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O alcance limitado da História
António Varela, jornal Record
20 de Fevereiro de 2011


Um jornalista independentemente da sua idade, quando resolve abordar temas ou factos históricos não se deve circunscrever à História contemporânea, porque isso seria demasiado redutor.

A história de uma Instituição, de um clube ou de uma pessoa deve comportar todo o trajecto da sua existência e não apenas os factos, que por serem positivos, nos dão mais jeito citar. Porque isso, para além de ser uma fraude intelectual, seria adulterar a própria História.

É certo que temos assistido em todas as frentes a frequentes omissões, como se isso alguma vez apagasse o que aconteceu. Essa negação de factos que não agradam ou que convem omitir, sendo transversal à sociedade, é a prova de que alguns se servem para proceder a branqueamentos de situações, que por estarem registadas ad eternum, não deveriam ser manipuladas. Coisa que por exemplo, parece ser infelizmente apanágio da equipa dirigente actualmente à frente do FCPorto, e que tiveram a sua coroa de glória com a data da fundação, ao fazerem História onde ela não existia. Mas adelante.

Também com o maior/melhor jogador de todos os tempos é vulgar haver batota, como recentemente fez o seu colega director-adjunto Nuno Farinha, ao considerar Diego Maradona como o melhor jogador de todos os tempos. Entendemos que as pessoas tenham tendência para considerar apenas factos contemporâneos, mas então serem rigorosos como devem (deviam) ser os jornalistas, implica que o normal será dizer: ‘O melhor jogador que eu vi jogar’, e não debitar absolutismos sempre falíveis pensando que estão a escrever unicamente para leitores da sua faixa etária.

António Varela (AV) caminha pelo mesmo diapasão. Se é justo que assinale qualquer feito de uma equipa nacional no contêxto europeu ou mundial, sobretudo se for o seu FCPorto, entrar em completos exageros para além de não ser prudente, não é sequer aconselhável, e talvez o destaque que emprestou ao texto fosse mais candidato à publicação noutro jornal diário desportivo porque ficaria quiçá melhor integrado.

Escrever que «Faltam 89 anos para o fim do século, mas o FCPorto pode gabar-se de ser a 14ª melhor equipa do Mundo, numa tabela que a federação de estatíscas se encarregará de ir actualizando até 2100», é um exagero como o próprio AV afiança (então porque o escreveu?). Não se poderia ter ficado por «O FCPorto tem sido indiscutivelmente a equipa portuguesa mais relevante  dos últimos 20 anos (...)» que seria muito mais adequado, em tudo, ou terá sido o excesso de entusiasmo clubista que o levou a pisar terrenos tão encomiásticos?

As redes sociais continuam a fazer mossa e a causar calafrios nas anquilosadas mentes portistas que não estão habituadas a essas modernices, e até mesmo os mais novos se sentem incomodados. Desdobram-se em justificações como se aquilo que têm escrito alguns jogadores portistas derivasse de uma acção concertada com a SAD azul e branca. AV até vai mais longe ao dizer que «Fucile e Villas-Boas são intérpretes de uma relação exemplar fora das redes sociais». Uau!

É difícil disfarçar o incómodo que constituiem estes casos para a pesada máquina portista que revela grandes dificuldades em lidar com eles. E como sempre acontece, a solução milagrosa é chutar para longe, leia-se para os lados do Benfica.

Nesse contêxto, assistimos a mais uma arengada de AV, provavelmente escrita num momento de falha de inspiração completa. Reeditando teses tão caras a outros camaradas seus e da própria arara azul e branca, AV confirma sentir-se fortemente incomodado por o Benfica ter órgãos de comunicação próprios, e os seus profissionais a eles prestarem declarações. Monólogos dizem eles!

Se quisessemos agir sob o mesmo diapasão, certamente não deixaríamos de colocar uma questão pertinente: E os jogadores portistas estão autorizados a falar ou a prestar declarações a quem? Á TV instalada na Torre das Antas? Ao jornal do clube? Há quanto tempo não dão entrevistas no verdadeiro sentido do termo? Mas isso faz parte da política comunicacional do FCPorto e se adoptaram a ditadura do silêncio por aquelas bandas, é uma situação que nos transcende e nada temos a ver... a não ser quando propositadamente nos envolvem para desviarem as atenções e disfarçarem ou branquearem as suas próprias insuficiências.

Compreendemos a forte azia que deve atingir alguns pseudo-jornalistas e avençados por estarem limitados na possibilidade de colocarem aquelas perguntas exemplares e de interesse desmesurado para a opinião pública do tipo: Vai cumprimentar o treinador adversário?. São vítimas de si próprios e só lamentamos que os verdadeiros jornalistas às vezes sejam confundidos com este contingente de inventores e especuladores.

Citamos Confúcio, filósofo chinês do século VI: «Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos». É o que tentamos fazer...


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