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Irresistível tentação
Declarações de André Villas-Boas após o SC Braga - FC Porto
13 de Fevereiro de 2011




O interessante diálogo entre o jovem André Villas-Boas e o maduro Jorge Jesus tem prosseguido ao abrigo da estratégia dos mind games que agora parece estarem muito em voga, com alguns aspectos interessantes que importa reter, dado que isso é uma fonte de alimentação permanente de notícias da imprensa que, à falta de melhor, valoriza ou desvaloriza frases ou empola afirmações consoante os interesses próprios do momento.

Para além de questões de motivação interna, a grande legião de adeptos a quem se destinam na fase última essas declarações, encara-as meramente como manifestações de folclore, apesar dos esforços dos media em lhes atribuírem uma importância que elas manifestamente não têm.

Situando as coisas na sua exacta proporção, é bom lembrar quem deu o pontapé de saída neste animado bate-papo. E a resposta é... André Villas-Boas, que estando por cima na altura em todas as vertentes, esquecendo que o futuro só Deus sabe, resolveu dar numa de paternalista. Bem sabemos que foi instado a fazê-lo pelo Ex-GPS da Madalena e que como solícito e diligente empregado, adepto desde pequenino e tendo absorvido integralmente a cultura azul e branca, para além de estar sedento de protagonismo e ansioso por ouvir o clamor da multidão portista, não se podia negar a tão sublime oportunidade. Até porque gosta das luzes da ribalta, dos microfones e das câmaras de televisão. É um show que convém não perder.

Essa actuação nos palcos há muito preparados, foi entendida como sendo um factor de motivação essencialmente destinado ao interior portista, dado que a lógica e o conhecimento determinavam que o alvo lógico (o Benfica e a sua estrutura) não seriam interiormente afectados, ao contrário do que tinha acontecido com factos exógenos que não pôde, por questões de todos conhecidas, controlar.

Esse tipo de actuação demonstrou aos mais atentos que, apesar das prendas lançadas do céu dos páraquedas de Jorge Sousa, Elmano Santos e João Ferreira como benefício directo, e de Cosme Machado e do incontornável Olegário Benquerença como vantagem indirecta, e que empurraram o FCPorto para cima e o Benfica para baixo, tanto em questões de crédito pontual como do importante ponto de vista psicológico e de capacidade anímica, tem reinado um nervosismo inexplicável no Dragão o que ajuda a perceber as constantes fugas para a frente.

Diz o velho ditado que quem canta seus males espanta. Isso encaixa na perfeição nas atitudes comportamentais de Villas-Boas que para sacudir a pressão que continua a cair sobre os seus ombros pouco habituados a estas andanças, resolveu fazer ouvir o seu trinado em todas as oportunidades que se lhe deparam, com pouco engenho e escassa argúcia.

É que para encetar uma guerra por mais inteligente que se seja, por mais apoio que se tenha, falta sempre aquilo que nunca se pode ter sem que o tempo passe por nós – a lei da experiência. Podem-se conquistar títulos fugazes, pode-se até subir aos píncaros da fama, mas se não se estiver preparado, corre-se o sério risco de desmoronamento.

André Villas-Boas, para além dos méritos pessoais, teve a sorte de encontrar uma conjuntura extremamente favorável e que provavelmente não se voltará a repetir. Foi tel quel como o seu colega Domingos Paciência na temporada transacta. O que lhe sugerimos é que a disfrute enquanto pode, porque nunca se sabe o dia de amanhã.

Mas as declarações que vai produzindo, as tiradas desbocadas que com inusitada frequência lhe saem da boca ficarão registadas na memória de todos, sendo que alguns (se calhar demasiados) não sofrem do síndroma da memória curta. Para quem teve a pré-experiência anterior como Villas-Boas, não pode nem deve situar-se ao mesmo nível de mentes já esclerosadas e já sem qualquer capacidade evolutiva, a não ser do refinar das suas próprias manhas e diatribes, porque não sabem nem conseguem adoptar outro tipo de procedimento.

Para além de que deve saber até onde deve ir nos pretensos mind games sem ultrapassar a barreira que roça o insulto gratuito como mais uma vez acabou de o fazer sem qualquer necessidade, até porque a vantagem pontual lhe deveria permitir outro tipo de abordagem mais calma, mais tranquila e consentânea com a actual realidade.

Villas-Boas deve de vez em quando parar para pensar para não cair tão facilmente na tentação de dizer disparates. Por mais que lhe segredem ao ouvido e o empurrem. Se não vejamos:

a) Comentou o FCPorto-Benfica para a Taça de Portugal como se o jogo tivesse decorrido à porta fechada e não tivesse sido visto por milhões de espectadores, não reconhecendo que o Benfica nesse jogo foi claramente superior aos portistas em termos estratégicos e exibicionais;

b) Depois, porque o FCPorto ao ter tido uma forte ajuda interna e externa, adquiriu uma vantagem dilatada que lhe permitiu passar a abordar os jogos de uma forma muito mais tranquila e assim conseguir algumas boas exibições, ao invés do Benfica a quem sucedeu o contrário. Durante esse período, aparte as interferências identificadas, o FCPorto esteve melhor e isso foi reconhecido pelos benfiquistas;

c) Então agora que o Benfica está melhor (e sem beneficiar das tais ajudas do FCPorto), qual a razão porque AVB e os portistas não o reconhecem? Por razões estratégicas? Porque violentam a sua consciência? Porque ofendem o grande timoneiro?;

d) A sua imberbe ignorância sobre o facto da marca Benfica ser muito forte, não merece grandes comentários, tal o ridículo da afirmação. Os benfiquistas estão-se absolutamente nas tintas para o que julga pensar Villas-Boas sobre a marca. Ela existe, está potenciada e é reconhecida por quem deve. É quanto basta;

e) Para quem tanto elogiou Jorge Jesus, fica-lhe mal estar a denegrir um colega de profissão com conclusões precipitadas sobre agressões que até provas em contrário ninguém terá visto, e fazer juizos de intenção quando decorre um processo de inquérito sobre o assunto em sede própria;

f) Sobre a contratação de jogadores, mandava no mínimo o bom senso que mantivesse um prudente silêncio. É que conforme é do domínio público há vários anos, se alguém pode atirar pedras, esse alguém não é o FC Porto, como aliás bem recentemente o presidente do Marítimo com o conhecimento que certamente terá da matéria, o afirmou. São tantos os casos que nem vale a pena citar nomes. As pessoas conhecem-nos de cor;

g) Por último uma pequena referência à Liga dos Campeões e à Liga Europa. Percebemos como deve ter custado ao FCPorto ter perdido o seu lugar cativo na dita cuja. Mas se o Benfica foi salvo da Champions pela Liga Europa, poder-se-á dizer que ao menos teve duas opções!

E o seu FCPorto quantas teve? De facto a azia é uma coisa terrível...


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