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Jornalismo de pasquins
António Varela, jornal Record
21 de Maio de 2011



Tal como a história da galinha e do ovo, também no pasquim se poderia colocar exactamente a mesma questão: Foi a direcção e a redacção que subverteram os jornalistas, ou terá sido o contrário? Os indícios apontam sem dúvida para a primeira hipótese, muito embora a flexibilidade da espinha tenha provavelmente facilitado a tarefa.

Primeiro definem-se os objectivos que se querem atingir e depois arranjam-se ou moldam-se as notícias de harmonia com esses desideratos. Tudo simples e objectivo no reino do director Pais.

Hoje, para não variar temos mais alguns laivos de autêntico jornalismo que fariam sorrir Artur Agostinho ou Rui Cartaxana, dois brilhantes directores (no tempo em que o Record era um jornal) onde estiveram ambos, ainda que em épocas diferentes, mais de uma dezena de anos.

Da edição de hoje do actual pasquim, seleccionámos um caso paradigmático (o outro abordá-lo-emos em separado) da autoria do nosso ‘preferido’ António Varela - Editor Chefe, que é bem ilustrativo da forma como o pasquim tenta condicionar a mente de alguns leitores, que do alto da sua bonomia e credulidade ainda vão acreditando nas patranhas e nas distorções do diário.

Atentemos então nas suas divagações. Varela que inicia a sua croniqueta por um tema meritório que de repente foi ressuscitado  – o drama vivido pelo antigo internacional do Benfica, Nelinho -, que vive as terríveis consequências da podridão e do conluio que grassa no sistema judicial português. É bom que casos como este sejam denunciados pelos media, e esperamos que não deixem morrer este em particular, para bem das pessoas que lutam por uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais solidária, e para repôr na sua verdadeira dimensão outras pessoas que, aproveitando-se do lugar que ocupam, promovem o compadrio e emporcalham a profissão porque optaram.

Pena é que Varela enquanto jornalista desportivo, nunca tenha denunciado os factos que são do conhecimento público e que têm vindo a manipular a verdade desportiva, e tenha optado por retiradas estratégicas quando deveria estar na 1ª linha do combate da denúncia das irregularidades e das manipulações sistemáticas e sublinhe as alarvidades do seu principal protagonista. Não nos surpreende porque isso seria dar um tiro no seu próprio pé, qual seria a utilidade de Varela se não caísse no segmento pintista?

Mudando de agulha, não só mas também no pasquim (Varela incluído), dá-nos a sensação que no futebol português não há lugar para Pablo Aimar, tal a profusão de tentativas de criar condições para que o jogador argentino não volte para a próxima época. O desfile começou com o seu regresso ao River Plate e depois, passou para a transferência para o futebol árabe. Como o jogador anunciou que queria cumprir o contrato com o Benfica, havia que evoluir para novas nuances.

E vai daí, foi aproveitada a deixa de alguns jovens provocadores imberbes a quem alguém dá corda (não sabemos se mais alguma coisa) e cuja verdadeira história um dia ainda há-de ser contada, para criar um facto novo – o de uma agressão. Tudo baseado é claro, naquelas fontes fidedignas que só estão ao alcance do pasquim. Perante as manchetes já preparadas com a devida antecedência e que causaram, como não poderia deixar de acontecer, alarmismo na própria família do jogador, Pablo Aimar reagiu como lhe competia desmentindo a espinha da notícia. O pasquim tinha previsto 2 cenários alternativos, ambos com êxito garantido: Se não houvesse qualquer reacção, a manchete já tinha causado o efeito desejado; se houvesse desmentido, a justificação era a de que tinha sido a pedido da SAD, o que colocaria o jogador numa má posição perante os adeptos e a opinião pública.

Mas o tiro acabou de sair pela culatra, pois escolheram um alvo que aparte os seus méritos dentro do campo, é um verdadeiro exemplo fora deles. Pela sua sobriedade, pela sua maneira de ser e pela sua verticalidade, Aimar tem imensos créditos junto da massa adepta benfiquista. Muito provavelmente não chegaria onde chegou se a classe não fosse uma das suas principais características.

Face a todas estas condicionantes anti-especulativas, o pasquim não se deu por satisfeito e prosseguiu no seu objectivo de tentar novos episódios, logo agora que o caudal de notícias diminuiu brutalmente. E eis que Varela numa acção reveladora da sua imperícia intelectual, aproveitou declarações de Aimar no seu país natal sobre o FCPorto, para num exercício de puro delírio carnavalesco, insinuar numa estratégia contrária à da agressão, que o jogador tinha fugido à ditadura da SAD, pelo que as declarações assumiam a força de um furacão. Isto diz bem das fortes limitações intelectuais de Varela e da necessidade que sente a cada passo de tentar desempenhar o papel de moço de recados pintista na perfeição.

Movidos por todo esse entusiasmo, Varela e o pasquim ainda foram a tempo de desenvolver uma nova teoria que deixamos à vossa consideração: É que, contrariamente aquilo que julgávamos, em Portugal os jogadores vivem numa férrea ditadura, enquanto que na Argentina existem liberdades de grande amplitude. Isto leva-nos fatalmente a duas conclusões:

1ª: - Que Pablo Aimar só está em liberdade quando está no seu próprio País;

2ª: - Com tão amplas liberdades, como não seria a vida rabiosa do pasquim na Argentina? Será que ainda existia?

Ora digam lá se o pasquim não nos continua a divertir!




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