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Moralismos
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
5 de Abril de 2011



Felizmente que Miguel Sousa Tavares (MST) está de volta à sua habitual postura trauliteira, isto depois de uma semana algo sensaborona em que como anunciámos atempadamente, o escriba andou a fazer de bombeiro piromaníaco.

Prova que os bons ares do Brasil vêm acrescentando algum requinte ao humor habitualmente bafiento de MST, lemos no seu artigo de hoje do jornal A Bola pérolas do calibre de «não saber perder», como se por exemplo a comitiva do FC Porto tivesse tido de contar neste Domingo com a escolta policial que o Benfica contou em 1991.

É que nem sabem perder nem sabem ganhar, como ficou provado no clássico do ano passado, cujo clima de terror vem sendo nota predominante até ao presente, com uma conjuntura desportiva completamente oposta, como bem sabemos.

Porque a mentira ou esquecimento são sempre a nota dominante, e tristes são os incautos que não pensam pela própria cabeça e assimilam esta verborreia, pudémos ler «Perguntaram-lhe [Jorge Jesus] se ele achava que o FC Porto tinha sido um justo campeão. E, antes de ele responder, lembrei-me que, em circunstãncias idênticas, na época passada, Jesualdo Ferreira tinha reconhecido o mérito do triunfo do Benfica (e apesar do túnel), tal como o fez André Villas Boas, como o fizeram todos os comentadores portistas, eu incluído.». Já agora, para lhe avivarmos a memória recordar-lhe-emos que Jesualdo só reconheceu o mérito indiscutível do Benfica quando já era treinador do Málaga, em que reiterou a ideia de que ‘não fomos competentes como deveríamos ter sido’!

Com que autoridade moral fala MST sobre Jorge Jesus? Ele próprio apenas assentiu a dar mérito ao Benfica na época passada de uma forma sui generis e após diversas e consecutivas provocações de Ricardo Araújo Pereira, que assumia o desejo de MST vir a admitir o óbvio. Ou as palavras «O Benfica é um justo campeão! O Benfica é um justo campeão! O Benfica é um justo campeão! Pronto já disse, estão satisfeitos?», a tarde e a más horas, são o bom perder que apregoa? Ou come muito queijo e já se esqueceu das declarações de todo o universo portista de que só citamos ao acaso: Ruben Micael (Abril de 2010), Rodolfo Reis (Abril de 2010), Manuel Serrão (Maio de 2010) para além dele próprio e do outro cronista oficioso do regime – Rui Moreira?

Não sabendo se porventura cocktails de champagne com caipirinha podem ter esses sintomas, seria demonstrativo de alguma honestidade intelectual dizer que ainda em Maio de 2010 rejubilava com a vitória do FC Porto ante o Benfica explicando que fora uma «vitória contra a injustiça», «o FC Porto, farto de ser prejudicado pelas arbitragens embalou para a vitória (...)», arbitragens e Ricardo Costa na gene do seu «bom perder».

De qualquer das formas estes devaneios são para outros comerem, nós da nossa parte apenas consideramos um hino ao lirismo o paternalismo para com Jorge Jesus, como se tivesse carácter e autoridade moral para o fazer. Já agora, será que as comparações entre Jorge Jesus e Mourinho excederam as comparações entre André Villas-Boas e o técnico madrileno esta época? Seguramente que não, aliás, Pinto da Costa só conseguirá fazer esquecer Mourinho se conquistar a Liga Europa, logo não são fruto do acaso.

Mas prova do «bom perder» portista e de MST, e a meio que vamos da análise do seu artigo de hoje, continuamos a vê-lo debruçado sobre a estrutura encarnada, depois de Jorge Jesus, João Gabriel e restantes elementos da direcção. É o habitual «desunir para reinar», a cassete de Pedroto que MST ainda não pôs na cabeça que não roda como na década de 90, em que o orgulho ferido dos benfiquistas assimilava as suas demagogias quão esponjas. Não compreendemos mais uma vez a autoridade moral de MST em falar em políticas ziguezagueantes, o argumento do falhanço da época portista de 2009/2010 não assentou inclusivé no Intervenientes-Público-Intervenientes propalado pela Torre das Antas?

O resto é mais do mesmo, falando da contratação de Jardel pelo Benfica e fazer tábua rasa da lesão misteriosa de Ukra, refere as medidas do Benfica em não deixar entrar símbolos do FC Porto (a tarja dos Super-Dragões deve ter sido uma montagem), mas esquece que é prática corrente de há anos no Dragão, menciona que o comportamento do speaker de serviço no Estádio da Luz foi digno de um hooligan mas desvaloriza quando se oculta a bandeira e omite o nome do Benfica no Dragão. Um hino à hipocrisia, portanto...

Mas a cereja no topo do bolo acabou mesmo por ser falar de vergonha. Vergonha na nossa humilde opinião é comprar árbitros e ser apanhado, ou porque não dizê-lo, ver o universo portista em uníssono a dizer que caso Pinto da Costa fosse comprovadamente culpado deveria apresentar a demissão, e aqui estão a rejubilar com a obscuridade de práticas e mais uma Liga que acaba como começou, ou seja, sem luzes ou clareza, como preferirem. Isto tudo pese embora não subscrevamos inteiramente todos os factos ocorridos, pois mesmo havendo toda a justificação para haver reciprocidade de tratamento, não é de todo aceitável porque não é esse o nosso passado, nem o nosso presente e certamente não será o nosso futuro.

Por via do clássico da Luz ter contado com um árbitro lisboeta, que por sinal oportunamente se faz por esquecer ser familiar de Guilherme Aguiar e já ter espoliado o Benfica noutros jogos, é fácil de constatar que já está em marcha a operação-reviravolta na Taça de Portugal, que contará como se espera com um árbitro da AF Porto. Até quase que apostamos que será Jorge Sousa.

Para isso acontecer com todo o requinte, temos assistido aos portistas que têm vindo a querer pôr Duarte Gomes na jarra, não apenas Pinto da Costa que alegou dualidade de critérios mas também escribas, como MST, que se debruçam sobre a actuação de Domingo e a consideram «caseira». O sublime disfarce de mentes delirantes!

Mais do mesmo, lemos recorrentemente sobre os «cotovelos de Javi Garcia», «as agressões de Pablo Aimar», isto depois de Fábio Coentrão vir sendo sistematicamente amarelado sem qualquer pudor. Prova é que o Benfica – por via das admoestações que vem sendo alvo, poderá legitimamente ser considerado uma equipa violenta no campo das estatísticas e na contabilidade dos cartões mostrados, sendo o maior contribuinte líquido da Liga que bem necessitada da entrada de dinheiro está!

Faz por esquecer que no fim da 1ª meia-hora o Benfica já tinha 4 (quatro) cartões amarelos, sendo de destacar dois – , Aimar por protestos quando o visado deveria ter sido Otamendi e Luísão por exemplo que acabou por ser admoestado após ter sido pisado por Varela. Várias foram portanto as tentativas de condicionar o Benfica, cuja pressão alta é, bem ou mal executada, meio caminho andado para o sucesso da equipa. Condicionados desde início com sucessivos amarelos, sem querermos de todo ilibar a disposição táctica do clássico, é assim mais fácil manietar a equipa de Jorge Jesus e vem sendo o mote desde que se optou por substituir a escandaleira pelas habilidades.

É esse o nosso «destino», compreender os bastidores de quem tem imensas dificuldades em vencer por si próprio e então usa o truque de usar terceiros para manietar os adversários no seu raio de acção, se possível subjugando-os... foi na mouche.




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