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Basófias e exageros
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
31 de Maio de 2011




Como repetidamente temos assistido, Miguel Sousa Tavares (MST) é uma pessoa com uma tendência inata para os exageros. Aí não se diferencia da grande maioria das pessoas que não estabelece limites de equilíbrio, passando rapidamente do oito para o oitenta e vice-versa.

Sabe-se por experiência que o cérebro e a memória visual do ser humano, apesar de reter um conjunto alargado de factos e imagens, tende a reviver com muito mais intensidade as últimas ocorrências que estão mais frescas e vivas no seu sub-consciente e por via disso a enaltecê-las ou a repudiá-las. A forma como elas são vividas e sobretudo a ponderação que sobre elas fazemos, determina o nosso comportamento e a forma de reagirmos.

Por um conjunto de razões que fomos escalpelizando ao longo da época, o FCPorto acabou por efectuar um passeio por praticamente todas as competições em que participou, sendo dificilmente repetível uma conjuntura tão favorável como aquela que se verificou. Isto é claro sem menosprezar o mérito que foi paulatinamente conseguindo.

Na Supertaça encontrou um Benfica ainda a viver os resquícios fabulosos da época passada, na Liga como nos bons velhos tempos era campeão à 5ª jornada, na Liga Europa apenas encontrou um adversário competitivo e já só nas meias-finais (pese embora ainda ter tremido ante o Sevilha), na Taça de Portugal recolheu os benefícios da conjuntura (inconcebível como o jogo da 2ª Mão só teve lugar dois meses depois), e na Taça da Liga porque é uma prova que nunca ganhou, desvalorizou-a e por isso ficou pelo caminho.

Este conjunto de circunstâncias que repetimos, não é normal acontecer, catapultaram os portistas para uma época de luxo. Sendo entendível que os seus adeptos e simpatizantes delirem com as performances obtidas e neste particular MST que embandeirou em arco, não são admissíveis alguns exageros que aconteceram, em que omitindo todos os factos que serviram de suporte para esta época de sucesso, se partiu para um delírio que pode vir a revelar-se inconsequente.

Além de que MST, conforme já o provou por inúmeras vezes, é uma pessoa com tiques a resvalar para um pretenso regionalismo localizado e, como tal, apesar dos seus esforços em provar o contrário, não sabe perder como o demonstrou a época passada com sistemáticas justificações laterais, como não sabe ganhar como agora tem provado, levando ao extremo a sua tendência para amesquinhar o adversário – leia-se Benfica. É afinal a fobia de todos os pintistas que os há-de perseguir até ao fim da sua existência terrena. É inato.

Não conseguiu resistir por isso a comparações que sendo falíveis, eram por isso perfeitamente escusadas, porque estão carregadas de elevadas doses de exagero. Comparar equipas e jogadores de outras épocas é em si mesmo um exercício perigoso, sobretudo se for praticado por pessoas com a personalidade instável de MST.

Se compreendemos que queira colocar nos píncaros a equipa do FCPorto, tal facto deveria ser impeditivo de entrar em divagações estéreis, ao considerar que a versão portista 2010/2011 foi a melhor equipa que alguma vez passou pelo futebol português. Mais do que exagero da afirmação, diremos que é pura basófia. Subjacente a isto (tese que tem vindo a ser expendida por vários ilustres pintistas e alguns moços de recados que sempre aparecem nestas alturas), está a intenção de tentar apoucar a equipa do Benfica que tão brilhantemente venceu a 2ª Taça dos Campeões Europeus, e tentar varrer do mapa o único treinador português que não disse amen a JNPC.  É aliás a sua 2ª tentativa séria depois de já ter debitado aquela rábula que o Real Madrid nem com cinco trincos conseguiria ter êxito com o FC Porto. Veremos, pois o tempo é sempre o grande mestre para provar ou desmentir este tipo de fanfarronices.

Comungamos da mesma opinião de que o Barcelona é neste momento a melhor equipa da Europa e quiçá do Mundo. Daí que não necessite de ser levada ao colo pelas arbitragens (nas alturas em que a coisa está preta – porque é que isto nos fez lembrar o FC Porto?). Mas daí a ser provavelmente a melhor equipa que alguma vez existiu, é mais uma tirada saída da mente tendencialmente exagerada de MST. Igual tese se aplica a Lionel Messi, pese embora toda a sua grande categoria e a profunda simpatia que por ele temos, até pela sua simplicidade e lição de vida.

MST nem pode evocar, tal como fazem outros do mesmo calibre, que não viu outras extraordinárias equipas e jogadores. O seu escalão etário ter-lhe-ía permitido ver e observar detalhadamente, algumas equipas e jogadores que ao longo dos tempos evoluiram e deixaram a sua marca indelével no futebol europeu e mundial, tal como agora os catalães.  

Ou será pelo Barcelona ser também regionalista como o FC Porto, ou porque nesses tempos MST também tinha receio de atravessar a Ponte da Arrábida e não viu essas equipas e esses jogadores?




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