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Benfica - O que nos reservará o futuro?
Jorge Barbosa, jornal Record
23 de Junho de 2011




Depois de ter iniciado a sua carreira de treinador no final da década de oitenta, parece que afinal ainda nem todos conhecem suficientemente bem o que vale Jorge Jesus. Pelo menos é o que se depreende da questão colocada pelo editor-chefe do Record, Jorge Barbosa, ao interrogar-se sobre qual é o verdadeiro Jorge Jesus – o da primeira ou o da segunda época no Benfica.

Embora as performances atingidas nas duas épocas que leva ao serviço dos encarnados sejam quase diametralmente opostas, entendemos que a questão não deve nem pode ser assim colocada. Essa será porventura uma visão simplista e redutora. A realidade é que deve ser analisada mais profundamente a temática global, para se poder chegar eventualmente a conclusões mais consentâneas com a veracidade dos factos que deram origem a épocas tão díspares.

Para sermos reais e objectivos, diríamos que a primeira época ficou além do que prevíamos, tal como a segunda época, tendo em conta a anterior, ficou aquém das nossas expectativas. Tudo isto, por mais que nos recusemos a aceitar, podem não significar anormalidades.

Em tudo o que propicia paixões, o homem rege-se bastas vezes sem dar por isso, por conceitos eivados de alguma irracionalidade que o levam a criar expectativas que aumentam exponencialmente a partir do momento em que um novo factor se desenvolve numa direcção positiva e assim continua, contrariando a imagem mais negativa registada e assimilada no passado recente.

Essa contingência acaba por estabelecer  uma aceitação sem limites na nossa própria consciência, em que se aceitam factos sem quaisquer restrições e sem nos darmos ao trabalho de nos questionar sobre eles. Pelo contrário, todos os nossos sentimentos estão em alerta máximo e interrogamo-nos sobre cada facto, se porventura a trajectória seguida foi negativa ou ficou aquém do que nós próprios conjecturávamos.  

Isto conduz-nos à seguinte questão: E se as épocas tivessem sido invertidas, o que pensaríamos do assunto? Encararíamos com as mesmas expectativas a segunda época se a primeira não tivesse corrido bem? Seria que a galvanização dos adeptos que a transmitiram à própria equipa teria acontecido? E a ser assim, o comportamento exibicional, o elevar do ânimo e os resultados obtidos seriam idênticos? Nunca o saberemos, mas seria provável que não.

O nosso popular Toni teve um dia uma expressão admirável que ilustra bem o que é o Benfica. Disse ele, que no Benfica não há tempo para ter tempo. Nunca uma simples frase disse tanto em tão pouco. Perante uma nau de dimensões king-size, justificar-se-ía em determinadas alturas uma simples paragem para poder pensar e repensar estratégias. Mas isso não é manifestamente possível, porque pelo seu registo histórico e pelo seu prestígio, o Benfica é obrigado a jogar sempre em qualquer momento e seja qual for a prova em que esteja inserido, para ganhar. E a realidade é que nem sempre isso tem sido uma verdade indiscutível. Pelo contrário.

Por não ser assim, e porque a filosofia que preside aos destinos dos encarnados sempre apontou para amplas liberdades democráticas, as possibilidades de planear, de organizar e de realizar estão muito mais sujeitas à curiosidade e à devassa pública, o que naturalmente vem complicar aquelas tarefas. É no fundo o preço com juros elevados que o Benfica paga por ser o maior.

Os vários jornalistas e os inúmeros colunistas da nossa praça, têm-se encarregado de nos transmitir a preocupação da indefinição do plantel e a quantidade de jogadores publicitados  exceder largamente o plantel idealmente aconselhável. A propósito desta questão o jornalista Fernando Guerra ainda bem recentemente abordava o assunto comparativamente ao principal rival do Benfica e de harmonia com os seus dados, no outro lado o número de jogadores atingia mais de cinco dezenas. Pelos vistos isso não constitui qualquer motivo de preocupação para aqueles que no caso do Benfica encaram o tema como uma catástrofe de dimensões inimagináveis. Nada afinal a que não estejamos já habituados.

Temos uma ideia segura em relação a Jorge Jesus e das suas reais capacidades, para além de enfermar de alguns vícios e de alguns defeitos como não podia deixar de ser. Continuamos a acreditar nas suas possibilidades e na sua vontade e capacidade de trabalho, pois não achamos que tenha havido qualquer metamorfose de uma época para a outra. Apenas conjunturas diferentes.

Sabemos por experiência que o futebol joga-se muito para além das quatro linhas, e sabemos também que todo este folclore que nos anima diariamente, faz parte das habituais estratégias de diversão. Também estamos á espera de mais factos novos tão do agrado dos tablóides e de alguns jornalistas, colunistas e infelizmente da minoria imberbe e ruidosa que fazem do Benfica o alvo das suas recorrentes frustações.

Confiamos nas aptidões da estrutura benfiquista em todas as suas vertentes e na superior capacidade de mobilização dos benfiquistas para fazer face aos ataques e às acções de desestabilização que irão continuar sem descanso.

Finalmente, confiamos que depois de 22 anos de treinador, se venha a descobrir quem é afinal e o que vale Jorge Jesus.  Para descanso de algumas mentes...





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