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Dicionário Amadorense
João Rui Rodrigues, jornal Record
14 de Julho de 2011





Este especialista no mercado de transferências opina hoje no pasquim sobre aquilo que julga ter dito Jorge Jesus quando fez o balanço do estágio do plantel do Benfica em terras helvéticas. Seria de esperar uma abordagem global ainda que sucinta, mas João Rui Rodrigues (JRR) optou por realçar aquilo que lhe pareceram os aspectos mais negativos do discurso do treinador do Benfica.

Com a agravante que parece não ter percebido o que disse Jesus, o que pode significar uma de três coisas: estava desatento, pretendeu pura e simplesmente denegrir, ou então revela dificuldades interpretativas no português sobretudo naquele que é entendível nas entrelinhas. O que também não admira.

As teorias dispendidas por JRR são genuinas manobras de diversão recordiana. No primeiro caso, quando toda a gente percebeu a começar pelos próprios jogadores que actuaram na defesa, que quando regressarem os habituais ocupantes do lugar (Maxi Pereira e Luisão) e os outros dois em perspectiva (Garay e o tal defesa-esquerdo a contratar) eles perderão o estatuto com que actuaram na Suíça, JRR (que demonstra aqui que percebeu o essencial da questão) estende a passadeira à desmotivação de Miguel Vitor e Fábio Faria (que não sabem ainda sequer se ficam no plantel).

Não se percebe, pois no futebol como em tudo na vida nada é imutável. Não estava por exemplo Miguel Vitor na eminência de nem regressar? Que preferia o especialista? Que JJ fosse alimentar falsas expectativas? Por alguma razão os plantéis são normalmente constituidos por 27/28 jogadores. Será que JRR já imaginou porquê?

O segundo comentário sobre Luisão e Cardozo consegue ser ainda mais estranho. Como é sabido, hoje em dia, a velocidade de acontecer é qualquer coisa de fantástico. Não abandonou  André Villas-Boas subitamente a sua cadeira de sonho? Não foi Fábio Coentrão que depois de juras de amor eterno ao Benfica, forçou a sua saída com a alegação de que era merengue desde pequenino? Será em tese, tão estranho que o mesmo se passe com os dois jogadores em causa (ou com quaisquer outros de qualquer outro clube)?

Mas afinal o que disse JJ? Abriu-lhe a porta de par em par como afiança JRR? Ou será que se limitou a dizer que não gosta de trabalhar com jogadores eventualmente contrariados? A abordagem de JJ teve em conta uma pergunta que lhe foi feita nesse sentido e, para além dos boatos, em nenhuma circunstância vimos ou ouvimos os jogadores a afirmarem explicitamente que queriam sair, ao contrário do que até já ocorreu num passado recente. Isto prova a volatilidade de opiniões e de interesses que se movem na indústria do futebol e seus apêndices. E até 31 de Agosto, a avaliar pelas experiências que têm acontecido, nenhum cenário será de excluir seja onde for ou seja com quem for.

Estas interpretações são absolutamente condizentes com tudo o que pasquim vem defendendo. E também coincidentes entre si. Há algum tempo um dos superiores hierárquicos do editor-chefe JRR (Bernardo Ribeiro) lastimava-se que o Benfica era um clube fechado ao mundo e que os discursos dos habituais protagonistas encarnados eram encomendados, escritos e revistos por assessores. Como se explicam então estes lapsus-linguae de Jorge Jesus? Será que não estava atento ao teleponto?

Sabemos por experiência que quem não especula não vende. O que há que saber distinguir é alguma especulação normal dos jornalistas para tornar as notícias mais atractivas para serem mais facilmente vendáveis, e a invencionice baseada em pseudo-convicções pessoais fruto de mentes com tendência para o absurdo no que ao rigor das notícias diz respeito.

JRR optou e mal por esta última situação. E quem não assistiu aquilo que Jorge Jesus disse e quis dizer, poderia ser tentado a acreditar nas suas teses descabidas. E isso só tem uma expressão apropriada – vender gato por lebre!


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