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O consenso do xico-espertismo
Declarações de Júlio Vieira da AF Leiria
20 de Fevereiro de 2011


Nas declarações publicadas ontem na imprensa do porta-voz da minoria de bloqueio – Júlio Vieira sobre o cenário expectável para a reunião de Coimbra das Associações, tinha ressaltado claro pelo seu laconismo que não havia qualquer projecto na manga, tendente a criar qualquer facto novo que conduzisse à solução. Empurrados para um beco sem saída, ressaltava claro que a única preocupação era agora a de salvar a face.

Confirmou-se em absoluto. Incapazes de justificar o porquê de não cumprirem uma lei em vigor, por todas as suas soluções impositivas de natureza ditatorial terem falhado e vendo aproximar-se a hora da derrota da estratégia elaborada, a minoria renitente ensaiou mais uma fuga para a frente querendo agora fazer passar que só aprovarão os novos estatutos se a FIFA e a UEFA derem luz verde.

Mas então perguntamos nós leigos na matéria, se tal é a única solução dessas Associações para darem o sim, qual a razão porque só agora o preconizam? Será que se aqueles organismos transnacionais derem a sua anuência ao texto integral que está em vigor como aliás consta que já o fizeram, vão desaparecer por obra e graça do acaso, a tal ingerência e as tais ilegalidades que os ilustres dirigentes e juristas associativos detectaram na lei?

Porque face às notícias entretanto divulgadas pela comunicação social em como a FIFA e a UEFA já teriam dado parecer positivo aos novos estatutos, das duas uma:

a) O parecer existe e então perguntar-se-á porque razão nunca o terá enviado a Direcção Federativa às Associações, ou estas não o solicitaram;

b) Não existe qualquer posição da FIFA e da UEFA e então subsiste a questão, porque não terá a mesma Direcção solicitado um parecer em devido tempo;

c) E, finalmente, se o problema era tão fácil de resolver porque demoraram as Associações minoritárias ano e meio para chegar a essa conclusão e andarem a brincar às reuniões, a tecer ameaças, a prejudicar o associativismo e a enxovalhar o futebol e a emporcalhar o nome do País?

Este pontos carecem de ser completamente esclarecidos junto da opinião pública para que, a partir do momento em que as partes transformaram em actos públicos esta maratona, não deve ficar a restar qualquer dúvida sobre as diligências efectuadas e as posições das partes em confronto.

Retemos como peça histórica e ilustrativa da noção de democracia que têm alguns rostos associativos, as palavras de Júlio Vieira da Associação de Futebol de Leiria e porta-voz da reunião de Coimbra: «Tem um ministro que durante seis anos não se pronunciou e a primeira vez que o fez foi na Assembleia da República, para fazer ameaças. Um secretário de Estado incompetente, que durante dois anos e meio não conseguiu fazer implementar um regime jurídico, o mais nefasto da história da democracia portuguesa».

Exemplar a forma e o conteúdo destas declarações para papalvo ouvir, porque:

i)  Ignorando a chincana política oposicionista de Vieira sobre a qual pretendemos obviamente passar ao lado, perguntaríamos a tão ilustre representante das Associações se, a sequência de actos que vêm praticando não configuram um claro desrespeito a uma lei emanada da Assembleia da República, sancionada pelo seu próprio partido e regulamentada pelo governo?

ii) Que previlégios especiais terão algumas Associações para se recusarem a cumprir uma lei em vigor neste Estado de Direito?

iii) Que moral terão essas mesmas Associações para virem falar em ameaças, quando elas, por mais de uma vez, não fizeram mais do que ameaçar?

iv) O facto de dizer que « (…) é um regime jurídico, o mais nefasto da história da democracia portuguesa», terá alguma coisa a ver com a questão de perda da maioria nas AG’s Federativas e de imposição ditatorial por parte das velhas Associações de continuarem a poder nomear os  presidentes da Arbitragem e da Disciplina?

v) As pessoas eleitas para ocuparem lugares políticos, não deverão ser as primeiras a darem o exemplo de democracia e de cumprimento das leis da República?

vi) Por último, entende Júlio Vieira que será  um exemplo de democracia e de emancipação, os órgãos competentes deste país desportivo não serem capazes de resolver intramuros os seus problemas e as suas próprias divergências e terem de recorrer solícitos a órgãos transnacionais para o fazer?

Damos no entanto razão ao dirigente da AFLeiria quando afirma: «Um secretário de Estado (...), que durante dois anos e meio não conseguiu fazer implementar um regime jurídico (...)»...



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