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Exercícios de futurologia
Luis Freitas Lobo, jornal A Bola
22 de Junho de 2011





Nas suas habituais dissertações sobre aspectos do futebol, Luis Freitas Lobo (LFL) lança uma questão que de alguma forma pretende animar uma discussão inevitável sobre o assunto – E Nuno Gomes no Sporting ?

Muito embora logo a partir do momento em que passou a existir a certeza de que Nuno Gomes abandonaria o Benfica enquanto futebolista, alguns jornalistas e colunistas tenham abordado a questão en passant, LFL equaciona a questão de forma directa e as eventuais repercussões que tal facto teria no reino da águia e no aspecto inter-relacional.

Muito recentemente e a propósito do mesmo assunto, aflorámos o tema tendo transmitido a nossa opinião de que o nosso futuro ex-capitão, por tudo o que representa para o Benfica e para o futebol português era naturalmente livre de escolher o seu destino. Ao utilizarmos o termo livre queríamos significar alheado de quaisquer pressões clubistas ou eventuais constrangimentos que se viessem a colocar na sua escolha.

É certo que temos experiências repetidas em que o profissional às vezes escolhe de uma forma que leva os adeptos a concluir que o fez contra o clube do seu coração, e em Portugal por excesso de clubite aguda os adeptos não perdoam deserções para os clubes rivais, embora tal tenha existido no passado sem que isso tenha constituido grande problema. São vários os exemplos em que tal sucedeu e em que os profissionais em causa foram sempre bem recebidos pelos adeptos do seu anterior clube. Lembremo-nos por exemplo de Artur Correia.

Mas o inverter de política e a assumpção de uma conduta agressiva e de desvio encetada a partir do momento em que Pinto da Costa assumiu o cadeirão do poder nas Antas, alterou por completo a situação do acordo de cavalheiros, de que é vivo exemplo os casos Dito e Rui Águas no último terço dos anos oitenta. É dos livros que um acordo desta natureza só pode ser feito e sobretudo mantido com cavalheiros, e quando num dos lados eles deixam de existir...

Colocando-nos no papel de simples adeptos, diríamos que entendemos perfeitamente a reacção emocional e apaixonada de grande parte dos adeptos face a um panorama que nos últimos trinta anos se pode considerar muito mais do que simples rivalidade axacerbada. O que infelizmente existe em muitas situações, é já ódio que tem dado origem às cenas mais bizarras que são tratadas pela maioria da comunicação social com um sorriso nos lábios, porque este tipo de confusões propicia sempre cachas e aberturas de telejornal e isso significa mais tiragens, mais audiências e mais publicidade. 

Nos últimos tempos, nada de especial tem acontecido no capítulo das transferências inter-grandes, se excluirmos o intercâmbio que tem decorrido a bom ritmo entre os clubes-amigos FCPorto e Sporting, ainda que os envolvidos tenham sido alguns excedentários que têm feito o trajecto nos dois sentidos. O único caso digno de assinalar foi o da ex-maçã podre que constituiu um má acto de gestão de José Eduardo Bettencourt, em que algumas vozes do interior leonino se fizeram ouvir verberando a transferência para um dos principais rivais.

Numa hipotética possibilidade, mesmo um jogador de categoria humana superior como é sem dúvida Nuno Gomes, na hora de decidir teria certamente as suas dúvidas. É evidente que o enquadramento do seu caso nada tem a ver com os anteriores e só encontra paralelo com o de João Vieira Pinto – em ambos o Benfica não demonstrou interesse em mantê-los na equipa. Mas mesmo assim, e sem que isto queira significar a mais ínfima parcela de pressão sobre o atleta, seria certamente estranho para muitos benfiquistas verem-no vestido com o jersey de um dos principais rivais.

Seja como for e porque ele não vai estar no Benfica como jogador por opção do próprio clube, será de bom tom que aceitemos sem qualquer tipo de azedume e com a maior compreensão a opção que vier a tomar, porque isso não altera absolutamente em nada o percurso ímpar que Nuno Gomes fez nos encarnados e no futebol português e a forma como soube dignificar a camisola do Benfica em todas as circunstâncias.

Pelas razões aduzidas, não concordamos de todo com o objectivo da expressão utilizada por LFL de que «esta seria uma oportunidade perfeita para o clube (o Sporting) abanar com o ‘status’ relacional tão pacífico que neste momento ocupa entre os três grandes». Compreendemos a motivação mas não a aceitamos.

Poderá acontecer noutras circunstâncias mas nunca com Nuno Gomes. Pelo menos assim o esperamos!





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