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A guerra e a ignorância
António Varela, jornal Record
28 de Março de 2011



Continuam bem vivas as tentativas (vãs) dos pintistas e de alguns fazedores de opinião no sentido de, num gesto magnânimo e salomónico, colocarem os pratos da balança equilibrados, naquilo que designam pela guerra contínua entre o FCPorto e o Benfica.

O jornalista do Record – António Varela – volta a insistir e a observar o tema por esse diapasão. Naturalmente mal porque, ou desconhece a história desde o princípio, ou está mal documentado, ou então está a tentar branquear a situação tal como ela se apresenta. O que é grave para um jornalista a quem se devia exigir rigor e imparcialidade.

Como provavelmente Varela não desconhece (embora na altura ainda não estivesse dotado de maturidade para avaliar a dimensão e a natureza dos acontecimentos), Abril com todas as suas virtudes e defeitos trouxe à tona entre outras coisas, a formação de lobbies nos vários sectores da sociedade portuguesa. Por serem actuais e por ainda exercerem nos dias de hoje uma profunda influência na nossa sociedade, dispensamo-nos de os citar. Julgamos que Varela não os desconhece, embora não tenha assistido à génese da sua formação.

Justamente um desses lobbies aconteceu no futebol e particularmente com o FCPorto, mas apenas e só a partir do momento em que atingiu a liderança Pinto da Costa, que para o efeito se socorreu da mente brilhante de estratega do falecido José Maria Pedroto. Isso é público e histórico pelo que Varela não o pode desconhecer.

O que se seguiu, que também é do domínio público, é notório e está amplamente documentado, mas que parece não convencer alguns elementos das gerações de 80 em diante. Conseguimos de algum modo perceber isso, e também entendemos que os adeptos anti-benfiquistas defendam a inexistência de todo esse processo ínvio, manipulador e de tráfico de influências que alterou por completo a verdade desportiva e concorreu para o não desenvolvimento global do futebol português.

O que francamente não vislumbramos, é como é que pessoas que fazem do jornalismo a sua profissão e, como tal deviam estar bem informadas, optam por vezes por análises distorcidas e manipuladoras de uma realidade que se afigura inquestionável. Mesmo que não tivessem a oportunidade de viver as incidências da formação do lobby.

Não foi por acaso que o Benfica e também o Sporting começaram a descida para os infernos, e o FCPorto passou a dominar por completo o futebol nacional, projectando-se por via disso para conquistas além-fronteiras. Algumas mentes apressadas, atreveram-se a ligar esse fenómeno ao facto de os clubes de Lisboa (e particularmente o Benfica) serem clubes do regime, e por ter havido uma descentralização que permitiu ao FCPorto passar a competir em pé de igualdade. Como é bom de ver, eram vozes pintistas a tentar passar essa monumental patranha.

O Benfica continuava em plano inclinado e bateu mesmo no fundo na década de 90. Ao invés, o FCPorto era rei e senhor e dominava em todos os tabuleiros. Era o tempo dos xitos da dinastia dos Pintos, da suprema ironia e dos campeonatos ficarem decididos à 10ª jornada. Ao abrigo de uma pretensa linguagem brejeira, o Pinto-Maior com total impunidade e perante o aplauso quase unânime da comunicação social, dava-se ao luxo de denegrir e ofender permanentemente os dirigentes benfiquistas. Era ainda a oportunidade da famosa guarda-pretoriana liderada pelo ex-PSP Abel, que nas horas vagas fazia guarda-de-honra ao supremo dirigente pintista e até tinha cartões de livre-trânsito emitidos pela FPF e, como ainda lhe sobrava tempo, entretinha-se a fazer ameaças de morte em público, como o antigo presidente benfiquista – João Santos – e outros dirigentes puderam testemunhar em Paranhos.

Pela citação destes pequenos episódios reais, se pode aferir que o Pinto-Maior nunca conseguiu conviver saudavelmente com os êxitos pois na hora da vitória, em vez de a enaltecer, os seus alvos eram os dirigentes e os adeptos benfiquistas, o que pressupõe uma mentalidade castradora da ética e dos bons costumes, sempre arredios da sua personalidade.

Isso foi quando o Benfica estava incapaz de esboçar qualquer reacção. Imagine-se agora a situação logo que o Benfica lentamente se começou a reerguer. Os problemas que daí advieram e as tácticas rasteiras que foram utilizadas para impedir o seu ressurgimento como grande clube nacional e mundial que é. Os factos e as ocorrências estão bem vivos na memória de todos.

Percebem agora porque os últimos Pintos da dinastia se têm batido tão encarniçadamente contra os estatutos da FPF? Porque querem continuar a não respeitar a lei e porque estranhamente os poderes constituídos incluindo o judicial, até ao momento não agiram. Porque não querem perder o previlégio de continuarem a poder nomear os homens da sua confiança para os principais órgãos federativos como sejam a Arbitragem e a Disciplina. E isso, em conjunto com outras influências, tem-lhes permitido dominar o futebol português!

Perante este cenário esmagador de violência física e verbal perpetrado durante o reinado do Pinto-Maior, como é que alguém e neste caso António Varela se atreve a dizer que não sabe quem é que atirou a primeira pedra?

A ignorância do bem é a causa do mal, disse Demócrito. Alguém se atreve a duvidar disso? 


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