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Trident ou Bubbaloo?
João Bonzinho, jornal A Bola
5 de Março de 2011



O jornalista do diário desportivo A Bola João Bonzinho (JB), recupera na sua crónica o episódio designado por Penafielgate e que culminou com a irradiação do árbitro Francisco Silva que foi acusado de corrupção, situação a que a última geração não teve ensejo de assistir.

Tratou-se efectivamente de um caso cujos contornos nunca foram suficientemente explicados à opinião pública e que conforme JB escreve, houve um julgamento sumário e a condenação sem apelo nem agravo do árbitro algarvio. Na altura e até hoje, a imagem mais nítida que sempre restou, foi a de que se tratou de uma cilada bem urdida para desviar as atenções, e para dar a imagem de que os órgãos competentes estavam atentos.

Embora JB não o refira, é importante para os que eventualmente já não se recordam e para os que em 1990 não tiveram hipótese de poder acompanhar a situação, referir um dos principais protagonistas: nada mais nada menos do que o actual líder da minoria de bloqueio e do reumático – Lourenço Pinto da AF do Porto, na altura o todo poderoso líder do Conselho de Arbitragem. Importa também situar temporalmente a questão que aconteceu já durante a curva ascensional do sistema.

Muita gente terá ficado convencida que terá havido mosquitos por cordas, em que perante rumores de que haveria indícios de corrupção na arbitragem, os senhores do sistema quiseram dar uma imagem que estavam atentos e actuantes. À boa maneira portuguesa, condenou-se sumariamente se calhar um dos menos culpados, para assim se proteger e se deixarem impunes e prontos a prosseguir, os verdadeiros agentes. Uma situação que tem aliás percorrido transversalmente a sociedade portuguesa, sobretudo no último quarto de século.

Derivando para o campo da pastilha elástica, JB faz referência aos treinadores que gostam de mascar a referida cuja enquanto decorrem os desafios das suas respectivas equipas, facto que tem sido popularizado pelos cameramen e pelas realizações televisivas, sempre ávidas de ter novos motivos de reportagem.

Apesar de ser Manager do Manchester United há já 26 anos e ter há pelo menos 10 adquirido o hábito de mascar pastilha elástica durante os desafios do campeonato inglês, o escocês Sir Alex Ferguson nunca despertou nenhuma curiosidade por tal prática, que foi sendo considerada com uma situação perfeitamente corrente e normal, logo sem necessidade de reportagens ou comentários mais ou menos jocosos de alguns opinadores que se entretêm com estas minudências em vez de abordarem as coisas que são realmente importantes no capítulo do futebol.

No futebol português também temos tido alguns protagonistas elásticos, sendo um deles Jorge Jesus há já algum tempo, o que significa que já o fazia antes de rumar ao Benfica. Donde se pode concluir sem sombra de dúvida que a pastilha elástica futebolística só ganhou foros de verdadeira obsessão e actualidade, a partir do momento em que Jorge Jesus assinou pelos encarnados. É um facto que deixamos registado.

Uma das características que define uma acentuada maioria de pessoas que andam pela comunicação social é a maledicência e sobretudo a inveja por todos aqueles que à custa do seu suor, da sua capacidade de trabalho, da sua inteligência e dos seus méritos, singram na vida, ao invés de muitos que, por mais que se esforcem, não ultrapassam a forma mediana e vegetativa.

Para esta classe de pessoas, o que verdadeiramente importa é que os protagonistas em causa sejam bem falantes, simpáticos, polémicos q.b., assegurem uma dicas para dar umas boas cachas e, já agora, convidem os fazedores de opinião para uns repastos bem regados. Tudo o resto é pouco importante, incluindo os seus méritos, os seus resultados, and so on...

Se assim não procederem, e não se mostrarem humildes e subservientes perante alguns iluminados que habitam nos media, é certo e sabido que os referidos encarregar-se-ão por todos os meios de denegrir o profissional honesto e competente com teses de taberna, embora não afectem minimamente aqueles que revelam uma personalidade forte e vincada. Isso seria, por exemplo, só comparável à tese absurda dos leitores virem a exigir que todos os profissionais da comunicação social fossem cabeludos e com olhos azuis!

Depois há ainda um escalão intermédio onde se encontram os fretistas e os adeptos de clubes travestidos de jornalistas, os quais não olham para mais nada que não seja atacarem e denegrirem o treinador do inimigo. Temos alguns casos já confirmados e outros em potência, ocorrendo-nos de imediato os nomes dos jovens André Viana e Vitor Pinto do Record, cujas crónicas, tal como as conferências de imprensa de Villas-Boas, encerram sempre algo de invejoso e deprimente sobre o Benfica ou sobre o seu treinador ou profissionais. 

Todos nós temos pessoas de quem não gostamos, às vezes sem sabermos rigorosamente do porquê. É instintivo. Parece ser o caso de JB em relação a Jorge Jesus. Mas se compreendemos na perfeição esse tipo de reacção, já teremos muita, mas mesmo muita, dificuldade em perceber como é que um profissional de créditos firmados na comunicação social, envereda por essa conversa de baixo nível e sem substância.

JB poderá ter toda a razão do mundo em não gostar de Jorge Jesus, mas enquanto profissional da comunicação social deveria abster-se de produzir comentários que não ajudam nada a subir o nível do futebol que se encontra à beira do abismo.

Até porque para isso já temos cá muitos...


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