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Desculpas de mau pagador
Declarações de Júlio Vieira ao Correio da Manhã
19 de Fevereiro de 2011


A propósito da reunião das Associações a ocorrer hoje em Coimbra para discutir a tomada de posição de Gilberto Madaíl, que na passada semana mandatou os serviços jurídicos da FPF para procederem às alterações convenientes tendentes a adequar os estatutos à lei vigente, substituindo assim a Assembleia Geral nessa tarefa, o Correio da Manhã Sport ouviu mais uma das personagens pertencentes à tal minoria de bloqueio.

Trata-se de Júlio Vieira, vereador sem pelouro na Câmara Municipal de Porto de Mós eleito nas listas do PPD/PSD e Presidente da AF de Leiria. Lemos com curiosidade as suas respostas às questões formuladas, na esperança de pela primeira vez, encontrarmos algo de palpável na argumentação dos contestários à lei que nos fizessem perceber uma simples razão que fosse, para que uma lei não esteja a ser deliberadamente cumprida num Estado de Direito. Debalde. Zero de ideias e de argumentos!

Deduzimos então que o único argumento subjacente que serve de base à aberração perpetrada por meia-dúzia de saudosos do passado (ainda presente), é a eminência de virem a perder o controlo férreo do futebol português e em particular a possibilidade de virem a nomear os presidentes da Arbitragem e da Disciplina como sempre o têm feito.

Habituados ao facilitismo do seu exercício de poder que tem feito tristemente escola no futebol português, a escolher e nomear as pessoas que lhes dão garantias para a prossecução e cumprimento dos seus objectivos pessoais ou dos clubes que representam, esses dirigentes cuja maioria há muito perdeu o seu prazo de validade, insistem em bravatas estéreis que irão fatalmente acabar com a sua derrota em toda a linha. Mas entretanto fica o prejuízo.

Pelo meio, para além do mal que têm causado ao nosso futebol, sempre que falam não debitam uma ideia válida em que se possa vislumbrar qualquer factor de progresso e de desenvolvimento para o futebol do futuro, mas apenas sintomas de estagnação e até mesmo de retrocesso, fieis ao estigma – desde que nós mandemos, para quê a democracia e o progresso?

Apesar da democracia já ter sido implantada há longos 37 anos, continua a haver pessoas que desconhecem o sentido real e abrangente da palavra, e continuam a praticar o conceito ditatorial do quero, mando, logo posso, dando sobejas provas que jamais conseguirão adaptar-se às regras do jogo democrático.

Apesar desta prática continuada e não contentes com isso, estes aspirantes a ditadores domésticos produzem curiosamente afirmações verdadeiramente ridículas, acusando o poder político constituído de falta de diálogo (???!!!).

Ou seja: não cumprem a lei, escarnecem dela, ameaçam, acusam e depois vêm falar de ausência de diálogo? Será que têm alguma noção mesmo que vaga, dos direitos e das obrigações de um Estado de Direito? E se têm como pensamos, quem é que julgam ser e porque se arrogam no direito de disporem de poderes diferentes de qualquer outro cidadão que é obrigado a cumprir qualquer lei mesmo que discorde dela?

É evidente que, apesar de sabermos o que está subjacente e origina a sua luta, estão no seu pleno direito de discordar da lei de bases do sistema desportivo. Mas como não lhe foram outorgados direitos especiais e exclusivos, deveriam para começar, cumpri-la e só depois tentar encetar o diálogo para poderem então expôr as suas discordâncias.

Assim, com este tipo de procedimentos por mais que estrebuchem, sujeitam-se a pregar no deserto e a serem dizimados numa guerra que estava de antemão condenada ao insucesso. Já aqui os tínhamos apelidado de brigada do reumático, mas hoje Leonor Pinhão actualiza a designação chamando-lhe Associações do Reumático.

E se qualquer das designações lhes assentam como uma luva, não deixamos de lamentar que haja no seu seio gente mais nova em termos de existência, mas que acabaram por ser afectados pelo vírus dos nativos da década de 30...


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