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Ao sabor do vento
Rui Moreira, jornal A Bola
25 de Março de 2011



Prova que o coro pintista está em sintonia e bem afinado, já depois de assistirmos a um longo dia de tortuoso silêncio por parte da FC Porto SAD, ao qual se juntou a moderação de Francisco José Viegas, por último se dúvidas houvessem, chegou-nos a prova dos nove do arcanjo Rui Moreira (RM).

Aparte ser de louvar, será contudo pertinente dizer que o deleite perante esta moderação momentânea motivada por meras razões estrategistas, devia ser absorvido pelos notáveis azuis e brancos e dar azo a uma postura menos volátil e não ao sabor do vento, ou seja, deveria ser estável e consistente de forma a ser capaz de constituir uma prova inequívoca que o dirigismo portista condena veementemente e sem reservas quaisquer actos de violência.

Com este discurso e postura ziguezagueante, tememos que o balanço de dia 3 seja uma lotaria, porventura pode resultar em zero incidentes, por outro pode ser o reflexo do que vem sendo o discurso trauliteiro de Pinto da Costa, non stop desde que lhe foi levantado o silêncio de uma suspensão que em boa verdade nunca chegou verdadeiramente a existir.

Porque efectivamente é importante a mudança direccional de RM e o ténue abandono do habitual discurso conflituoso, até damos desconto a mais uma habitual fuga para a frente quanto ao jogador portista Addy, ao serviço da Académica por empréstimo do FC Porto, ter inaugurado o marcador no Dragão. Demonstrativo do nosso Fair Play, fazemos então desta feita tábua rasa aos empréstimos portistas e cláusulas dos últimos 30 anos, à lesão sui generis de Ukra, e ainda ao lance de Pedrinho, que após cruzamento da direita para a cabeça de Diogo Valente, resultou numa mão na bola de Rolando e mais um penálti por marcar contra o FC Porto.

Segundo RM defende, «fez bem a direcção do FC Porto ao criticar a violência», pena é que em temáticas desta importância – literalmente vitais, não devem haver «mas», não devem haver «contudos», tão pouco deve haver o habitual «mas eles também fazem», os «denominadores», as referências depreciativas à Benfica TV, as «palhaçadas» e tantas outras reacções que fazem dessa «crítica à violência» por parte da direcção do FC Porto uma gota no oceano.

Se porventura RM está tão solidário com o combate à violência e por acréscimo com a direcção do Sport Lisboa e Benfica em matéria do crescendo de violência que vem sucedendo desde Janeiro de 2010, com a perspectiva do Benfica se poder vir a sagrar campeão 2009/2010, decerto não deverá ser picuinhas demonstrando solidariedade com a direcção do FC Porto, que em desespero de causa comparou um apedrejamento de consequências materiais, a um atentado que já se revelou fatal por essa Europa fora.

Tão pouco deverá RM retomar o habitual discurso do «dois pesos e duas medidas» que converge na habitual demagogia da luta contra o «clube do regime», alegando que o Benfica merece tratamento especial quer por parte da Comunicação Social quer por parte do MAI, sob pena de estar a alimentar o habitual complexo de inferioridade, que de mãos dadas com rebelião contra o «poder instalado» tão más memórias nos traz num passado recente.

Se bem se recorda RM, apenas neste último evento – pela gravidade -, a Comunicação Social se debruçou verdadeiramente em toda a linha, sob um crescendo de violência que vem sendo cada vez mais regra e por isso, cada vez menos mediatizado, salvo o jornal A Bola que pese embora os ataques sistemáticos de Pinto da Costa e Cª, ainda vai tendo o discernimento para não se sujeitar a condicionalismos e estratégias de pressão – apenas e só dando relevo a algo que por sinal até é mais importante do que futebol.

Reforçando a conclusão óbvia do supracitado, RM não combaterá a «relativização» de uma questão primordial dando capa a um apedrejamento de uma Casa do FC Porto em Coimbra cujo presidente até dissociou o facto de guerras clubísticas, RM combaterá sim mostrando coragem condenando o discurso demagógico e irresponsável da SAD portista e dos comunicados recentes, por sinal hinos à relativização propriamente dita.

Chamando também a si algumas responsabilidades, não deverá RM desdenhar hipocritamente a «monocórdica» Benfica TV, por um lado porque é um motivo de orgulho para os benfiquistas e o entendemos como um ataque, por outro porque revela todo o seu anti-benfiquismo primário e subentendido fica, que houvesse estofo e o FC Porto seguir-lhe-ias as pegadas em detrimento de optar por um canal preferencialmente generalista. Que pluralidade é essa do generalista Porto Canal que não captou uma stickada que chegou até nós com uma câmara de vídeo de trazer por casa?

A despeito dessa questão de menor importância do «quem não tem cão caça com gato», fica ainda assim um bom mote dado por RM, se por um lado percebemos as intenções hierárquicas do abrandamento da sua crónica, por outro – porque somos positivos, fazemos votos que um dia se transcenda efectivamente à hipnose e consequentes recados da corrente direcção pintista.

Se enveredar por esse caminho e sem deixar de defender como lhe compete o FCPorto que apenas é uma vítima nas mãos do seu actual presidente (o tempo o materializará), há hipóteses de podermos caminhar para uma política de apaziguamento, sem descurar obviamente a componente da rivalidade e da defesa dos interesses, mas sempre dentro dos parâmetros correctos e da razão.


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