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Crónicas anunciadas
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
26 de Abril de 2011



É um Miguel Sousa Tavares (MST) com uma indisfarçável euforia que hoje escreve no jornal A Bola. Outra coisa não seria de esperar porque esta época alicerçada em tudo aquilo que de negativo aqui temos referido, ameaça tornar-se inesquecível pois nem o mais optimista adepto azul e branco poderia esperar de longe ou de perto, tão grande sucessão de êxitos.

Pena seja que tudo tenha começado e continuado por portas e travessas ínvias numa reedição perfeita do antigamente, a que se juntou mérito, sorte, e a suprema moralização que tem ajudado a equipa a saltar todas as ténues barreiras que tem encontrado.

As últimas impressões são como sabemos as que a memória melhor assimila e retém, e aí fruto do que dissémos atrás, o que transparece neste momento é um FCPorto nos píncaros da motivação o que à partida lhe transmite uma auto-confiança ilimitada, e quando assim é, o caminho para as vitórias está antecipadamente desbragado.

Os azuis e brancos chegaram precisamente ao pico de forma e da motivação na altura crucial da época, enquanto que o Benfica está justamente em contra-ciclo. As duas recentes vitórias obtidas na Luz tiveram o condão de moralizar ainda mais os portistas e, no outro extremo, encontramos o Benfica atacado por forte desmoralização.

Os resultados e sobretudo as exibições entre as duas equipas esta época foram desniveladas, à excepção da 1ª mão da Taça de Portugal no Dragão, onde o jogo foi por norma equilibrado e com uma vitória justa e indiscutível dos encarnados. De resto, as exibições do Benfica foram invariavelmente atípicas e desiquilibradas, sendo que o FCPorto justificou os resultados que alcançou no duelo entre as duas equipas.

Evidentemente que poderemos tentar encontrar não desculpas mas sim constatações que acabaram por influir no desfecho global da época até ao presente. Independentemente dos erros próprios cometidos, foi indiscutível que o Benfica foi severamente castigado pela arbitragem e isso acabou por fazer toda a diferença.

Com 3 derrotas nos primeiros 4 jogos com nítida influência arbitral, o Benfica chegou à 5ª jornada com 9 pontos de atraso em relação ao FCPorto e sabe-se como isso em Portugal é determinante. Assistimos por isso a dois estados de espírito completamente antagónicos; de um lado um Benfica a ter que actuar em contra-relógio com toda a carga física e sobretudo psicológica que isso acarretou, e do outro, um FCPorto a gerir a seu bel-prazer a vantagem tão rapidamente caída dos céus.

Ainda que isso não tenha invalidado o arrepelar de cabelos dos portistas logo que o Benfica fruto de um impressionante ciclo de vitórias entre Dezembro e Março chegou a ameaçar, certo é que com alguns Elmanos e vontade, os agora campeões nacionais conseguiram manter uma almofada confortável.

Quando a machadada final foi dada em Braga com mais uma exibição a preceito do senhor do apito, já o Benfica apresentava algum défice físico e cansaço psicológico que já se tinha notado por exemplo no jogo anterior contra o Marítimo e que se justificava por ter andado 6 meses a correr atrás do prejuízo e em que todos os jogos eram finais decisivas.

Os dois recentes jogos com o FCPorto trouxeram à tona os diferentes estados de espírito e motivacionais das duas equipas, porque ainda que os resultados tenham espelhado vitórias indiscutíveis do FCPorto, a diferença entre ambos os conjuntos não é, em condições normais, nada que se pareça através das exibições observadas nos dois jogos.

Como MST escreve, neste momento tudo é possível para o FCPorto. É um facto. Mas convém lembrar que o passeio no campeonato pelas razões conhecidas, permitiu aos portistas tirar férias na Liga Europa, porque a juntar ao descanso caseiro e mini-férias promovidas pelo Nacional do amigo Rui Alves, os caprichos do sorteio permitiram que o FCPorto não tivesse de jogar nos limites. Assim, ainda que a última meia hora ante o Sevilha tenha sido um ai Jesus, só agora nas meias-finais o FC Porto vai finalmente ter de fazer pela vida.

Mas não podia terminar a sua eufórica crónica sem demonstrar o seu espírito belicista com uma referência totalmente despropositada e fora de contexto ao Benfica-Braga da próxima 5ª feira. Desde logo e a exemplo do edil bracarense, a evocar a arbitragem internacional. Não percebemos porque o fazem, porque se alguém tinha o direito de fazer essa evocação, esse alguém era indiscutivelmente o Benfica por razões facilmente deductíveis.

Como se não bastasse, MST vem falar dos adeptos do Braga não serem recebidos à pedrada, poderem levar bandeiras e símbolos e a luz não ser apagada enquanto houver gente no campo. Há uns que têm memória curta e outros que nem memória têm. Deixamos a MST o previlégio de escolher em qual destas duas divisões se insere.

De facto, nas Antas, no Dragão e ultimamente no Axa, nunca se passou nenhum facto anormal e os jogadores, os adeptos e até os dirigentes benfiquistas sempre foram tratados com a máxima deferência e urbanidade! Pois, até o Rui Cunha foi expulso da tribuna!

Perante este despudorismo, estamos conversados!




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