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Desculpas de mau pagador
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
27 de Setembro de 2011




Face à forma como decorreu o último clássico, fácil seria de imaginar as desculpas e as divagações porque iria enveredar Miguel Sousa Tavares (MST). O seu raciocínio desportivo é tão óbvio e tão intuitivo não trazendo nada de novo à discussão, sendo mesmo de equacionar se os seus escritos deverão ser levados a sério, tal o facciosismo de que enfermam.

Vejemos como as lentes azuis de MST viram o jogo: a) «No domingo, lendo a imprensa benfiquista (???!!!), confirmei que o sentimento de euforia, quase de vitória, era unânime entre os benfiquistas»; b) «E, com isso, confirmei duas outras coisas: que eles (deve ser a fraseologia oficial do Dragão pois também Vitor Pereira a eles se referiu) estavam cheios de medo do jogo do Dragão (???!!!) e que tinham razões para isso»; c) «(...) Ficaram a ver jogar, a tentar intimidar com o jogo maldoso e caceteiro de Javi Garcia, e, graças ao desempenho do seu melhor reforço (Artur Moraes), foram para o intervalo com a desvantagem lisonjeira de apenas um golo»; d)(...) Mesmo com a tremenda ausência de James (expulso segundo um critério que, a ser uniforme, teria levado pelo menos à expulsão de Cardozo no Dragão); e) «Não há mais do que dois ou três jogadores do Benfica, talvez, que eu ache que teriam lugar na equipa titular do Porto».

Independentemente do juízo de cada um, poderemos dizer que MST é apenas a versão azul embora mais boçal, que contrapõe à versão verde de Eduardo Barroso. A versão oficial rapidamente propagandeada pelos plumitivos do costume, apenas vê positivismo na equipa portista e recusa-se a aceitar que as altas expectativas criadas para a presente época eram, à partida, muito difíceis de cumprir porque nunca ou quase nunca há duas épocas iguais. Além de que Pinto da Costa queria demonstrar ao mundo que com qualquer treinador e com qualquer equipa, o FC Porto podia dar sempre cartas. Não é ele que tem um ego do tamanho do Mundo? Não foi ele que em Janeiro de 2010 como falso pagador de promessas, prometeu a impossibilidade do penta a José Maria Pedroto?

Quando os apaniguados do pintismo de que MST é um dos expoentes, se recusam a ver as evidências e em coro pretensamente afinado se esforçam por justificar os seus próprios erros e insuficiências com manobras dilatórias de alijamento de responsabilidades, apenas estão a cavar a sua própria sepultura. Há factos que, de tão evidentes, é impossível mascarar e esconder e por mais papagaios que hajam a vender a banha da cobra na praça pública.

Por exemplo, a versão circense de Jorge Fucile que na sua condição de futebolista é indiscutível que é bom jogador. Mas, a exemplo de vários outros artistas portistas, de vez em quando esquece-se que está a jogar futebol para se dedicar a outros malabarismos, como sejam as sistemáticas simulações de faltas que não existem e de agressões que não são perpetradas pelos adversários. No último clássico foi bem evidente essa situação cujas instruções devem ter saído em ordem de serviço da Torre das Antas, pois até os mais recentes jogadores portistas já ensaiam na perfeição essas atitudes vergonhosas. A de Fucile, para desgraça do futebol português correu mundo...

Mas pelos vistos a culpa até nem é dos jogadores, pois o plantel que quase ganhou tudo em 2010/2011 manteve-se, à excepção de Falcao. Assim sendo, há que procurar um bode expiatório até as coisas normalizarem e esse parece já ter sido encontrado – Vitor Pereira.  É certo que ele se pôs a jeito pois quis encomendar uma guerra sem ter estaleca para o fazer, provavelmente fiando-se na estrutura que na tese dos mais entusiastas é inexpugnável. Ou não fosse o grande responsável, Pinto da Costa...

Para além desse factor, este ano o que está novamente a dar são os caceteiros dos jogadores do Benfica. A técnica é singela; escolhe-se um ou dois alvos que são influentes e que pela sua posição no terreno e capacidade de luta estão sujeitos a jogadas de choque e centra-se neles uma barragem de fogo de artifício, querendo fazer passar que têm um pacto com os árbitros para não serem expulsos. Rui Moreira, Paulo Teixeira Pinto e agora MST vociferam em coro (como se fossem muitos) contra Javi Garcia, como já o tinham feito contra Maxi Pereira, David Luiz, Luisão, Katsouranis, etc, etc, etc. A lenga-lenga do costume.

Existe ainda um terceiro refrão que desta vez são os árbitros (quem diria!) – que estão a proteger o Benfica disciplinarmente ao não expulsarem os jogadores encarnados (como vimos no Dragão!) e atrevem-se a marcar penáltis a favor e perdoam os contra, já sem falar nos foras-de-jogo! E para isso também contam com o coro de alguns sportinguistas desiludidos que procuram refúgio e apoio para as suas teses estafúrdias. Confessamos que ouvir e ler que o Benfica é beneficiado pelos árbitros - não nos surpreendendo porque o complô é óbvio e objectivo - acaba por concorrer para a piada do ano do futebol indígena a par da dos chineses...

MST afirma (ainda que inclua o talvez) que no máximo três jogadores do Benfica teriam lugar na equipa principal do FC Porto. É um ponto de vista curioso. É que nós, no inverso, navegamos rigorosamente nas mesmas águas.

Mas não resistimos à pergunta: Será que se Javi Garcia jogasse no FC Porto, já não seria caceiteiro e já não arrepiaria por exemplo, PTP?




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