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Previsibilidades
António Varela, jornal Record
10 de Julho de 2011




Tendo em conta a previsibilidade do pasquim do director Pais, não seria difícil prever que hoje um dos seus muitos editores-chefes – na circunstância António Varela – iria tentar descobrir negativismos na transferência de Fábio Coentrão para o Real Madrid.

Provando ser um mau contabilista (como jornalista já sabemos que deixa muito a desejar), Varela trouxe-nos este mimo: «O Benfica pode gabar-se de ter vendido o passe de Coentrão ao preço da claúsula de rescisão, mas aceitou contratar o defesa-central Garay por 11 milhões de euros  (…)». O nosso ego aprecia sempre anedotas com piada, mesmo contadas por pessoas sem piada nenhuma!

Varela é um dos que sofre de azia permanente. Estava-se a preparar para vir glosar o tema de uma outra forma – a venda abaixo da cláusula – mas para seu azar não teve essa felicidade e assim, a sua mente limitada tentou inventar algo que pudesse menorizar o negócio que foi o que foi, tendo em conta as circunstâncias.

Que nós saibamos, não ouvimos nem lemos o Benfica a gabar-se de coisa nenhuma, o que aliás não faria o mínimo sentido. Um negócio para ter essa designação deve satisfazer as partes envolvidas em que nenhuma sai vencedora e a outra derrotada o que, até provas em contrário foi o caso. O Benfica exigia o pagamento integral da claúsula e o Real pretendia um activo para reforçar a equipa o que ambos conseguiram. Negócio absolutamente normal, apenas valorizado pela actual contracção do mercado e por se tratar de um defesa e não de um médio criativo ou de um avançado goleador, pese embora estarmos na presença de um dos melhores laterais do mundo.

A contabilidade de Varela é que parece ter saído furada. Vejamos os dados conhecidos: O Real pretendia Fábio Coentrão e o Benfica estava consciente que a sua venda, face aos desejos do jogador, era uma inevitabilidade. Em contrapartida exigia que fosse cumprida a cláusula rescisória o que veio a acontecer. Onde está a surpresa?

Por outro lado, o Benfica já tinha detectado que o centro da defesa precisava de ser reforçado e por isso procurava um defesa-central de reconhecida categoria. De entre os candidatos referenciados havia um que circunstancialmente estava nos quadros do Real e que este, ao saber das pretensões do Benfica, lançou como ponte numa tentativa de forçar os encarnados a aceitar um valor em cash inferior. É sabido o valor que o Real pagou pela aquisição de Garay e o montante porque agora avaliou o jogador argentino –  10 milhões de euros.

Também é público que por exemplo o Lyon terá feito uma oferta daquele montante. Trata-se pois de um negócio completamente separado, como aliás o Benfica sempre defendeu. Caso não houvesse Garay e ele não estivesse no Real, o Benfica teria que procurar outro jogador noutro lugar e naturalmente teria que pagar por ele. Acresce que, se o Benfica exigiu 30 milhões por Coentrão, é lógico e intuitivo que o Real exigisse os 10 milhões que tinha fixado por Garay.

Só que, não adquirindo o Benfica a totalidade do passe mas apenas 50%,é também perfeitamente natural que tenha que pagar mais em 2 prestações (isto admitindo que vai adquirir a totalidade do passe de Garay no futuro), do que se o comprasse a pronto e agora. Nada mais simples e que até Varela consegue perceber. A administração da SAD e Domingos Soares de Oliveira em particular, dispensam perfeitamente estas lições de aprendizes contabilísticos –  Record style...

Torna-se pois necessário e urgente que a mente empedernida de Varela consiga encaixar que o Benfica não é gerido com pseudo-sapiências de um qualquer plumitivo de um qualquer pasquim que vive eternamente enamorado pelos dislates que propaga e que há muito perdeu a credibilidade que anteriores direcções do jornal granjearam com muito esforço, dedicação  e competência no passado.

Mas isso foi rapidamente esquecido e agora não passa de um tablóide com o prestígio suspenso e entregue a profissionais tipo Varela que do rigor e da verdade têm uma ideia vaga e que não honram a nobre tradição do passado...



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