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Saídas prematuras
Rui Moreira, jornal A Bola
4 de Fevereiro de 2011


«Confesso que hesitei até à última hora antes de me decidir a ir ao Dragão com os meus filhos. Alguma coisa me dizia que as coisas não iriam correr bem. E também confesso que, desta vez, rumei ao Metro alguns minutos antes do fim, porque era evidente que o que restava do jogo dificilmente proporcionaria uma alteração no marcador».

Estas frases escritas pelo portista Rui Moreira (RM), espelham na perfeição o estado de espírito que teve ter perpassado em turbilhão pelos pensamentos da esmagadora maioria dos portistas na noite da última 4ª feira.

Tal como já tinha acontecido aos benfiquistas na noite de 7 de Novembro, pois são esses factos inesperados que fazem do futebol uma caixinha de surpresas. E curiosamente, em nenhuma das vezes, a parte derrotada pode sequer evocar aspectos arbitrais para apoucar a indiscutibilidade da vitória do adversário.

Apesar de um Benfica em crescendo e de um FCPorto com algum défice nos últimos tempos, seria difícil a qualquer pessoa equilibrada prever uma tão categórica vitória dos encarnados, que no fundo foi absolutamente normal para quem viu o jogo. As reacções que se seguiram da parte derrotada foram as esperadas, e desta vez nem o astro-rei Villas-Boas escapou incólume às críticas que sempre se seguem nestas circunstâncias.

O Benfica ganhou porque foi melhor e porque não cometeu erros. E sabemos que pelo menos 95% dos lances que resultam em golo são fruto desses mesmos erros. Desta vez não resistimos à tentação de nos substituirmos a Villas-Boas para dizer que resultando os golos de erros da defensiva portista, não nos parece justo crucificar, quer Helton, quer Maicon, quer Fernando. Seria demasiado injusto e redundante.

No 1º golo há uma hesitação dupla do central portista que esperou que o guarda-redes recolhesse a bola e vice-versa. Mas não podemos retirar mérito a Fábio Coentrão que acreditou até ao fim que conseguiria chegar à bola. No 2º Fernando recolhe a bola dentro da área é imediatamente pressionado por um jogador do Benfica e apenas tem tempo de soltar a bola para a frente supostamente na direcção de um jogador do FCPorto. Só que a bola na sua trajectória fica à mercê de Javi Garcia que remata de imediato colocado sem que Helton encoberto tivesse visto partir a bola.

Nessa perspectiva, de nada vale a RM ou a qualquer outro portista arranjar desculpas para a derrota, porque para além dos eventuais erros individuais o que falhou foi o conjunto. E quando elas são indiscutíveis como aliás foi também a do Benfica para a Liga nada a dizer, muito embora hajam tentativas naturais de apoucar a vitória do adversário que custa demasiado a digerir, sobretudo se for com o arqui-adversário-inimigo. O resultado obtido pelo Benfica abre-lhe a janela para o apuramento para a final, mas há que ter em conta que o jogo só se realiza em Abril (???!!!), pelo que até lá muita água pode passar por debaixo das pontes.

As referências que RM faz sobre a venda de David Luiz ao Chelsea, afiguram-se-nos absolutamente desenquadradas da realidade e só podem ser interpretadas por despeito após uma 4ª feira que deve ter deixado de rastos os portistas mais sofredores. Se entendemos essa predisposição, já nos parece despropositado entrar em comparações com situações que não são de todo comparáveis.

Apesar de constar que no Dragão só se fazem bons negócios graças à sagacidade e poder negocial de Pinto da Costa, como pode RM comparar a venda de Bruno Alves com a de David Luiz? Desde logo porque a conjuntura é completamente diferente com o mercado actualmente em baixa, depois porque não foram apenas 25 milhões como querem fazer crer vários rapazes apostados em baixar o preço. Depois porque é muito diferente receber 20 milhões a pronto do que a prestações!

De qualquer forma nós tentamos sempre não nos aproveitar de estados deprimentes quando é fácil de o fazer, mesmo com aqueles que não o justificam nem o merecem. É uma forma que reputamos de saudável de encarar o desporto e particularmente o futebol, pelo que esta semana poupamos RM para permitir o seu completo restabelecimento.

Para que não nos acuse de não termos fair-play...


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