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Valeu a pena...
António Magalhães, jornal Record
26 de Janeiro de 2011


Por ser da mais elementar justiça, começamos por expressar os nossos parabéns ao Record pelo êxito alcançado, depois de ter mobilizado para a campanha todos os pesos-pesados disponíveis, desde o director Pais, passando pelos ajudantes, sub-ajudantes, assistentes, repórteres, etc, etc. Valeu a pena...

O Conselho de Disciplina fez-lhes a vontade anunciando a abertura de um inquérito aos incidentes da Luz que todo o país viu, na qual o único protagonista parece ter sido Jorge Jesus. Achámos curiosa a justificação de interesse público evocada pela CD, que descodificada significa vozearia a descambar para a algazarra desencandeada por grande parte da comunicação social com o diário Record à cabeça.

Mas a avaliar por aquilo que diz o adjunto António Magalhães a satisfação no reino recordiano é muito limitada e até passível de críticas. Imaginem que a rapaziada da Conde Valbom queria que no anûncio da abertura do inquérito, o juiz Herculano Lima não se tivesse limitado a referir o interesse público sem mais explicitações. Isso mesmo expressa  um Magalhães preocupado que queria, que tinha direito, a saber:

  • Se foi em função do relatório de algum delegado (porque do árbitro já sabia que não);
  • Se tinha sido da denûncia de terceiros (que lhe parece que também não);
  • Ou se tinha resultado do alarido que se criou à volta do caso

Este triunvirato de  questõesde Magalhães reciclado dos famosos regulamentos em vigor, fez-nos lembrar (e não conseguimos descobrir porquê), o nº 22 da Rua António Maria Cardozo. De uma forma estranha, depois de levantar estas interrogações, ingenuamente dá-nos a resposta: «A convicção de que não foi por vontade própria é quase absoluta (...)».

Depois desta crítica implícita ao presidente da Comissão Disciplinar a significar que se não fosse a pressão da comunicação social nada tinha acontecido, Magalhães deriva de uma forma desajeitada para a história do polícia bom e do polícia mau, não fossem os leitores pensar que ele não era um jornalista sério, objectivo e independente pelo que, para não ser acusado de parcialismo e de só se focalizar no Benfica, para equilibrar agarrou-se à conversa de Pedro Caixinha a seguir ao Paços de Ferreira-União de Leiria.

Perguntamos por isso a Magalhães: se não fossem os já celebrizados incidentes da Luz, alguma vez ele falaria em Caixinha ou naquele jogo?

Este é um dos muitos exemplos do jornalismo que é praticado em Portugal. Falando direito, o que a turba adoraria era que os vários protagonistas, a exemplo de tantas e tantas ocasiões, tivessem enveredado pelas criticas e acusações mútuas, que é o campo preferido dos paineleiros e opinadores que por aí vegetam para atirar foguetes e apanhar as canas.

Como não o fizeram, todas as partes sem excepção são acusadas por essa gente de terem estabelecido um pacto de silêncio porque, imaginem, se sentem culpados e querem enterrar o assunto! Ou seja, Magalhães não vive num estado de Direito porque não está a respeitar (no caso da Luz), o relator do inquérito que nem sequer ainda começou a trabalhar!

Felizmente vai começá-lo e apresentará ao plenário da CD as suas conclusões para decisão. Porque senão, por vontade de alguns teríamos um linchamento na praça pública em que os juízes saíriam da turba que por aí anda a vociferar e condenariam sem remissão JJ a um período sabático nunca inferior a 6 meses... não sei se nos entendem...

De que falarão eles agora que o inquérito vai entrar na fase de instrução o que vai demorar o seu tempo, e os culpados de todas as partes fizeram um pacto de silêncio?


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