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Isenção desvirtuada
Pedro Guerreiro, jornal Record
1 de Dezembro de 2011




Ainda há bem pouco tempo neste espaço falávamos do juiz de campo Pedro Proença e do seu sub-consciente que, reclamando a sua condição de benfiquista entrava em conflito com o consciente sempre que apitava jogos onde participava o Benfica. De tal modo que, quase invariavelmente, nos jogos mais importantes, acabava por prejudicar os encarnados em termos objectivos, a ponto de ter influido decisivamente em jogos e até em campeonatos. Dispensamo-nos de citar exemplos por serem conhecidos.

Pedro Guerreiro (PG) não tendo tão comparativamente a mesma influência decisiva navega nas mesmas águas. Ao transmitir a sua opinião sem dúvida legítima, acaba por resvalar para o campo inverso que provavelmente pretenderia, acabando por as suas análises serem de alguma forma feridas pela subjectividade, única forma que encontra de demonstrar que é ‘isento’. Para quem não soubesse, situá-lo-ia como acérrimo anti-benfiquista, ultrapassando mesmo pela direita, na textura do seu último artigo, alguns dirigentes do Sporting.

Raras são as medidas exemplares. E a da instalação da caixa de segurança, mas que francamente já não sabemos como lhe chamar tantas foram as vezes que foi ‘baptizada’, foi uma delas. Os argumentos aduzidos em contrário por alguns dirigentes leoninos e pelo próprio PG não colhem, porque se inserem numa clara tentativa não só de condicionar uma medida inovadora em Portugal, mas essencialmente de quererem influenciar de fora para dentro, uma decisão da direcção do Benfica absolutamente legítima e com as melhores intenções, tendo em conta a crispação crescente de uma sociedade em ebulição.

Escreve o articulista três mimos a reter: a) O motivo é ridículo; b) aquela grade é um insulto; c) montada para o dérbi deste fim de semana é, além disso, uma provocação. Como podemos observar, um qualquer Cristóvão, Ferreira ou Oliveira e Costa certamente não desdenhariam estas expressões. Damos de barato a sua especulação sobre a bilhética e a localização dos adeptos, dado que isso deve ser defeito da profissão que abraçou e está sempre subjacente nos seus escritos.

Trata-se de uma versão meramente populista, suficientemente especuladora e potencialmente geradora de conflitos a nível dos adeptos mais radicais, comumente apelidos de energúmenos. O que PG fez, foi a apologia da desgraça, em vez de se debruçar sobre o porquê de tais medidas. Haverá alguém que de boa fé e com um mínimo de distanciamento de análise que aceite ghettos? Será que o arame farpado, uma vala ou um fosso representam algo tão diferente nos objectivos? Mas, infelizmente, eles existem!

A esmagadora maioria dos adeptos (de todas as cores clubísticas) não justificam, seja de que forma for, medidas obstaculizantes e restritivas nos estádios. Foi, aliás, possível constatar nas bancadas do Estádio da Luz, adeptos do Sporting rodeados de adeptos do Benfica por todos os lados, sem que daí resultasse qualquer entrave à sua livre expressão e afirmação. Também já o observámos em Alvalade e noutros estádios.

Infelizmente, há uma escassa minoria (em todos os clubes) que não têm cabimento no espectáculo e cujo acesso lhe deveria ser vedado, porque não têm padrões de comportamento compatíveis com o espírito de vivência de uma sociedade que não se revê no belicismo que os acompanha seja qual for o motivo ou o local. Como potenciais focos de conflito permanente, haveria que ter o máximo cuidado na gestão da situação, evitando dar-lhes pretextos, em suma – armadilhá-los. Manifestamente não houve, quer da parte de alguns responsáveis leoninos, quer da ressonância de alguns media. E PG, em artigo prévio escrito, dava o mote para o cenário dantesco que acabou por vir a suceder, como aliás, ele faz questão de reforçar na pergunta que já tinha feito em anterior artigo.

O seu esforço de demonstrar que tinha razão e que já previa o que ia acontecer, transformou-se por isso numa das suas obsessões. Dizer que foram ‘os benfiquistas que lá despejaram pólvora’ é, antes do mais, distorcer os factos e querer confundir a opinião pública. Repetimos o que já escrevemos várias vezes; não fossem alguns dirigentes do Sporting eventualmente pressionados por forças estranhas e alguns jornalistas e cronistas, os eventuais conflitos teriam, na pior das hipóteses, atingido a expressão mínima.

Mas todos sabemos que as coisas não acontecem por acaso e as coincidências são cada vez mais raras. Os interesses instalados alimentam-se destas guerras de alecrim e da manjerona fabricadas de fora para dentro, sem que alguns soldados, oficiais superiores e até generais, consigam enxergar que são meros joguetes de interesses alheios. Sempre assim foi, e neste caso, a concentração dos olhares nos aspectos laterais do derby foi bem aproveitada a norte para, pela enésima vez, Pinto da Costa e a sua tropa de choque repetirem um prato que é a especialidade da casa – invectivar e agredir quem não lhe faça o jogo. Ter-se-á PG porventura esquecido desse pormenor dado que sobre isso nem uma palavra sequer, exprimindo no mínimo, um dos sentimentos mais bonitos que é a solidariedade?

Atendendo a que PG manifesta propensão para a futurologia e para arranjar soluções que resolvem todos os problemas, seria bom que submetesse ao escrutínio da opinião pública as propostas que tem em mente para resolver os problemas que derivam da insensatez e da radicalidade (de alguns dirigentes e adeptos anti-sociedade) para atacar futuras situações que, por este andar, inevitavelmente surgirão.

Estando excluídas à partida, fossos, valas, arape farpado, jaulas, caixas de conforto, grades ou redes protectoras, estamos curiosos pela solução para evitar os desmandos dos tais adeptos radicais que tudo destroem à sua passagem. É claro que a solução ou soluções, não podem nunca passar por qualquer medida que possa, nem que seja ao de leve, ser entendida como ridícula, que possa dar azo a insultos ou originar provocações ou, por último, que possa permitir a entrada no perímetro de simples resíduos das antigas Ferrarias de El-Rei em Barcarena...




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