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Amor com amor se paga
Alexandre Pais, jornal Record
13 de Maio de 2011



Com uma indisfarçável agitação, o director Alexandre Pais (AP) dedicou hoje várias linhas em defesa do seu jornal contrapondo com o que considera ser «gente sem nível lá em cima que dá um péssimo exemplo cá para baixo...», em referência particularmente ao Benfica, à Benfica TV e a alguns blogs e sites.

Ponto prévio, não compreendemos a celeuma e o espernear de um director que por sinal recorrentemente defende que «um diário desportivo não pode ser confundido com um diário generalista». Tal pressupõe - na óptica de AP - que os adeptos do desporto-rei tenham um certo handicap e sejam obrigados a comer de tudo.

Ora, não é nem de perto nem de longe assim, é sim um erro grosseiro aquele que AP comete ao subestimar a inteligência dos leitores de um diário desportivo. Como vimos alertando neste espaço desdes as suas primeiras publicações em 2009, o sensacionalismo e a ténue barreira entre as notícias e as falácias era um risco que o jornal de AP assumia claramente, tudo em prol das tiragens.

O diário desportivo por sua vez, fiel aos princípios do seu director e restante staff, sempre assumiu uma posição de força, assumindo para os leigos ter fontes e acesso a informação previlegiada. Foi assim que depois de uma posição mais recatada do Sport Lisboa e Benfica ao longo dos anos, subestimando o alcance de certas novelas, se chegou às periclitantes para não dizer quase inexistentes relações entre o diário e o clube.

Com mais uma tomada de força (desta feita formulada por queixa à ex-ERC), e a despeito da inexistência de fontes no universo encarnado, o jornal Record sempre optou por assumir o contrário, prosseguindo na propalação de historietas que os mais incautos iam acreditando, «segundo o jornal Record apurou»...

A Benfica TV - uma vez tornada realidade, foi entre os olhares cépticos de muitos saltando as barreiras colocadas e, não bastasse a constante superação das expectativas, inteligentemente alinhou na sua grelha denúncias daqueles que, directa ou indirectamente, agridem o clube, entre os quais o jornal Record que é um dos clientes habituais.

Não bastassem as teses falaciosas das colunas do jornal enfrentarem então a condenação entre os telespectadores da Benfica TV, o clube optou por ser mais activo nos desmentidos, não se coibindo de emitir comunicados sempre que tal o justificasse.

E foi basicamente nestas linhas que os (muitos) dislates diários dos escribas do jornal Record – com óbvias responsabilidades de AP -, arrastaram um diário de prestígio para o ridículo. Reclama Alexandre Pais que o «Record é frequentemente o bombo da festa da Benfica TV, canal que permite aos “convidados” a utilização de uma linguagem agressiva, em que a intimidação é o objectivo e o insulto a palavra de ordem». Honestamente não compreendemos como AP se tenta pôr em bicos de pés nesta matéria, considerará cordata a forma como os colunistas do seu diário se dirigem aos profissionais do clube da Luz? E já agora, pese embora os «excessos» sempre lamentáveis, poderá objectivamente considerar mentiras diárias ditas com elevação como um tributo ao respeito?

Sendo incontornável o anti-benfiquismo que reina na redacção do seu jornal, seria aconselhável que AP se refreasse e não defendesse que no referido canal há um clima doentio ao ponto de que «tentam enxovalhar o “inimigo”, sendo este constituído por tudo o que não seja da cor». O que propõe AP que os benfiquistas façam; que comam e calem as petas diárias que invariavelmente tentam abalar o ego dos benfiquistas? Se deseja respeito, mais que não seja tem de honrar o diário que lidera dando-se ao respeito.

Aparte a BTV também a blogosfera encarnada foi alvo de críticas. Para o efeito AP considera «a linguagem desbragada e ofensiva a que muitos recorrem na expectativa de atingirem quem não está ao seu alcance (...) Trata-se de um problema cultural, de uma falha grave da família e da escola, que não souberam preservar os valores da educação, das boas maneiras e do respeito que devemos uns aos outros.»

A questão fundamental que se coloca e deveria merecer a sua mais séria reflexão, é a razão porque isto começou a acontecer desde que por coincidência, AP assumiu a direcção do jornal. A esse propósito, será interessante referir que na história do jornal Record constam ilustres nomes de directores e de jornalistas de todas as cores nomeadamente sportinguistas, e que elevaram o diário a uma dimensão jamais vista. Aparte pequenos desaguizados sempre susceptíveis de acontecerem nas relações entre entidades com objectivos distintos, as relações com o Benfica sempre se pautaram pela cordialidade e pelo respeito mútuo.

Por questões que percebemos mas não aceitamos, desde que AP assumiu a direcção do Record, o diário tornou-se sensacionalista, com doses maciças de especulação, com uma linguagem agressiva (no mau sentido), o que como é óbvio não foi tolerado e muito bem dizemos nós, pelos responsáveis do Benfica. Por isso, a persistência deste tipo de política que ultrapassa em muito o normal direito à crítica, continuará a ter como resultado as reacções mais distintas. É certo e sabido que uma reacção provoca sempre outra reacção.

Antes de optar pela defesa de algumas pessoas que fazem parte da redacção do seu jornal, deveria era antes preocupar-se em pedir-lhes a moderação que não usam, num estilo vulgar e trauliteiro que afinal corresponde às suas próprias personalidades. Sobre isso, estamos certos, todo o universo benfiquista será solidário e inflexível.   

E não ilibando o topo da hierarquia; «mas é também o resultado dos maus exemplos que vêm de cima, primeiro do estilo caceteiro de alguns dirigentes desportivos, depois de pessoas de outro gabarito, que transmitem aos jovens a ideia de que tudo é permitido, da palavra grosseira à atitude intimidatória e à agressão. Quando gente sem nível, ordinária mesmo, chega a altos cargos da República, o que se pode exigir aos cidadãos?».

Os media poderiam ter um papel importante nessa matéria. E têm-no de facto. Só que, à luz de outros interesses, aliados à falta de preparação de muitos jornalistas, o resultado é que é a imprensa potencia esses dislates, provoca as confusões para daí retirar dividendos e depois, como agora faz AP, vem candidamente atirar as culpas para os outros, como se os media não fossem um dos maiores responsáveis pela bagunça que se vive.

Todos os que comunicam com o grande público têm a missão e o dever inalienável de pugnar pela verdade, serem rigorosos, e não fomentar a discórdia só para daí retirarem dividendos, sejam eles da natureza que forem. Se compreendemos que um jornal tem que vender, não vemos porque o tem que fazer baseado na especulação, na falta de rigor e na mentira.

Não será que deveriam dar o exemplo? Se quer respeito que tal começar a dar-se ao respeito?


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