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Justificações corporativas
Luís Guilherme, presidente da APAF
23 de Fevereiro de 2011



Quando na conferência de imprensa e na sequência de uma pergunta formulada por um jornalista solicitando a sua opinião sobre a arbitragem do derby Sporting-Benfica, Jorge Jesus teceu alguns considerandos sobre o comportamento que em sua opinião, os árbitros deviam adoptar em termos de autoridade, pensámos de imediato que iríamos ter mais uma dose do inefável  Luis Guilherme.

Não nos enganámos. Nas declarações de que rapidamente se encarregou de prestar à T.S.F., o presidente da APAF, desenvolveu a tradicional arengada corporativa a que nos habituou, com a pretensão de transmitir que sim, ele existe! Também acertámos quando noutras ocasiões outros protagonistas prestaram declarações essas sim contundentes, e L.G. se refugiou no silêncio, demonstrando que como elemento do mundo da arbitragem também tem dualidade de critérios...

É justamente neste tipo de actuações que, em nossa modesta opinião, reside um dos mais prementes problemas da arbitragem portuguesa. O principal como sabemos está na génese da actual posição contestatária da minoria associativa aos estatutos federativos.

L.G. perfilha a tese de que o mundo da arbitragem deve ser um mundo fechado, corporativo e impenetrável a partir do exterior. Não o é e ele (e todos nós) sabemos bem disso. Deve continuar um feudo, os árbitros devem estar numa rodoma que só se abre para entrarem as pessoas com cartão de livre trânsito.

A não ser a própria estrutura ou quem ela autorize, ninguém pode tecer qualquer comentário por mais pequeno que seja, porque não tem esse direito e de arbitragem só percebem os árbitros. Grassa pois uma monumental confusão na mente do presidente da APAF.

Ninguém está imune à crítica. E sempre que ela consubstancie uma justeza de princípios e uma correcção de tratamento, não vemos qual é a estranheza de tal acontecer. Não aceitar críticas sobretudo se bem intencionadas, é típico da mentalidade de alguns ditadores caseiros que se esquecem frequentemente que o 25 de Abril já aconteceu há praticamente 37 anos...

Por mais que L.G. se afadigue em demonstrar o contrário, a arbitragem de Artur Soares Dias no derby, ao invés da dos seus auxiliares, não foi uma boa prestação. Parece-nos indiscutível que tem qualidades para melhores desempenhos, mas neste jogo em concreto falhou, não tanto no capítulo técnico, mas sim no critério abusivo que adoptou para demonstrar autoridade.

Parece-nos a nós na nossa ignorância, que a categoria de um árbitro revela-se, não no conhecimento perfeito das leis da arbitragem porque isso é suposto ser comum a todos, mas sobretudo nos diversos e complexos items e pormenores que fazem parte de um jogo. Ora um desses items é justamente a atitude comportamental e reactiva deste ou daquele jogador, deste ou daquele treinador, situação que para árbitros já com experiência não passa despercebida face ao seu conhecimento entretanto adquirido.

Para ilustrar um caso concreto do derby, tivémos o 1º cartão amarelo de Sidnei. Já não abordando outros casos que passaram sem punição, Artur Soares Dias manifestamente exagerou porque o jogador em questão é por norma correcto (raramente é sancionado com cartões), era a primeira falta e até não teve aspectos graves. Ora o árbitro sabia disso. Mandava outro dos items (a regra do bom senso) que se abstivesse de qualquer acção disciplinar, porque como se veio a verificar, acabou por ditar posteriormente a sua expulsão.

Essa sua acção entronca pois nas considerações do treinador do Benfica. Artur Soares Dias entendeu que a partir de determinada altura a sua autoridade seria revelada através da exibição do apito (o que fez por várias vezes) e pela amostragem de cartões amarelos, alguns sem nexo. Do nosso ponto de vista mal.

Evidentemente que os outros intervenientes do jogo não estão de todo inocentes. É precisamente aí que entra o árbitro, que se revelar uma autoridade firme mas construtiva e sem dualidade de critérios nas suas actuações, faz com que todos os outros saibam de uma forma antecipada o que os espera e até onde poderão ir nos seus comportamentos e nas suas atitudes. E isso limita ao mínimo as acções do teatro em campo de que fala L.G.

Acresce que (e só falamos para já desta época), aconteceram erros arbitrais gravíssimos que feriram de morte a verdade do campeonato, sem que ninguém tenha entendido o porquê de tão flagrante dualidade de critérios. E ficamos por aqui.

Se pessoas como L.G.  persistirem nos fait-divers pretensamente defensores da tese que a actual arbitragem portuguesa habita um feudo e vive despoluída e isenta de erros quando cada vez mais pessoas os observam, não estão a defender a própria causa. Pelo contrário, com essa mentalidade corporativa estão cada vez mais a enterrá-la.

Todos sabemos que o problema é muito mais profundo. Mas enquanto os dirigentes como L.G. não assumirem outro tipo de atitudes mais arejadas e comportamentos que fujam à lógica corporativa que têm feito escola, não avançaremos rumo à modernização e ao progresso que desejamos.


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