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Vitamina do bom senso
Marta Rebelo, jornal Record
25 de Abril de 2011



A cronista Marta Rebelo (MR) dá hoje um exemplo sui-generis do benfiquismo que mais parece um vírus e que está a atingir um número significativo de adeptos encarnados. Pelo menos é o que nos é dado observar através do imenso mundo da blogosfera em que, devendo todas as opiniões serem respeitadas na velha tradição e cultura benfiquista, não podemos deixar de reconhecer algum caos que se instalou em muitos pensamentos em que alguns lutam por conseguir o prémio do melhor disparate.

Depois de mais uma miserável demonstração na passada 4ª feira de como meia dúzia de adeptos se transformaram repentinamente em aprendizes de energúmenos e deram mais um triste exemplo do que (não) deve ser um benfiquista que se preze, copiando métodos que até aí eram uso exclusivo noutras paragens, tenta-se arrastar o nome do Benfica para vielas esconsas e para comportamentos abomináveis, nos quais não se revêm a esmagadora maioria de benfiquistas. Infelizmente, voltaram de novo a fazer a sua aparição em Coimbra, desfazendo dúvidas que porventura existissem quanto à sua coerência.

E se é compreensível o estado de espírito que invade muitos milhares de benfiquistas, não é com atitudes lamentáveis como as que voltaram a protagonizar na final da Taça da Liga que vão resolver seja o que for, indo certamente contribuir para cavar ainda mais o fosso que os separa de atitudes consentâneas com a grandeza do Benfica e da capacidade de reacção à adversidade que é sempre imprescindível em todos os momentos de maior pressão, e em que o infortúnio nos atinge com toda a força.

MR, na linha do descontrolo emocional que a caracteriza em certas ocasiões perante adversidades futebolísticas, ao escrever artigos como o que hoje é publicado no Record, contribui decisivamente para aumentar o protagonismo e falta de bom senso de todos os que não sabem ou não conseguem evitar entrar por caminhos que a nada conduzem, a não ser para um maior afundamento daquilo que queriam que estivesse nos píncaros.

Ser benfiquista nas horas boas é fácil. Saber estar à altura dos acontecimentos quando eles não estão em consonância com as expectativas criadas é que é dificíl. Não é com atitudes descabeladas como a que meia-dúzia levou à prática nos últimos dias que porventura se chega ao destino almejado.

Partindo do princípio que o benfiquismo da MR não é superior aos demais, apraz-nos sugerir, se está descontente com a equipa (afinal como todos nós), deve parar e pensar qual será a melhor atitude para resolver aquilo que neste momento não está bem. Não é segredo para ninguém que a componente psicológica desempenha um papel importantíssimo na prestação e no desempenho de qualquer equipa. Sobretudo nos momentos menos felizes.

Essa questão não é novidade e já foi por demais realçada por jogadores, pela equipa técnica e até por dirigentes. Ora é justamente em alturas em que a equipa mais necessita de apoio que existem adeptos que não sabendo refrear os seus comportamentos, assumem atitudes que ainda querem tornar o cenário mais negro. Sejam elas através da escrita, ou até de manifestações insultuosas aos próprios protagonistas.

Variando os padrões comportamentais de pessoa para pessoa, não é certamente com assobios, birras ou com atitudes explícitas de desagrado que se eleva o moral da equipa numa altura em que ela mais precisa. Se não conseguem resistir a isso, que se abstenham de estar perto, pois a equipa certamente agradecerá.

Estando no seu pleno direito de não gostarem do que vêem ou de desagrado perante atitudes ou desempenhos destes ou daqueles, devem pensar se as suas atitudes vão ou não contribuir para a resolução dos pontos de que discordam e acham que estão mal.

Que os nossos adversários, inimigos e a imprensa sempre ávida de notícias sensacionalistas o façam, é uma certeza que ninguém nos tira e que urge combater no dia a dia. Mas que nós benfiquistas nos juntemos objectivamente à turba, é algo tão decepcionante que não podemos jamais aceitar.

Recusamos obviamente o unanimismo, podendo e devendo juntar a nossa voz com críticas, sugestões e atitudes, mas dentro dos limites que se afigurem objectivos para a resolução dos problemas e de tudo o que está a correr menos bem. Não é de facto com campanhas contra atletas, em que a MR demonstra ser especialista, que lá vamos. O Benfica relembre-se, está acima de jogadores, treinadores, dirigentes e de todos nós.

Tudo o que seja esquecer isso como o que vem acontecendo agora, é dar trunfos a todos aqueles que dizemos combater, de que é vivo exemplo o apelo comovente de MR. Não o fazer demonstrando bom senso numa altura complicada é uma tarefa imperativa de todos.




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