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Lições de pragmatismo
Nuno Farinha, jornal Record
18 de Junho de 2011



Ao mesmo tempo que três jornalistas do jornal A Bola entre os quais o seu próprio director conduziam uma entrevista aliás de grande qualidade, ao treinador Jorge Jesus em plena Luz, o director-adjunto do Record Nuno Farinha no seu ‘Minuto Zero’, tecia os maiores encómios ao treinador Domingos Paciência afirmando que o actual treinador do Sporting optou por comunicar, sem esconder a estratégia e sem fazer bluff. E quando afirmar que o Sporting vai lutar pelo primeiro lugar, tal constituirá uma comunicação simples e directa sem que aí se note a mais leve pontinha de basófia.

Na actual conjuntura, nunca foi tão apropriada a velha máxima de ‘quem não tem cão caça com gato’. Seja como for, importa perder algum tempo sobre estes considerandos do adjunto do Record, e nomeadamente dos porquês de um facto aparentemente banal, ser considerada uma situação com foros de raridade nos dias de hoje. Interpretando as entrelinhas da crónica de Farinha, diríamos que isso só é assim considerado porque do outro lado, existe um colega de profissão que esconde a estratégia, faz bluff, e só tem basófia, pois claro. Daí a razão de um ser tão enaltecido e o outro tão vilipendiado.

Por não se enquadrar no âmbito deste artigo, não vamos comentar  a entrevista em si que Jorge Jesus concedeu aos profissionais de A Bola. Contudo, ao lermos as múltiplas questões colocadas e as suas respostas, foi com surpresa que observámos que os profissionais do jornal resolveram questionar (e bem) o treinador do Benfica sobre tudo, muito embora possam ter ficado, como é natural, algumas perguntas por fazer, as tais que certamente fariam as delícias da direcção do Record, e de alguns/algumas repórteres atrevidos (as) que gostam de se salientar nas conferência de imprensa quando sentem a multidão por perto.    

A entrevista veio afinal comprovar que é possível perguntar e responder livremente às questões mais complicadas mas oportunas com a maior das tranquilidades, sem que isso signifique constrangimento, esconder da estratégia, praticar bluff ou demonstrar qualquer basófia para utilizar um termo só aplicável ao treinador encarnado, pois para a esmagadora maioria, a palavra que adequam é arrogância. Simples diferenças de critérios...

Já por várias vezes questionámos porque não é possível manter um mínimo de cordialidade entre os vários agentes que participam no fenómeno desportivo e nomeadamente no futebol, uma vez que uns têm interesse em fazer passar a sua mensagem, e os outros que a recolhem assumem o papel de veículos transmissores para a opinião pública. Actualmente, por todos os motivos conhecidos é de facto uma questão algo ingénua.

Face aos superiores interesses que se movem em vários tabuleiros, detectamos vários culpados a começar por uma parte dos clientes-leitores que paradoxalmente estão menos exigentes, dando primazia a uma notícia altamente especulativa, em vez de exigirem rigor. Ao agirem assim, é evidente que há sempre por aí uns pasquins que não os querem defraudar e lhe servem de bandeja, a notícia de harmonia com o que eles esperam e desejam.   

Esse panorama conduz a situações de crispação com os visados que têm obviamente consequências nefastas para as duas partes. Alguns vão muito para além do que seria admíssivel. É por essas e por outras, que o órgão de informação do adjunto Farinha, não sendo o único prevaricador, está há muito descredibilizado.

É por isso uma questão de opção: ou praticam um tipo de jornalismo sério, isento e rigoroso e acabam por obter muitas mais informações de seu interesse e do dos seus leitores, ou persistem em acções desestabilizadoras, especulativas e invencionistas e ficam com um raio de acção deveras limitado e sem acesso directo às fontes reais e credíveis.

No fundo é tudo uma simples questão de opção...


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