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Ladainhas
Rui Moreira, jornal A Bola
4 de Março de 2011


Dentro do que vem sendo apanágio de alguns portistas mais acérrimos – ou dos que servem propósitos, como queiram, também o sócio-azul do ano Rui Moreira (RM) parece padecer do mesmo mal, ou seja, vem deixando o nervosismo tomar conta de si, usando e abusando dos mesmos argumentos que, pela sustentabilidade que não têm,  não acrescentam nada mais senão o fadinho do costume.

Certo é que, aparte não apenas as suas já famosas tiradas aberrantes a respeito da arbitragem, mas também a sua postura nobre de não querer aceitar as evidências da hegemonia portista nesse domínio, RM, pese embora a sua mal disfarçada tentação de encomendar as faixas, lá vai resistindo, quiçá movido pelo mesmo sentido profético que o empurrou para fora do Estádio do Dragão antes de se ter concluido a recente visita do Benfica...

Não quer dizer por isso que o respeito signifique imparcialidade, nada que o pareça, também RM vai contribuindo conforme pode para a causa, desta feita atribuiu especial ênfase à protecção que o Benfica tem, não apenas na imprensa, mas também nos relvados, o que significa em primeira instância que o eterno complexo de inferioridade continua a afectá-lo(s), ao mesmo tempo que de uma forma súbtil tenta amesquinhar a pujança encarnada, denominador comum que une a troop dos fazedores de opinião portistas, cuja acção não coabita muito longe da habitual táctica de manietar o rival. Contudo os tempos agora são outros e tão diferentes...

Convergindo com o story teller Miguel Sousa Tavares, também RM parece algo repugnado com a recente entrevista de Gomes da Silva ao jornal A Bola (para quando uma entrevista a Antero Henrique no Porto Canal?), o qual se limitou a denunciar o que Vitor Pereira à 5.ª jornada defendeu, ou dito de outra forma, mais não fez do que confirmar o que essas Ligas da Verdade por essa imprensa fora atestam, o facto incontornável de que se não fossem as arbitragens, o FC Porto não somaria, nem de longe nem de perto, os 8 pontos de diferença actuais. Omitir a verdade deste facto é a mesma coisa que dizer que alguns portistas não praticam golfe…

Na sempre omnipresente autocomiseração portista, não podiam por conseguinte faltar as alusões ao gigante Benfica, cuja sustentabilidade das teses vive, segundo RM, «fabricado pela máquina de informação da Luz, e distribuído como guião obrigatório aos dependentes comentadores encarnados...». Dando desconto à habitual pequenez regionalista da cassete, não podemos ainda assim demonstrar o nosso profundo desacordo, isto porque existem diferenças abismais entre dizer que o Benfica é um clube mediático, e dizer que o Benfica é um clube bem representado nos orgãos de comunicação. Não o é, vimos dizendo.

Afigura-se no entanto uma tarefa hercúlea pedir a RM que interiorize a necessidade de se debruçar sobre episódios que contradizem em tudo aquilo que pretende contagiar à opinião pública, na medida que vive inebriado pelo discurso da SAD portista, mas seria sempre bom analisar – para consumo interno - episódios como o de Francisco J. Marques ou de José Manuel Mestre. Aprender não ocupa espaço nem lugar e poupava-nos os devaneios.

Os dependentes-comentadores aos quais RM faz referência, são provavelmente os mesmos que ainda há poucos meses, nessa tal democraticidade benfiquista, vaiavam Roberto, Jorge Jesus, e um pouco toda a estrutura encarnada, os dependentes que abriam emissões com «hoje temos frango à Roberto», e que até à data vêm trabalhando para a mesma personalidade que ainda recentemente se sentou à esquerda de Pinto da Costa na tribuna presidencial do Estádio do Dragão, mostrando um desalento indisfarçável e fazendo uma careta de todo o tamanho aquando do golo de Javi Garcia... falando de impérios publicitários...

Certo é que com a equipa de futebol do Benfica na mó de cima, com exibições conseguidas e plenas de raça, RM terá sérias dificuldades em difundir historietas do género, depois da estratégia do dividir para reinar iniciada por Pedroto se afigurar moribunda desde que LFV deu um voto de confiança a Jorge Jesus e a equipa renasceu, também a estratégia do clube protegido (i.e. clube do regime) não encaixará numa conjuntura em que 95% dos benfiquistas partilham da ideia que, mais uma vez, as arbitragens inquinaram mais um campeonato.

Por conseguinte, são mais uma vez tiros de pólvora seca os argumentos falaciosos de RM, sustentar que Jorge Jesus é protegido por uma certa reverência jornalística é, fazendo jus às palavras de alguém, quase pornográfico, basta não esquecer que ainda em Dezembro último se pedia a cabeça de Jorge Jesus um pouco por toda a imprensa desportiva, isto para não falar das sinergias azuis-esverdeadas que vêm pressionando a CD da Liga a ter mão pesada e célere sobre Jesus desde o jogo com o Nacional, algo só comparável à pressão exacerbada no caso H&S, resolvido em tempo recorde.

Compreendemos a obsessão em torno do treinador encarnado (alguém que diga não a Pinto da Costa fica imediatamente no ponto de mira), um dos maiores responsáveis pelo eclipse da dita hegemonia portista, como compreendemos o porquê de RM não se coibir de fazer referência ao que se passou no final do jogo Benfica – Marítimo, mais previsível do que isto só o ângulo que leva RM a insurgir-se contra a protecção a Fábio Coentrão (David Luiz já não está), que deveria segundo ele ter sido admoestado quando se dirigiu de forma menos cordial ao fiscal de linha no encontro ante os madeirenses. Pena é que Hulk não tome pela mesma medida, ele que juraríamos não estar a convidar o fiscal de linha do Olhanense - FC Porto para comer umas ostras... Se calhar o português dele para além do sotaque próprio da origem, ainda absorveu outro na zona onde se localiza o seu local de trabalho, o que o torna diferente do do Coentrão. É pena o perito linguista Jorge Coroado já não estar a apitar, porque decerto compreenderia logo à primeira qualquer um deles.

Diga-se por outro lado, para referência futura, que imitar a ironia do GPS da Madalena não será de facto o melhor caminho a seguir por RM quando se debruça sobre o caso H&S, para mais quando o FC Porto meteu os pés pelas mãos, um pouco a lembrar o clip Thriller de Michael Jackson. Para quem tem aspirações a sentar-se no cadeirão das Antas, seria talvez prudente começar a resguardar-se mais...


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