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Observadores de árbitros
Rui Moreira, jornal A Bola
6 de Janeiro de 2012




Um dos mais proeminentes associados portistas – Rui Moreira – já distinguido (muito justamente aliás), como sócio do ano da agremiação azul e branca e cujo prémio lhe foi entregue pessoalmente por Pinto da Costa o que constituiu um raro previlégio só ao alcance de muito poucos, em consonância com a estratégia do regressado presidente portista que encomendou uns quantos monólogos televisivos, delicia-se hoje no seu artigo em falar de um dos seus temas favoritos – a arbitragem, á boa maneira do Dragon style em que as regras variam consoante é contra o FC Porto ou a favor do Benfica.

Mas, sendo um tema recorrente em Rui Moreira, se estavam à espera que viesse falar de um José Silvano, de um Martins dos Santos, de um Carlos Calheiros (aliás Amorim), de um José Pratas ou de tantos outros que ficaram para todo o sempre na história vergonhosamente adulterada do futebol portoguês, bem podem esperar sentados. Agora que o presidente do Vitória de Guimarães já fez as pazes com Pinto da Costa e automaticamente o clube passou a ser respeitável, o facto de Bruno Paixão ter sido nomeado para dirigir o jogo com o Benfica caiu como sopa no mel, mais a mais sabendo-se como os portistas adoram o árbitro em questão.

Fiel à tradição de eleger os encarnados como seu inimigo principal, Rui Moreira para quem atravessar a Ponte da Arrábida já não lhe causa nenhum prurido (congratulamo-nos com isso) e que alimenta a secreta esperança de vir algum dia a ser designado delfim, diverge desta vez do discurso monocórdico mas mais cordato do que é costume do seu padroeiro, ainda que ambos continuem a manifestar a sua condição de ‘observadores de árbitros’ e não se coíbam de recorrer à fraseologia que tão bons resultados lhe tem propiciado.

Estando em curso a tomada do poder por dentro no Vitória, a exemplo do que sucedeu muitos anos antes noutro lugar em que o presidente era Américo de Sá, com outros protagonistas (foi deveras sintomática, por exemplo, a tomada de posição de 4 seccionistas da formação vitoriana alegando motivos caricatos), Rui Moreira aprestou-se agora a aproveitar o facto para em simultâneo atingir dois objectivos: Dar mais uma estocada em Emílio Macedo mas, também demonstrar aquela solidariedade made in Antas ao Vitória, que é um clube espectacular não merecendo o presidente que tem... e colocando-o na lista de espera para admissão a filial do Dragão, tal como aconteceu com o seu vizinho e rival minhoto.

O mundo restricto em que as pessoas se movem, pode dar origem a bloqueios que impedem a abertura e o desenvolvimento. Quando um dirigente claramente responsável pela estagnação do futebol português e julgado e condenado pela justiça desportiva (dizemo-lo pela enésima vez), é considerado um dirigente modelo e venerado pelos seus pares e confrades, estamos conversados. E isso impede qualquer tipo de manifestações autónomas, sobretudo daqueles que, como Rui Moreira, vivem na esperança de mais tarde ou mais cedo virem a ocupar o seu tão almejado lugar.

Daí que convenha repisar com veemência os seus yes para não ser renegado pela mole azul e branca. Pinto da Costa glosou o tema arbitragem? Então vou repetir, se possível com nuances. Não nos admira portanto que Rui Moreira cuja evolução futebolística ainda se situa nos tempos em que a Ponte da Arrábida constituia um problema inultrapassável, faça uma incursão como observador de árbitros (pena é que continue desconhecer as leis do jogo) e decida, à revelia da FIFA, que uma falta fora da área deve ser punida com livre directo da marca de penalty. E que dizer daquela incrível cabeçada no vazio que deu origem a uma queda  ao ralenti com o suposto atingido no chão a rebolar-se com dores lancinantes que desapareceram como que por milagre? Ah, isto devem ser regras especiais de uma competição daquela Taça sem importância e que não constitui qualquer proridade para o FC Porto. Só pode...

Por cada dia que passa, aumenta proporcionalmente a azia portista. Qualquer citação (já não falamos sequer de elogio) ao Benfica, é tida como uma manifestação direccionada a favor da portofobia (como se a cidade Invicta tivesse alguma coisa a ver com essas manifestações) e de afronta ao clube azul e branco, que não se deixa amarfanhar e resiste firme no seu posto contra todas as investidas que tentem destruir a República Regional das Antas, sob a liderança do grande timoneiro. Será possível continuar em pleno século XXI a enfermar de tão grande pacovismo?

Depois do nós só queremos ver Lisboa a arder, só falta mesmo adoptar o refrão do contra os mouros, marchar, marchar! Não há pachorra...




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