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Resistência à mudança
Bernardo Ribeiro, jornal Record
24 de Novembro de 2011




Nas grandes empresas e nos testes psicotécnicos de admissão, os profissionais e os aspirantes a emprego costumam ser confrontados com um item intitulado ‘Resistência à Mudança’, a que têm que responder para aquilatar da sua postura perante o evoluir das várias situações com que se irão defrontar no futuro.

O Sub-Director do Record Bernardo Ribeiro (BR) se fosse chamado a responder a esse tipo de questão, certamente que receberia um chumbo estrondoso. De facto, no seu artigo de hoje, mais do que analisar e comentar uma medida inovadora e cuja eficácia será testada e avaliada à posteriori e nunca antes, desenvolve um conjunto de teorias ultrapassadas e por isso retrógradas, sinónimo de que a sua evolução não se tem processado ao ritmo evolutivo da sociedade universal.

Para além de que, está objectivamente a contribuir para legitimar as atitudes demagógicas e populistas dos dirigentes do Sporting, que continuam a provar que não se conseguem emancipar da força dos corredores de Alvalade onde pululam os conhecidos Velhos do Restelo que se opôem por todos os meios a um normal desenvolvimento das relações com o Benfica mantendo, como é óbvio, viva e pujante a secular rivalidade que sempre foi apanágio dos dois emblemas.

Um espírito aberto e receptível à mudança, seria incapaz de produzir os comentários bacocos e algo deprimentes de BR. Seria prudente, poderia até questionar a eventual eficácia da medida, mas nunca avançar opiniões prévias sobre algo que desconhece, que não domina e que não têm dados para afirmar se é ou não positivo antes de ser aplicado. Além de que, ao alinhar pelas teses estapafúrdias de Alvalade, está a faltar ao rigor e à objectividade que devem caracterizar um jornalista que se preze e, ainda, a contribuir de uma forma objectiva para elevar a temperatura de um derby que até agora tem estado calmo e que era desejável que continuasse nesse tom.

O tempo, admitimos que saudoso, em que não havia ditadura televisiva e os jogos se realizavam à tarde e as famílias completas iam aos estádios, ficavam lado a lado e conviviam com os adeptos adversários, já lá vai. Até acreditamos que BR ainda esteja a viver as reminiscências da sua juventude mas, por mais que nos custe, não podemos parar no tempo que avança demasiado depressa e não se compadece com paragens da nossa parte.

Muito tem mudado no comportamento das pessoas, no seu civismo e nas suas acções, que se revelam mais nervosas e propícias a actuações dissonantes com uma sociedade civilizada. Nem BR nem ninguém deverão ignorar a tendência crescente de crispação e de indignação generalizada, que se agravou substancialmente nos últimos tempos pelas razões que todos conhecemos. Os exemplos no futebol português abundam.

Por outro lado, poder-se-ão discutir as medidas e propor outras alternativas mas nunca, como faz BR refugiar-se no passado, esquecendo que por todas as razões e mais algumas, o presente está armadilhado e pronto a explodir. Para além das ocorrências já verificadas, os sinais que se revelam transversais, são reveladores e preocupantes. Logo, as desculpas que são apresentadas são desajustadas e quiçá falaciosas, por não se enquadrarem na complicada sociedade actual.

Curiosamente, quando os clubes adoptaram no passado as primeiras medidas de segurança com caixas de conforto em arame e com arame farpado no topo que abarcava todo o estádio, ninguém considerou isso uma medida provocatória. Quando apareceram os fossos também não houve reclamações. Quando o Benfica no passado e Alvalade no presente incluiram isso como uma medida suplementar de segurança, todos estiveram de acordo e não o consideraram descriminatório. E mesmo quando recentemente ia acontecendo uma desgraça no anfiteatro leonino, para além dos lamentos naturais nestas circunstâncias, todos compreenderam a situação. Então porquê tantos engulhos com uma simples rede protectora que tem como objectivo agora, proteger eventuais problemas do logo ou do amanhã?

Compreendendo-se a excitação em torno do seu Sporting - de volta à ribalta e na luta pela liderança na Luz, seria louvável que a memória selectiva de Bernardo Ribeiro desse lugar a uma maior transversalidade, e fosse por conseguinte intelectualmente honesto ao ponto de se debruçar sobre episódios bem mais recentes, como aquele que traduziu o facto de inúmeras familias benfiquistas terem de abandonar o piso 1 por choverem todo o tipo de objectos arremessados pela claque visitante, algo que se dilui na imprensa especializada como um problema da organização por parte do Benfica. Dando de barato episódios como o dos No Name se terem inclusivé prontificado a servir de cobaias para estas mesmas caixas de segurança quando mais uma vez se colocava a questão das claques (há muitos, mas muitos anos atrás), seria pertinente que BR deixasse de ter dois pesos e duas medidas, como reflectiram os seus juízos em torno do campeonato de juniores que - à pedrada - rumou a Alvalade.

Percebemos na perfeição os objectivos - aparte convicções indisfarçáveis - que estão por detrás destas manifestações mal disfarçadas. Aliás, vindas de onde vêm até não nos surpreendem. Um derby sem casos e sem problemas não interessa (como demonstrou o Clássico) a alguns que só se governam da confusão e que lhes convém que Benfica e Sporting estejam permanentemente de costas voltadas. Lamentavelmente, os dirigentes do Sporting continuam a não o perceber.

Sem qualquer ironia (até porque isso tem patente registada), desejamos aos dirigentes do Sporting que trocaram o conforto dos camarotes pela bonita, terna e até comovente solidariedade com os seus adeptos e simpatizantes, um óptimo teste de segurança e de eficácia. Estamos convictos de que, muito provavelmente, constatarão que poderá ser até uma óptima alternativa ao fosso de Alvalade que, por pouco, não ía sendo o fosso da morte, por razões obviamente alheias a todos e que se lamenta.

Voltando a BR e ao seu artigo; se o seu fito é o de puxar e convidar os adeptos e simpatizantes leoninos a provar que a caixa de conforto, a jaula, a rede, a gaiola ou até outros carimbos que certamente não irão deixar de aparecer, é segregadora, imoral, descriminatória, ineficaz, obsoleta e provocadora para os sportinguistas, deu uma óptima contribuição e fez um magnífico trabalho!                         



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