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Justiça apressada
Bernardo Ribeiro, jornal Record
15 de Fevereiro de 2011


A vitória do FCPorto em Braga fez ressaltar no sub-ajudante do director Pais - Bernardo Ribeiro (BR) o elán característico do diário que adora fazer este anúncio: «Como o Record tinha anunciado em (ou antecipado como variante)...». É de facto um jornal muito à frente com os seus jornalistas a anteciparem-se frequentemente à História que só acontece daí a alguns meses!

Mais uma vez isso aconteceu e desde já BR antecipa 10 jornadas (11 para os menos afortunados) em que já sabe todos os resultados finais, todas as actuações dos árbitros, todas as eventuais decisões da Comissão de Disciplina e, fundamentalmente fala, imagine-se, de justiça. Verdadeiramente futurista e digno de Júlio Verne!

Com a falta de jeito, de engenho e de capacidade analítica que o caracteriza, BR fulaniza quando devia contextualizar e desvirtua quando devia potencializar. Não importa o que se diz, mas quem o diz, é o lema de BR que assim se demite objectivamente da sua condição de jornalista.

Para ele tudo se resume a uma guerra verbal sobre a qual Jorge Jesus está a perder gás (porque não têm estofo segundo está implícito na análise de BR), e então teve que ir pedir ajuda ao Vice-Presidente Rui Gomes da Silva para responder a André Villas-Boas. Uma conclusão brilhante só ao alcance de um verdadeiro predestinado como BR.

Mas sobre a ùltima vaga vinda do bosque do papagaio (ou será arara?), nada de nada. Valeu que Jorge Jesus esteve à altura dos acontecimentos e não respondeu aos excessos de linguagem do excitado jovem azul e branco que revela a cada dia que passa, a imensa impreparação em lidar com as luzes da ribalta.

O interessante jornalista que deveria constituir tema obrigatório das workshop sobre comunicação social, volta ao matraquear no escuro que caracteriza as suas investidas croniqueiras. Em vez de tentar desmontar as evidências, entreteve-se em divagações para distraído ler.

Já que comentou o tema, seria bom que estivesse ciente da não justeza das afirmações produzidas (o que obviamente não fez), porque a sua superficialidade na abordagem e o seu pensamento algo inviezado não lho permitem.  Mas fica desde já o convite para numa próxima crónica responder de uma forma objectiva às seguintes questões que, como é natural, abrangem o horizonte temporal até ao presente:

1) É ou não verdade que independentemente da forma físico-psíquica das equipas, o campeonato começou a inclinar-se desde o início?

2) É ou não verdade que logo na jornada inaugural, houve um lance na Figueira da Foz que deu origem ao penalty-salvador que deu 3 pontos ao FCPorto e na Luz aconteceram 5 (cinco) lances idênticos sem que nenhum deles tenha sido assinalado pelo árbitro?

3) É ou não verdade que na 3ª jornada em Vila do Conde, o FCPorto apenas venceu porque o árbitro não sancionou falta no 1º golo portista e um penalty claro do seu defesa-esquerdo?

4) É ou não verdade que na 4ª jornada em Guimarães o Benfica foi claramente espoliado da vitória ao não serem assinalados 2 penalties claros e um fora-de-jogo com Saviola isolado na zona central?

5) É ou não verdade que na 13ª jornada no jogo com o V.de Setúbal, o FCPorto só venceu porque o árbitro mandou repetir no último minuto um penalty contra si, sem qualquer justificação?

6) É ou não verdade que na 17ª jornada em Aveiro, o FCPorto voltou a ganhar com um penalty inexistente?

Não acha BR que isto são motivos mais do que suficientes para que se diga que o FCPorto tem sido levado ao colo? Será isto enganar os incautos como afiança, ou comprovar factos que aconteceram e lesaram o Benfica, quiçá irremediavelmente, e por isso não são opiniões subjectivas e desviantes como as suas que atestam o factor da equidade nesse domínio? Com que lógica (a não ser emocional) vem agora falar de justiça? A menos que o seu conceito seja diferente da justiça em si mesma, do que francamente não nos admiraríamos.

É por isso que à falta de sólidos argumentos, BR refugia-se nas estatísticas. Elas valem o que valem e nem sempre a frieza dos números corresponde à verdade global dos factos. E o que eles nos revelam é que, para além dos erros e insuficiências do Benfica, houve batota desde o início que adulterou por completo a verdade desportiva do campeonato e catapultou o FCPorto para a liderança destacada, enquanto que empurrou o Benfica para a cauda da classificação.

No futebol não há milagres. E esse foi o factor decisivo que no fundo repetiu as estórias de tantos campeonatos anteriores com consequências terríveis, pois o factor psicológico é demasiado importante e mesmo decisivo para que alguma vez possa ser menosprezado.

Pode vir BR, André Villas-Boas ou outro qualquer agitar a bandeira dos números que não nos irá convencer da bondade dos argumentos sobre justiça, a partir do primeiro momento em que ela foi convidada a não existir. Isto, repetimos, até ao momento presente e se nada de relevante acontecer até ao final do campeonato, muito embora as 10 (11) jornadas que faltam, possam trazer alterações significativas neste capítulo num sentido ou no outro.

O remanescente são balelas!     


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