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Obsessões
Marta Rebelo, jornal Record
16 de Janeiro de 2012




Todas as pessoas têm personalidades diferentes e todos os jogadores de futebol ou de qualquer outra modalidade, apresentam características que os tornam únicos para o bem e para o mal. Enquadrado nesta dicotomia existe o chamado direito à diferença, em que cada um come do que gosta e não escolhe o que não gosta, ao abrigo do seu autónomo paladar. A única e importante diferença é a forma como o expressam; uns são mais efusivos na exaltação das virtudes, outros apreciam mas não gostam de tudo e, finalmente, temos a terceira vaga – os negativistas – que passam a vida a repetir e a martelar o que não gostam.

Não restam dúvidas de que a jurista, assistente universitária, colunista, ex-deputada e adepta benfiquista Marta Rebelo pertence, por direito próprio, à última categoria. É a sua opção. Com um acrescento; é obsessiva, envidando esforços sistemáticos para transladar para os outros a sua obsessão, o que é contrapruducente para quem já frequentou a ‘Casa da Democracia’. Porventura porque esse desejo forte que a assola constantemente é de todo irreprimível e impossível de suster.

Desde que Óscar Cardozo chegou ao Benfica que tem sido classificado com os mais variados epítetos pelos mais diversas pessoas e quadrantes. Nós próprios já o fizémos por mais do que uma vez atendendo ao seu aspecto comportamental, e fá-lo-emos de novo com ele ou com qualquer outro jogador, sempre que as suas atitudes estejam desenquadradas de comportamentos consonantes com o clube, no evidente pressuposto que este tenha também uma atitude correcta com o jogador.

Não é, naturalmente, o direito de criticar um determinado jogador mesmo que pertença ao clube de que nos confessamos adeptos, que está em causa. É sobretudo o tempo e a forma, ou se quisermos, a obsessão que transportamos para a crítica sem nos darmos conta o quanto estamos a ser injustos na análise. E tratando-se de uma personalidade obsessiva, deixa de ser uma pessoa fria no raciocínio e perde quase sempre a capacidade de ser isenta e observar os factos tal como eles se apresentam, distorcendo a realidade e moldando-a ao seu pensamento obsessivo e perseguidor.

Inúmeras vezes Marta tem repetido de uma forma exaustiva a mesma lenga-lenga, assumindo uma focalização doentia que a consome nas suas divagações congénitas. Começamos a ficar deveras precupados. Não gosta de Óscar Cardozo? Está no seu direito! Assume que deve criticá-lo por aquilo que ele faz ou não faz? Pois que o faça mas dentro de parâmetros normais e sem recorrer a palavras ou expressões desbocadas e desfasadas de uma realidade objectiva que a nada conduzem. Será que com a sua insistência quer desestabilizar o jogador? Será que pensa que as suas críticas desabridas conseguem alguma vez influenciar o treinador? Arrastar mais adeptos para a sua causa?

Factos são factos e sobre isso não há volta a dar. Óscar Cardozo assume por direito próprio um lugar na história do Benfica e isso, nos quase 108 anos de história do Benfica nunca esteve ao alcance de qualquer um. Tem características que enervam os adeptos? É verdade. Não se controla por vezes e pode prejudicar a equipa? Também é verdadeiro. Já por mais do que uma ocasião encetou a rábula de tentar aumentos de vencimento? Continua a ser verdade.

Mas qual a razão para os seus detractores só realçarem as suas partes negativas omitindo as suas inegáveis qualidades e a sua capacidade para atingir metas que não estão ao alcance de outros? Há quantos anos um jogador do Benfica não era o melhor marcador do campeonato? Pois ele foi-o em 2009/2010 e para encontrarmos outro vencedor encarnado teríamos que regressar à época de 2002/2003 (Simão Sabrosa em parceria com Fary) e depois à longínqua época de 1990/91 (Rui Águas). Isto são factos e não divagações.

Além de que no sistema em que o Benfica utiliza mais vezes, mais nenhum jogador tem as características de Cardozo. E não estamos a enveredar por quaisquer comparações, pois todos têm o seu mérito. Por isso fazem parte do plantel encarnado. Todos nós temos as nossas preferências, mas é absolutamente errado persistirmos na obsessão, como faz Marta Rebelo, de que nós somos os únicos detentores da verdade e conseguimos ver coisas que o treinador que trabalha com os jogadores todos os dias não consegue enxergar. E, por amor à verdade, no último jogo, Cardozo foi esforçado, mais combativo e... marcou mais dois golos e foi, a par do que acontecera com o Sporting, vítima do excesso de zelo que curiosamente não afecta outros, como demonstrou o próprio Capela em Braga. Do resto que registam as estatísticas? Que ele é líder dos marcadores, mesmo sendo mole, pouco esforçado, lento, previsível e instável!

Se ao invés Óscar Cardozo fosse rápido, muito combativo, jogasse bem com os dois pés, fosse mais eficaz com a cabeça, tivesse mais controlo emocional e fosse mais elegante, será que ainda estaria no Benfica? Ou, dito de outra forma, alguma vez teria vindo para Portugal? A verdadeira história deste renegado e incompreendido far-se-á somente depois de ele partir. Mas aí, ainda que acabe a obsessão de Marta Rebelo, veremos se o seu substituto fará melhor...

Certo é que por ora vai alegrando os benfiquistas várias vezes por semana, contrariamente às crónicas da Marta.



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