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Vocação falhada
Artigo de António Magalhães, jornal Record
28 de Fevereiro de 2011



Diz o povão na sua infinita sabedoria que cada um é para o que nasce. Concordamos e assinamos por baixo. Não parece ser no entanto o caso de António Magalhães (AM), um dos adjuntos do Record.

É certo que este tipo de equívocos acontece transversalmente em todas as profissões por muitas e variadas razões que não caberiam neste espaço, podendo até acontecer por obra do acaso ou por qualquer circunstância inesperada, que nos arrastam para uma em que não sentimos a menor vocação. A justificação mais comum prende-se com o mercado de emprego que desde sempre esteve difícil e foi dramaticamente agravado com a crise profundíssima que nos atacou sem dó nem piedade.

Existem também pessoas que procuram uma vida inteira para saber qual é a sua vocação e até pode acontecer que nunca a descubram, o que não seria inédito. Nos velhos tempos do SNI, para além dos jornalistas, existiam comissários-políticos disfarçados de jornalistas e os avençados. A incompetência, a falta de vocação, o fretismo, etc, etc, nem sempre eram nítidos, dada a limitação de temas sobre os quais se podiam debruçar. Todos estavam identificados numa lista que todos gostariam de ver mas a que poucos tiveram acesso, visto que ela desapareceu misteriosamente...

Hoje em dia a classe está dividida em sub-classes. Na 1ª temos os verdadeiros Jornalistas que nos merecem todo o respeito aparte concordarmos ou não com eles, e depois as várias sub-classes que por sua vez se sub-dividem em comissários clubistas, fretistas, incompetentes e finalmente uma nova classe – a dos anti-benfiquistas. Uns convictos, outros nem tanto, mas nada que nos apoquente ou nos tire o sono.

Francamente temos sérias dúvidas em qual das sub-classes classificar AM. Porque não cultivamos o ódio e por vezes sentimos uma tentação irresistível de sermos simpáticos por se estar a celebrar o 107ª aniversário do Glorioso, vamos então enquadrá-lo na tabela dos que nasceram sem vocação para a profissão. Talvez até lhe possamos dar uma dica para que muito antes da reforma possa encontrar finalmente a tão almejada inclinação. Não paga nada por isso!

Não sabemos se o Minuto 0 adaptado a AM significou um parar no tempo, ou se o tempo avançou subitamente de mais para ele. O que sabemos, é que na análise a que procedeu sobre a vitória do Benfica, o ilustre jornalista abordou tenuemente o essencial (a essência do jogo em si e que até provas em contrário é o substantivo, adjectivo e o complemento directo), mas deteve-se de uma forma muito mais incisiva na área da sua especialidade – a da abordagem a aspectos marginais. Ou se quisermos, o tipo de comentários-dixotes que fizeram escola e se pratica até à exaustão num certo clube da Invicta... sobre os outros (leia-se Benfica). Como aliás AM muito bem sabe...

Observemos: «Por isso mesmo (alusão ao 12º jogador – os adeptos), era justo que fosse para eles que Jesus se tivesse virado para festejar uma vitória tão sofrida. Ao invés, quiçá levado pelo clima de alta tensão de um jogo que esteve na iminência de lhe roubar pontos, Jesus resolveu meter-se onde não era chamado – os jogadores do Marítimo protestavam com a equipa de arbitragem –, acabando por provocar adversários e tornar-se protagonista principal de cenas pouco dignificantes». E depois este ’veemente apelo à Comissão Disciplinar’, quando se sabe que está a decorrer um inquérito sobre o visado: «Dá ideia que julga que ficará sempre impune». Será a esperança de ver sair alguma decisão da C.D. esta semana?

São meras coincidências logo quando o seu patrono irónico, bem ao seu estilo, resolveu bolsar mais umas bojardas que fazem parte do seu restricto reportório. Não evoluiu. Só foi pena estar a ser cada vez mais repetitivo, o que afinal se compreende porque a imaginação vai-se esvaindo e a multidão do topa vai engrossando a cada dia que passa.

Mas AM estava numa noite particularmente (des)inspirada e até mesmo imparável, pois prosseguiu: «Tanto mais que o Benfica não tem razões de queixa da arbitragem de Vasco Santos. (...) Mais: Jesus até pode agradecer ao árbitro não ter mostrado o cartão amarelo a Fábio Coentrão (...)», ou seja: O Benfica foi beneficiado pela arbitragem! Acham que vale a pena algum comentário sobre estas divagações? Nós não, porque hoje é dia de perdoar a todos aqueles que não sabem o que dizem...

Desta dose de calculismo q.b. (vem aí o jogo de Braga onde os portistas apostam e se questionam: será desta vez que poderemos encomendar as faixas?), resulta a convicção importante e necessária de irem preparando e minando o terreno. É a técnica usual que de tantas vezes utilizada caiu na vulgaridade.

O que é preciso é ter cuidado com os estilhaços...



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