Votação Anti Todos ao Estádio! Qual Arbitragem? Tesourinhos Artigos de Opinião Disparates Lapidares

Votação Anti Todos ao Estádio! Qual Arbitragem? Seara Alheia Tesourinhos Artigos de Opinião Disparates Lapidares


Outros Canais Anti-Benfiquismo Disparates Lapidares Artigos de Opinião
 
Comentários a Artigos

Incomodidades
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
7 de Junho de 2011




Verdade Desportiva! Estas duas simples palavras que só são profusamente citadas pelas piores razões, continuam a fazer mossa e gerar um mau estar permanente nas cabeças- pensantes portistas. Nós sabemos o porquê e eles também. Pudera era bom que não soubessem!

De há anos a esta parte toda a entourage portista tem vindo a desenvolver esforços para minimizar o sentido das palavras que agora, ao que escreve Miguel Sousa Tavares (MST), foi inventado por Luis Filipe Vieira (tinha que ser!). A distorção sistemática empreendida quer fazer passar para a opinião pública que as vitórias portistas têm sido sempre limpinhas, e o Benfica ao usá-las apresenta apenas desculpas de mau pagador. É o atirar de poeira para os olhos para justificar os benefícios directos e indirectos do FC Porto.

Seria ideal que a verdade desportiva não tivesse que ser chamada amiúde à colação, porque isso seria sinónimo que o vencedor (ou vencedores) teria(m) obtido as conquistas com inteira justiça e desprovido(s) de qualquer suspeita ou de qualquer favorecimento. Não é isso o que normalmente se passa e isso faz com que aquelas palavras sejam permanentemente evocadas.

Aquilo que é vulgar acontecer no futebol português, faz-nos lembrar no ciclismo as provas de alta montanha em que na etapa-rainha um determinado ciclista beneficia de todo o tipo de ajudas (desde ser refrescado e empurrado na subida), enquanto os outros (sobretudo os mais aptos a competir com ele), não beneficiam de qualquer benefício e ainda lhes são criadas dificuldades que condicionam a sua marcha e o fazem perder ritmo. É evidente que o tal ciclista chega isolado à meta com vários minutos de avanço, conquistou a amarela e ficou desde logo super-favorito a vencer a volta, restando-lhe daí para a frente gerir apenas o avanço conquistado. O registo que fica para a história é o de que foi o mais forte e por isso irá ser um justo vencedor da prova. Parece-nos pois um bom exemplo da verdade desportiva propagandeada pelos portistas.

O desporto, seja qual for a modalidade, tem um conjunto de componentes sectoriais agregadas e que concorrem para que no individual ou no colectivo sejam atingidos determinados resultados. A principal, do nosso ponto de vista, é a parte psicológica que ajuda a potenciar e a desenvolver os intervenientes empurrando-os para o topo, ou no caso inverso a arrastá-los para o insucesso.

O FC Porto esta época (a exemplo de muitas outras), foi o tal ciclista a que atrás aludimos. Só que desta vez os acontecimentos não foram na alta montanha mas ainda em altitudes muito inferiores, em que o seu principal competidor foi várias vezes atirado ao chão perdendo por isso muitos minutos na chegada à meta. O atraso que se foi acumulando criou um fosso irrecuperável, vindo ao de cima a componente psicológica que catapultou os portistas para os píncaros e empurrou os benfiquistas para o precipício.

Alguma fortuna nos adversários que calharam em sorte ao FC Porto fez o resto. É claro que não foi só isso. Algum mérito aliado a erros cometidos pelos outros (e aí para variar o FC Porto não teve culpa), também ajudaram a um sucesso sem precedentes, ajudando a imagem de limpeza de que tanto se vangloriam os portistas.

Pensávamos nós na nossa santa ingenuidade, que a verdade desportiva só feria os tímpanos dos portistas se fosse referida por alguém ligado ao Benfica. Afinal parece que não é bem assim. É o sentimento da consciência pesada que os atormenta.

Na semana passada os novos corpos sociais do Sporting foram recebidos em audiência em Belém numa sessão de apresentação de cumprimentos ao Presidente da República. O facto seria normal e passaria despercebido publicamente a MST não fosse um pequeno detalhe – o presidente leonino Godinho Lopes atreveu-se em falar em verdade desportiva (o que se saúda até por não ser caso virgem).

Isso serviu de pretêxto a MST para dar largas ao seu mau feitio distribuindo críticas em todos os sentidos, desde o Presidente da República que recebeu os dirigentes do Sporting porque ‘pouco tem com que se ocupar para preencher os dias’, passando pelo facto em si ter configurado mesmo uma acção ridícula.Que saibamos entretanto, o Presidente da República não terá convidado aqueles dirigentes para qualquer refeição por mais ligeira que fosse.

No entanto, os repastos na Assembleia da República promovidos por alguns representantes do povo aparentados com o FC Porto de homenagem a uma pessoa condenada na justiça desportiva por corrupção, parece constituir para MST o facto mais corriqueiro deste mundo, para além de configurar a mais elementar regra de justiça. E o próximo, só ainda não aconteceu por motivos óbvios, mas com a constituição da nova Assembleia da República certamente não demorará o seu agendamento.

Percebem agora porque quando se fala de verdade desportiva, os portistas ficam tão incomodados e dizem que é uma invenção dos benfiquistas?  




Social Networks Artigo Original I | II | Comentários | Página Anterior Bookmark and Share  






Artigo Opinião
Siga-nos no:
Siga-nos no Twitter
Siga-nos no Facebook
RSS


   
Web Design & SEO by ViviDelux