definir alvos logo no início, convidando a opinião pública a formar opinião com os extractos das notícias que a conta-gotas vão escapando das autoridades ligadas à investigação, seja o Ministério Público seja a própria Polícia Judiciária.

Sendo estranho que pormenores ou supostos detalhes das investigações em curso apareçam escarrapachados na imprensa, mais estranho ainda é a forma como eles são publicados, notando-se a tentativa hábil de conduzir os leitores às conclusões pretendidas por alguns jornaleiros que manipulam as notícias das fontes que as investigam, por forma a atingirem os fins pretendidos.

À boa maneira dos pasquins ou de alguns profissionais da comunicação social, uma notícia rigorosamente com os mesmos contornos, pode vir a ter tratamentos e projecções diferenciadas, consoante os protagonistas. Seria pois prudente que algumas notícias divulgadas não fossem manipuladas para levar a opinião pública a conclusões que se poderão vir a revelar precipitadas sobre pessoas ou entidades que, até ser provada a sua culpabilidade em sede própria, são inocentes. Mas não tenhamos dúvidas; quando elas escapam dos locais onde deveria ser respeitado uma coisa que em tempos já foi regra – o segredo de justiça – o objectivo é mesmo que seja feito o julgamento na praça pública através da imprensa que temos.

Durante a semana que findou, foi noticiado que o presidente do FCPorto estaria a ser investigado por negócios relacionados com luvas. A notícia foi divulgada por vários órgãos de comunicação social e não foi acompanhada de grandes comentários nem de grandes juízos. Compreendemos que o impacto não poderia ser por aí além, tendo em conta que investigações e processos envolvendo Pinto da Costa são recorrentes deixando por isso de ser notícia. Mas mesmo assim, a prudência deve estar presente, deixando ao Ministério Público a tarefa de investigar e chegar a conclusões, e aos tribunais a tarefa de julgar se for caso disso.

Sabemos que entrada no defeso é dolorosa para a esmagadora maioria dos órgãos de comunicação social que se vêem constrangidos a procurar avidamente notícias alternativas, e nada melhor do que uns escândalozitos para manter a malta animada. E se envolver o Benfica ou alguém com ele relacionado, então é oiro sobre azul.

Não foi certamente por acaso que o pasquim Record, desde que foi concretizado o negócio de Roberto, desenvolveu uma intensa e animada campanha em que nas entrelinhas estavam subjacentes indicações que o negócio era estranho e até mesmo o seu director Pais não se coibiu no seu blogue de recomendar vivamente um dos espaços da blogosfera benfiquista ‘como sendo um blogue que valia a pena ler’, apenas porque uma das "notícias" provinda da oposição encarnada levantava suspeitas de interesses pessoais do próprio presidente do SLB.

Também não se estranhou por isso que fosse noticiado (com particular destaque para o campeão dos pasquinóides – o ‘Correio da Manhã’) o grande problema dos prémios, tendo sido aproveitada a notícia para pôr a circular o rumor de que a transferência de Roberto tinha servido para liquidar o prémio ao treinador do Benfica. Nada acontece por acaso.

No âmbito de investigações alargadas encetadas pelo Ministério Público a eventuais negócios ilícitos e fraude fiscal no futebol no seu todo, surgiu agora o chamado caso Júlio César. Foi interessante de ver o pasquim Record a tentar chegar a conclusões mais rapidamente que os próprios investigadores e não estranhou por isso que na sua Semanada, António Varela a ele se referisse.

Apesar de estarem em questão os negócios de transferências no futebol em termos alargados, o Varela que conhecemos omitiu a referência a Pinto da Costa (o que se compreende e desta vez sem ironia porque as investigações estão a decorrer), mas não conseguiu resistir ao apelo da sua mente manipuladora, ao referir: «A Polícia Judiciária anda no rasto de negócios ilícitos alegadamente praticados por gente ligada ao Benfica. Todas as notícias tiveram até agora por objeto as transferência dos guarda-redes Roberto e Júlio César, e ainda os prémios de vitória de Jorge Jesus. (...) Jorge Jesus irrompeu em fúria, num comunicado ameaçador. Não se percebe. Sendo um homem do povo, como gosta de sublinhar, Jesus sabe que quem não deve não teme, só precisa esperar que as águas acalmem para se apurar a verdade».

Mas, o que não se compreende e muito menos se aceita, é que alguns órgãos de comunicação social e alguns jornalistas manipulem as notícias como muito bem entendem para dar à opinião pública uma percepção errada do teor e do caminho das investigações.

Face às graves acusações que alguns jornais fizeram impender sobre sobre Jorge Jesus (o próprio Varela também contribui para isso ao falar em negócios ilícitos alegadamente praticados por gente ligada ao Benfica), acha Varela que um cidadão que vê o seu bom nome enxovalhado na praça pública, só precisa de esperar que as águas acalmem? Será que as notícias divulgadas no ‘D.N.’, ‘J.N.’, ‘Record’, RTP 1, etc, etc, não merecem o mais vivo repúdio, pela manipulação do seu conteúdo?

Como é evidente e ao contrário do que fizeram aqueles órgãos de informação e fez Varela, não vamos emitir qualquer opinião sobre os casos em concreto, esperando que o mais depressa possível (e não como é hábito acontecer com dilações no tempo) as autoridades esclareçam e em último caso os tribunais decidam sobre o assunto, para que os eventuais inocentes não estejam a ser julgados e condenados na praça pública ou os eventuais culpados não sejam julgados em duplicado. E isto vale para todos!




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