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Alegrias e tristezas
António Varela, jornal Record
10 de Fevereiro de 2011


Todos sabemos que a imensidão das planícies alentejanas provoca sentimentos contraditórios. Por um lado a calma e a tranquilidade com a linha do horizonte a perder de vista e, por outro, a pressa que nunca há porque a vida deve ser vivida serenamente e não de correria sistemática, como se verifica nos grandes centros urbanos onde o dia parece ser sempre mais acanhado e as horas passam sem se dar por elas.

Teoricamente com menos tempo para pensar, os citadinos seriam propensos a descambar com mais frequência, embora todos saibamos que não é necessariamente assim. Os assimilados que viveram duas realidades tão diferentes seriam, portanto, os que se encontrariam em posição previlegiada para avaliar e entender melhor as várias nuances da vida quotidiana.

António Varela (AV) na sua qualidade de jornalista, estaria pois numa posição previlegiada para comentar serena, objectiva e correctamente, as várias incidências que ocorrem ao longo da semana e que à partida constituiriam o top do que acabou de acontecer. Sendo ele o seleccionador dos temas, compete-lhe como é evidente decidir o que irá comentar, sendo que a lógica do leitor comum apontaria para que versasse assuntos com substância efectiva.

Disto não será indissociável como todos percebemos, o seu sub-consciente que de uma forma algo instintiva consegue exercer preponderância sobre os temas a abordar, a objectividade dos assuntos e, fundamentalmente, a forma como a eles se refere.

Se não tivéssemos já constatado por inúmeras vezes a sua dificuldade intrínseca de comentar objectivamente questões de vária natureza, ficaríamos surpreendidos que um dos factos da semana fizesse a apologia da ‘Triste vida de Gaitán’.

A expressão é de tal maneira sugestiva que nos sugere de imediato um filme cujo argumento seria necessariamente carregado de um intenso dramatismo e de cuja realização encarregaríamos uma das jovens argentinas da nova vaga - Natalia Smirnoff. Mas porque aquele título nos traria reminiscências da nossa juventude, talvez o mais ajustado fosse ‘Gaitán - Escravo do Benfica’. Era menos nostálgico, mais incisivo e dramático, e só o facto de mencionar o Benfica era sinónimo de lotações esgotadas nos próximos 3 meses, isto apesar da profunda crise económica que nos atinge.

Os caminhos que alguns jornalistas trilham fizeram-nos lembrar o que hoje escreveu Hugo Vasconcelos no jornal A Bola a propósito do dragão: ‘Continuam a voar, mas cada vez mais como o crocodilo – rente ao chão...’ . Se não houver notícia, fabricam-na, juntam-lhe uma pitada de especulação e outra de sensacionalismo, e ei-la pujante pronta para ser consumida, diríamos antes devorada, por todos os que professam o fundamentalismo do anti-Benfica.

Segundo estes discípulos de Gutenberg, regras e regulamentos são coisas do passado e os acontecimentos terão que acontecer exactamente conforme eles querem e precisam. Seguindo essa linha de pensamento, Nico Gaitán a caminho da selecção argentina teria que se disponibilizar para falar do Benfica e tirar fotografias como se o facto de ter marcado um golo (magnífico por sinal) o tivesse transformado de repente numa outra pessoa ou num outro profissional.

A publicação do pretenso diálogo que nos descreve AV é verdadeiramente digno daquilo que os jornalistas não devem fazer. Acresce que as brilhantes conclusões a que chega e com que pretende poluir a mente das pessoas, revelam claramente que foram apenas um pretexto de que se serviu para concluir aquilo que toda a gente sabe - a sua aversão a tudo o que é encarnado e que lhe tolhe o raciocínio e lhe adultera os pensamentos.

O que vale é que até já Nico Gaitán sabe quem é AV. Assim sendo e dada a sua dificuldade manifesta em escrever com objectividade e sem fanatismo sobre os encarnados, sugerimos-lhe uma boa maneira de ultrapassar esse handicap: passa a escrever só sobre o azul e branco. Mas aí já tem dois sérios competidores: André Viana e Vitor Pinto.

Será por isso que não o faz?


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