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Benfica - A reestruturação
Octávio Ribeiro, jornal Record
14 de Junho de 2011



Perante uma época atribulada em que o sucesso não esteve conforme as promessas e certezas da época anterior, e face ao importante facto de haver um acto eleitoral no horizonte em que a presente temporada irá ter uma profunda influência, mesmo decisiva, não era preciso ser bruxo para adivinhar movimentações de vária ordem fora e dentro do Benfica.

Desde o plantel que o próprio presidente reconheceu como insuficiente e que se poderia agravar perante a possibilidade de saída de alguns jogadores influentes, como eventualmente a própria estrutura organizativa que poderia ter que vir a ser retocada. É quase sempre assim quando as coisas não correm a contento.

Este facto, permitiu aos habituais inventores a construção de histórias mirabolantes em que, partindo de alguns pressupostos afirmativos, começaram a agir como empresários, iniciando  imediatamente a tarefa de darem tiros no escuro para ver se caia algum melro, avançando com os nomes mais diversos para o plantel e para integrar a estrutura, com a particularidade neste último caso, de serem personalidades sem passado de Benfica, à excepção de um dos nomes que teve uma carreira auspiciosa nos encarnados. Como é da tradição recente, o Grupo Cofina alcançou de imediato a dianteira.

Aparte o nível de credibilidade que essas notícias tiveram, há um facto que desde o início tem causado pruridos em muitos benfiquistas alguns até mais influentes, que não conseguem admitir que na estrutura encarnada possam coexistir pessoas com origens noutros clubes. São os puristas que agem sob o lema – o Benfica aos benfiquistas.

São pontos de vista pessoais e que por isso mesmo são inteiramente legítimos. Já não o será tanto alguns vernáculos utilizados quando se referem a essas pessoas que terão que ser unicamente avaliadas pela sua competência e dedicação à causa. Como afinal os futebolistas que simpatizam com outra camisola mas que enquanto profissionais cumprem estrictamente a sua obrigação, muito embora de há uns anos a esta parte, alguns atletas sejam inconstantes e mudem de camisola e de preferência clubista consoante as circunstâncias do momento.

LFV numa tentativa de profissionalização de alguns sectores, tem optado por profissionais de diversas matizes, optando por tentar previlegiar a competência em detrimento de juras de fidelidade à camisola. Tem sido a sua opção que, tal como a primeira, também tem encontrado inúmeros seguidores, o que revela que o assunto jamais recolherá unanimidade, dando afinal razão à história democrática do Benfica.

A cadência com que têm sido noticiadas aquisições desvaloriza simultaneamente o seu impacto e, avaliando pelas reacções dos vários opinadores, nenhuma particularmente os tem entusiasmado, vaticinando um início de época verdadeiramente atípico em que as dúvidas serão mais do que as certezas. É o caso do director do ‘C.M.’ Octávio Ribeiro no seu artigo no Record.

Sendo certo que algumas aquisições ficaram muito aquém daquilo que se esperava, também não é menos verdade que a inconstante época do Benfica ajudou a realçar a vertente negativa, o que é perfeitamente compreensível se atendermos que a componente psicológica é deveras importante no rendimento dos atletas e quando a equipa está na mó de baixo, tudo parece mau e deprimente. O inverso é, como sabemos verdadeiro.

Ribeiro justifica isso de outra maneira – o erro foi dos ‘conselheiros técnicos de Vieira que já mostraram incompetência bastante para serem liminarmente afastados’. É um ponto de vista como outro qualquer – nem sempre o que luz é ouro, bem como nem sempre deve ser jogado fora aquilo que não brilha. O equilíbrio e o bom senso são importantes.

A ‘cunha’ que mete em relação ao seu homónimo Octávio (Machado) como a melhor solução para  a estrutura organizativa do Benfica é deveras curiosa e sintomática. E a concretizar-se, lá viria o jornal do seu camarada e colega Pais com grandes parangonas anunciar aos quatro ventos ‘... como o Record avançou na sua edição de...’

Não sabemos se do plano de reestruturação encarnado, contempla o reforço da sua estrutura organizativa. E se há mesmo lugares a preencher. Isso incumbe a quem está à frente dos destinos do clube que obviamente terá mais dados para considerar. Mas da nossa parte e face à dinâmica do mundo actual, não temos posições de princípio dogmáticas contra ou a favor, até porque, antes do mais, quem escolhe deve optar por perfis de competência para além da confiança pessoal, cada vez mais imprescindíveis para um desempenho activo e consequente.

O que nos importa é avaliar os resultados obtidos e isso, só o podemos fazer depois. Especular neste momento ou fazer lobbying, não será certamente a melhor forma de melhorar algo imperfeito ou mesmo resolver coisa alguma.


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