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O pregador
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
22 de Março de 2011



No artigo de Miguel Sousa Tavares (MST) de hoje, foi sem dúvida sui generis o paralelismo traçado entre o sucesso do FC Porto e a conjuntura nacional actual, efectivamente o país está como está e vislumbrar positivismo nisso só mesmo ao alcance de alguns romancistas, o que deve fazer dele um predestinado.

Na nossa humilde perspectiva, seria mais fácil enquadrar a delicada conjuntura portuguesa em redor de dicotomias como cunha vs. competência, ética vs. chico-espertismo, ou poder vs. Lei. De facto, países há por essa Europa que tiveram de aprender com os erros do passado, dos quais advieram como sabemos heranças pesadas como as da 2.ª GG, contudo nem por isso sensivelmente 60 anos mais tarde, na hora de dizerem presente, se coíbiram de actuar condignamente contra os All-Mighties italianos, com as consequências que todos conhecemos.

Por cá ilibamo-los sentenciando-os com carinho e cometemos erros em catadupa, como revela a arrogância do discurso trauliteiro e ziguezagueante de MST, cuja falta de honestidade intelectual não justifica por si só a tábua rasa feita às minas que o grande timoneiro foi colocando e deixado esquecidas ao longo da hegemonia portista.

Das muitas coisas que nos faz diferentes, a capacidade de não nos movermos por ódios viscerais é uma delas – ponto de honra. Facilmente subentendido está como numa hora que supostamente deveria ser de algum regozijo azul e branco, os rivais se ocupem em achincalhar o «inimigo», que por sinal convive melhor com a derrota, do que o FC Porto pintista com a vitória. Próprio de mentalidades pacóvias e sub-desenvolvidas no intelecto.

Compreendemos pois a hostilidade e o mau estar, anos houve em que o título portista se repercutiria sem apelo nem agravo sob as insuficiências da estrutura encarnada, contudo este ano a escandaleira foi tal, que os argumentos são agora ainda mais numerosos e catalogados com peso e medida no internacional Youtube, o que revela a incapacidade nacional de lidar com as suas bestas dentro de portas. Insuficiências à parte, não deixa de ser motivo de apreensão, não fosse isso e decerto seria mais um enigma que a promiscuidade com a imprensa à la António Tavares-Teles conseguiria branquear.

Como é do conhecimento geral e apesar de sabermos em que bases foram alicerçados os êxitos, os benfiquistas reconheceram mérito a alguns títulos conquistados pelo FC Porto, inclusivé saudaram o grande timoneiro em plena Luz em tempos de sucesso azul e branco. Não o fazem agora obviamente porque a discrição é pouca ou nenhuma, e por demais evidente que é, revela-se impossível de camuflar com croniquetas demagógicas de cadência semanal, a despeito de convergirem no habitual coro de enaltecimento dos feitos pintistas.

Impossíveis de justificar são também as teses estapafúrdias em torno dos habituais ódios encarnados. MST deve entender de uma vez por todas que o glorioso passado do FC Porto em pleno século XXI traz-nos à colação episódios como os de Rui Rio, Pacheco Pereira, Ricardo Bexiga, Rui Gomes da Silva, etc, etc, etc. Porque «a verdade é como o azeite», indivíduos como António-Pedro Vasconcelos e Rui Gomes da Silva serão sempre vozes activas no meio encarnado, pouco impressionáveis com regimes pseudo-ditatoriais, cujos processos de afirmação se baseiam na mentira, na falsidade, na adulteração de factos, na manipulação e no insulto gratuito.

Como tal, deveria MST fazer um favor a si próprio, respeitando-se, mais que não seja respeitando as vozes da diferença que caso ele não se aperceba, revelam a ideia da uma maioria avassaladora, que pese embora pouco peso tenha nos tachos da imprensa, é digna de mais respeito mau grado seja obviamente discordante desse tal regime pintista do come e cala.

Não deixa de ser também por demais curioso, debruçar-se sobre o guardanapo Sporting e a situação actual dos leões, décadas depois de alianças estratégicas para prejudicar os encarnados e conquistas europeias com matéria-prima sportinguista. Aparte o desnorte verde e branco, aí está mais mais uma prova evidente que a obsessão Benfica é contra natura, primeiro subtrai-lhes identidade, depois destrói-os, uns a médio prazo, outros a longo prazo.

Neste contexto as opiniões de MST soam a oco porque são baseadas em pressupostos ínvios de todos conhecidos, e que estão de tal maneira descritos que é impossível sequer manipulá-los dada a flagrante evidência das provas documentais.

Este desespero que se nota nos pintistas, não é mais do que a convicção que o longo ciclo da inverdade desportiva com ramificações a outras áreas que até agora têm justificado toda a impunidade necessária para a prossecução dos objectivos pintistas, está a aproximar-se gradual e inexoravelmente do fim.

De forma que as suas bravatas soam a um déju vu e revelam mais uma fuga para a frente, próprio de quem, na ausência da razão, opta por delírios compulsivos da sua própria consciência.

Sobrevivente da maior crise da história de um grande em terras lusas, o Benfica mantém a sua grandeza intacta por cá e por esse mundo fora, são alicerces que não se deixam abalar por uma hegemonia por portas e travessas.

Cita MST Cesare Pavesee, ficava-lhe melhor o «Nunca nos habituamos a ser menos importantes (...)» da pena de Graham Green com o louvor que é devido ao saudoso Gabriel García Marquéz, os problemas de MST são incontornavelmente estruturais e decerto o verdadeiro «Tareco» subscreveria o aqui escrevemos.


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