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Razoabilidades
Rui Dias, jornal Record
21 de Junho de 2011




O chamado caso Coentrão que tem dado origem aos mais desencontrados comentários, ilustra bem o que é a actualidade de hoje não apenas nos capítulos circunscritos ao futebol, mas também a todos os sectores sendo transversal à sociedade moderna.

 Ainda ontem aconteceu o episódio Villas-Boas que pôs toda a nação portista em ebulição, alinhando-se as opiniões tal como com Fábio Coentrão em duas correntes diametralmente opostas, ainda que menos visível no tocante ao ex-treinador portista, faltando talvez uma terceira: a do bom senso que por vezes é difícil de manter, sobretudo se a emoção se sobrepuser à razão para quem mais de perto vive o tema e aí, venha quem atire a primeira pedra...

No entanto, para quem analise o assunto com um natural distanciamento, é difícil entender a razão porque se alinha por uma das partes, sabendo-se que a razão sendo universalista, nunca tem um carácter exclusivista. 

Embora o jornalista Rui Dias alinhe o seu comentário pela questão do Caxineiro e entre em considerandos discutíveis seja qual for o ponto de vista porque se abordem, inúmeros outros casos podiam ser evocados tal a sua similitude. É apenas mais uma opinião – a sua.

Mesmo sabendo que são os aspectos mais perversos do futebol, que no fundo se circunscrevem aos elevadíssimos montantes envolvidos que influenciam e chegam a transformar algumas mentes por completo, continuamos a recusar a lei que é infelizmente comum nos dias de hoje, e que estabelece que é assim porque assim serão as regras do mercado.  

É natural e perfeitamente compreensível que um profissional  queira dar um impulso à sua carreira: seja por ir ganhar muito mais, seja por isso constituir um salto na sua carreira, seja pela sua simbiose. Mas isso tem regras absolutamente definidas que ultrapassadas devem ser condenadas sem qualquer hesitação. Sejam jogadores, sejam dirigentes, sejam empresários, seja quem for.

Há quem alinhe na velha teoria da galinha e do ovo para justificar a sua opção por um dos lados. Quem mais deve a quem? Os jogadores aos clubes ou os clubes aos jogadores? Do nosso ponto de vista a primeira opção parece-nos mais consentânea com a realidade nos tempos actuais, estando a segunda mais afastada porque se nos atermos à nossa realidade, observamos que são os nossos maiores clubes que potenciam os jogadores e não o contrário. Isso não significa de modo algum que determinados jogadores pelas performances realizadas, não ajudem e de que maneira os clubes a projectar-se ainda mais no mundo.

Fábio Coentrão ao longo da sua carreira ainda curta já teve ensejo de conhecer os dois lados antagónicos do mundo da bola: o de arrastar-se como mais um, e o do jogador que está prestes a atingir aquele mundo só ao alcance dos verdadeiros artistas. Está por isso em condições de compreender o dark side da vida de futebolista e a facilidade com que se pode cair, depois de atingido o degrau mais alto. Ele próprio já o afirmou publicamente.

Certamente mal aconselhado, não se entende a sua reacção estafúrdia que, longe de facilitar a transferência desejada, acabou por complicar o negócio dificultando as negociações da entidade patronal que afinal lhe permitiu chegar a esse ponto. Estamos convictos que se não tem falado da forma como falou a transferência já tinha sido concretizada a contento de todas as partes envolvidas.

Estranhamos por isso a teoria de Rui Dias sobre a ‘reacção de virgem ofendida da SAD às suas declarações’,porque os profissionais estão sujeitos a regulamentos internos que quer se concorde ou não, servem para proteger os clubes e os seus profissionais de alguns elementos estranhos e perversos, a começar por alguns jornalistas sobretudo os dos tablóides, que se entretêm com jogadas por vezes de baixo nível não para informar quem quer que seja na verdadeira acepção da palavra, mas tão somente para provocar a desestabilização neste ou naquele clube ou jogador por forma a conseguir os seus evidentes desígnios.

Nesse enquadramento é inadmissível que os clubes possam alguma vez estar sujeitos a chantagens provocadas por profissionais da comunicação social que não respeitam nem dignificam a sua profissão e concorrem para que outros profissionais (neste caso alguns futebolistas), sejam arrastados para situações de que mais tarde se vêm a arrepender, só que às vezes demasiado tarde. Mal estariam os clubes se permitissem que os seus profissionais agissem a seu bel prazer sem respeitarem as normas reguladoras da sua actividade no clube. Mesmo os seus ícones!

Coentrão por aquilo que deu ao Benfica nas duas últimas épocas deve ser reconhecido e não  cruxificado. Mas mesmo sendo genuíno e um puro-sangue neste particular esteve mal, muito mal. E como tal devia ser sancionado. Ponto final.





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