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Poor thinking habits...
Marta Rebelo, jornal Record
24 de Janeiro de 2011



Talvez por enfermar de algum fanatismo, a nossa Marta Rebelo excede-se frequentemente nas análises, transportando para as páginas do Record (para júbilo do director Pais) aquilo que lhe vai na alma enquanto adepta do ganhar sempre e jogar melhor.

Marta é ela própria com as suas paixões e os seus impulsos incontroláveis, que transformam simples conversas de sofá em amplas crónicas de jornal. Dir-se-á que daí não vem mal ao mundo. Pois não se dentro de determinados limites, que ás vezes são excedidos.

Todos temos um conceito de liberdade  que utilizamos amiúde. A fronteira que existe é ténue e invisível e às vezes sem darmos por isso estamos a saltar para o outro lado,mas nada que não possa ser corrigido em futuras ocasiões. O problema é quando o outro lado começa a ser recorrente, o que indicia uma situação deveras incorrigível.

Marta já sabe pela sua experiência de vida que muito raramente existem situações exemplares. O óptimo é o pior inimigo do bom. Daí que a cobrança deva ser graduada dentro dos limites do possível e do tolerável, sem que isso queira significar um menor grau de exigência dentro das possibilidades que se apresentam face às condicionantes envolventes.

Dentro desta linha de pensamento, Marta para eventualmente descarregar as suas frustações atira-se para variar a alguém da estrutura. Desta vez o feliz contemplado foi o treinador Jesus. É certo que JJ está muito mais próximo das raízes culturais do Benfica e do pulsar da maioria dos seus adeptos, do que de uma pequena parte intelectualóide que entende que qualquer elemento da estrutura encarnada deve estar preparado para, se preciso for, fazer um discurso fluido, coerente, de harmonia com o novo acordo ortográfico e sem teleponto. Percebemos isso.

Mas não podemos ignorar a realidade e muito menos considerar que boçalidades ditas noutros locais são música celestial para os nossos ouvidos, enquanto frases eventualmente mal construidas e que poderão constituir em primeira mão contradições, ditas dentro da nossa própria casa são afinal limitações próprias, às vezes derivadas da própria aleatoriedade do futebol.

Poder-se-á criticar e discordar de determinadas situações. É legítimo e até salutar, porque a crítica, se construtiva, deverá ser fonte de alimentação e de correcção de factores que estejam ou se venham a revelar incorrectos. É isto que se espera de benfiquistas sobre benfiquistas.

O que não se pode nunca pôr em causa, são competências que à partida ultrapassam as nossas, e considerar declarações live que podem indiciar contradições se desligadas do contêxto em que foram produzidas, e com as limitações a que várias vezes já nos referimos.

É a diferença entre treinadores e treinadores ou comentadores de bancada. Para estes últimos e ainda no sábado, por exemplo, tivémos um numa das rádios no Benfica-Nacional, as suas equipas ganhavam sempre porque têm sempre a solução milagrosa para tudo, mas quando foram treinadores de verdade, a coisa não foi bem assim...

Por isso, ainda bem que somos só e unicamente espectadores. Pelo menos não corremos o risco de dizermos tantos e tão abundantes disparates...


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