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Polivalências
Declarações de André Villas-Boas
14 de Março de 2011



Das inúmeras perturbações que vão na alma de Pinto da Costa desde há muito, fazer esquecer José Mourinho é porventura um dos maiores desafios que enfrentou na sua epopeia enquanto presidente do FC Porto. O All-Mighty presidente poderá facilmente alinhar as estrelas para ser campeão na Luz - o que seria um feito que lhe daria imenso gozo, mas quanto a fazer esquecer o special one, só mesmo talvez vencendo a Liga Europa em adição à Liga Zon Sagres, para mais quando o futebol do FC Porto é o que é.

Foi por conseguinte visível de antemão o esforço sobre-humano que o grande timoneiro fez desde que o miúdo assinou pelo FC Porto, ele que ainda há uma dúzia de anos gozava do facilitismo de um Benfica em estado de coma e um Sistema solícito.

Sendo o pinto-maior um estratega com faculdades especiais em avaliar pessoas – falhou apenas em convencer Hilário para dar o jeitinho enquanto emprestado ao Estrela da Amadora -, cedo percebeu que André Villas-Boas tem um ego sequioso de alimentação constante.

Ciente disso, desde logo apressou juízos para a opinião pública quanto ao embevecimento de jogadores enlevados com as técnicas de treino do técnico, e foi pronto na desvalorização das derrotas da pré-época de Paris.

Algo renitente com o arranque oficial de época e com eventuais lacunas no eixo da defesa, assim que o FC Porto logrou conseguir uma vitória categórica ante o Benfica para a Supertaça, desde logo assistimos ao regozijo público e à retoma do discurso dos(de) caceteiros. O previsível!

Pese embora a superioridade evidenciada ante o arqui-rival, as estrelas eram alinhadas ainda assim para um arranque de época condigno com outros da hegemonia portista, era imperativo não deixar fugir os campeões nacionais numa altura em que a equipa de André Villas-Boas ainda necessitava de amadurecer.

E certo é que melhor não era possível, fruto de um Benfica incapaz para fazer frente a algumas arbitragens habilidosas, a espaços mesmo escandalosas, o FC Porto embalava para uma época no controlo das operações, algumas vezes brilhante, outras vezes bafejado por constelações que já vimos no passado. Aqui, curiosamente, nada mudou.

André Villas-Boas podia finalmente demonstrar os seus dotes nos mind games, algo que até então apenas tinham sido vangloriados aquando da Supertaça. Doravante, com o FC Porto embalado e a imprensa pública embevecida, foram recorrentes as intervenções do miúdo, incapaz de se aperceber que o seu mérito era também fruto de uma conjuntura – ou constelação - sui generis.

Desde logo previsível na forma como deu uma de paternalista para com Jorge Jesus como forma de chegar até à estrutura encarnada, André Villas-Boas acabou – pese embora a considerável vantagem na tabela classificativa, por perder o fio à meada e tropeçar no seu próprio ego, faminto desde que as atenções se viraram para um Benfica na mó de cima.

Já depois de algumas indelicadezas para com Jorge Jesus que levou a este obstar-se (e bem) de ripostar, a imprensa assimilava em definitivo o erro infantil de AVB. O silêncio ensurdecedor na fase crítica da Liga que coincidia com as mini-férias do FC Porto antes da recepção ao Sevilha, deu lugar ao barulho do chefe de caixa e apaniguados logo que o FC Porto passou incólume e com as aspirações intactas.

Com a vitória do FC Porto ante o Vitória de Guimarães, Jorge Jesus resignava-se finalmente e nem Xistra o tirou do sério quando o Benfica se despediu da Liga Zon Sagres, algo que deu origem as intervenções cheias de propósito de Pinto da Costa, afadigado em devolver o brilho que vem faltando.

Porque a idade não perdoa, felizmente que depois do gaguejar no «discurso da palhaçada» perante uma plateia a espaços entediada, Pinto da Costa conta com alguns pombos-correio que levam a mensagem mais além, assim não fosse e caía no esquecimento. Hoje foi a vez de André Villas-Boas retomar a sua eloquência, não fosse a vitória em Leiria e os 13 pontos de diferença permitirem encher-lhe o balão.

Depois da marcação no restaurante em que trouxe até nós mais uma faculdade de André Villas-Boas, hoje chegou-nos outra; «Treze pontos é uma diferença muito importante para um campeão nacional que investiu bastante, muito competente, que muito dificilmente não seria campeão este ano e, afinal, as coisas estão como estão» - a de crânio financeiro.

Partindo da certeza que o miúdo tem uma vaga ideia do porquê das receitas da Porto SAD serem as que são e achadas como são, seria uma oportunidade de ouro ficar calado e contribuir para um serenar de ânimos ou, caso isso fosse pedir muito, mostrar alguma solidariedade para com os profissionais das modalidades do seu clube que, ao que a imprensa não alinhada refere, não vêem a côr do dinheiro desde Janeiro.

Nada afinal de admirar quando num passado bem recente a SAD azul e branca distribuiu prémios principescos pelos administradores num período em que registou um acentuado prejuízo. Mas esse caso específico é um problema dos accionistas, da nossa parte apenas continuamos a preferir Mourinho.



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