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Será desta vez?
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
1 de Março de 2011





Isto é mesmo de loucos e não há coração que aguente! Então uma coisa que aparentava ser de simples resolução à 4ª jornada, não se tem transformado numa complicação sem fim à vista? Ah, como os tempos já não são como dantes! E como não nos deixarmos abater por alguma nostalgia? Bons velhos tempos das demagogias do rei sol Tavares em que não enfrentava esta terrível internet... como era heróico ser portista em Lisboa nos anos 80!

Maldita era das novas tecnologias que fazem MST concorrer para o prémio da incoerência! Ainda há meses MST dava o recado a Jorge Jesus que se alguém tivesse filosofia de vitória era o FC Porto, e aqui estamos, numa série fantástica de resultados, há vários fins de semana, com profissionais empenhados na preparação das faixas, a fazer horas extraordinárias,... e nada!  Bem, pode ser que aconteça no domingo...

Amámos ler Miguel Sousa Tavares (MST) na sua versão mais recente (é uma das pessoas mais polivalentes que conhecemos) – a de treinador do Marítimo. A táctica que engendraria certamente seria demolidora, sendo que ‘o Caxinas’ seria marcado impiedosamente em todo o campo e por 2 ou 3 adversários. Que saudades nos deixam as marcações homem a homem a cargo de Paulinho Santos, o qual após 35 faltas sobre João Vieira Pinto, lá levava um amarelo aos 89 minutos de jogo....
 
O que MST não disse era se pouparia ou não Kléber como fez Pedro Martins, não fosse ele lesionar-se. Como terapia de choque e para evitar as cotoveladas (uma coisa que só acontece com os jogadores do Benfica), a Fábio Coentrão deviam-lhe ter sido amarrados os braços atrás das costas. Talvez assim não tivesse comemorado tão efusivamente o golo no final e o genial adjunto do Record – António Magalhães nos tivesse poupado à sua tão acentuada manifestação de ignorância sobre a Lei XII. Bom, passemos à frente!

Quão spider da internet, atraindo a sucata a que carinhosamente chama de argumentos na sua misologia azul e branca, lá vasculhou MST – impulsionado pelas declarações de Pedro Martins - que um dos juízes de linha não aguentou a pressão do Estádio da Luz (desconhecemos se era um clone do mesmo árbitro auxiliar que anulou um golo ao Benfica), e eis que os encarnados lá ganharam a três segundos do fim, porque o árbitro resolveu conceder 4 minutos e não apitou antes. Mais uma semana de seca nervosa sem poder encomendar as faixas! Está mesmo a revelar-se insuportável esta incerteza e este martírio.

Certo é que face à dependência do Futebol Profissional no bem estar das nações, os treinadores dos principais clubes e em particular os do FCPorto e do Benfica têm demonstrado um certo frenesim, decorrente do estado de alma que atravessam. Villas-Boas porque aparte saber o peso que tem nas costas é jovem, fogoso, intempestivo e está a viver um momento que se pode revelar único na vida, e Jorge Jesus porque sendo mais maduro, vive intensamente os jogos, com a correspondente subida da adrenalina. Ambos excedem frequentemente a área de rigor e têm desenvolvido um intenso jogo fora das quatro linhas.

Mas se queremos ser coerentes e justos (já que provavelmente temos dificuldades em ser imparciais), teremos que analisar a floresta e não apenas as árvores situadas na sua orla, sob pena de nos transformarmos em agentes da estrutura, quando apenas somos simples adeptos. Ressalta por isso a velha questão: quem atirou a 1ª pedra? Resposta: André Villas-Boas. Já por várias vezes o escrevemos e continuaremos a sublinhá-lo sempre que necessário. Que altruísmo veriam os portistas se Jorge Jesus paternalizasse André Villas-Boas como via para atacar a estrutura azul e branca?

Assim, na circunstância de incendiário, todos percebemos que AVB estava a assumir o papel de messenger, mas isso era lá com ele. Depois entrou pelo caminho da incoerência, ao revelar que se assumia como discípulo de Robson quando na prática tentava clonar Mourinho, enveredando pelos tão exaltados mind games. Jesus aceitou o repto por motivos mais do que óbvios, e apesar dos tão propalados erros gramaticais e do seu limitado vocabulário (curioso como num dos países culturalmente mais atrasados da Europa, os fazedores de opinião em vez de exaltarem o trabalho e a competência se entretêm com comentários jocosos), sempre manteve um tom cordato e um bom nível de respostas, sendo que apenas hoje, e só hoje, se referiu de uma forma mais agreste ao passado inócuo do FC Porto, ressalve-se no entanto, em resposta ao sarcasmo recente de Pinto da Costa.

Villas-Boas excedeu-se com alguma frequência e tal facto foi desculpado e até mesmo branqueado por todos aqueles pseudo-puritanos que agora acusam Jesus de não se saber comportar. Mas alguém que não jogou futebol conhece até que níveis pode subir a adrenalina em certos jogos e em determinadas situações e os eventuais excessos que podem vir a ser cometidos? Todos os que vêem o jogo nas bancadas, no sofá, nos gabinetes, ou ainda aqueles que apenas fazem footing nos areais de Copacabana, não têm nem nunca poderão ter, uma percepção exacta deste tipo de reacções instantâneas. Porque não recordar Mourinho, quando numa fase de total exaspero não só rasgou uma camisola como também desejou a morte a Rui Jorge?

Claro está que os excessos têm limites e é bom reconhecer o peso das acções das figuras públicas, contudo também terá que haver uma análise fria e racional e sobretudo não analisar comportamentos consoante as nossas preferências clubistas. Logo deveria ser impensável fazer julgamentos apressados de situações a que não assistiu, e que observou via televisão com olhos de (não) ver, mas sim apenas toldado como um íman de sucata na procura de argumentos para atacar o Benfica e os seus profissionais. Mais que não seja, porque a transmissão tinha o selo de garantia parcialista da SportTV e quem não tivesse visto no estádio ficaria com a ideia errada. Não que lhe interesse, o objectivo não é ser fiel aos acontecimentos, apenas e só fazer de story teller da nação portista relatando episódios de uma forma tendenciosa, não se vá dar o caso de o chamarem de Bin Laden nesta fase crítica da época.

Ninguém que tenha visto o desfilar dos acontecimentos com olhos imparciais, nesta e na anterior situação com o Nacional, porventura defenderá que os adversários tiveram um comportamento irrepreensível. Prova disso é, pese embora as boas relações entre Nacional e FC Porto, os insulares optaram pelo silêncio nesta matéria, uma prática de bom senso de quem teve culpas no cartório. MST deveria até por formação abster-se de julgar com base em meros indícios que podem conduzir a provas completamente desfocadas, para mais quando é prática recorrente brindar-nos com a sua pouca vocação legal, ilibando prevaricadores desde que sejam azuis, culpabilizando tudo e todos desde que sejam encarnados.

O aumento do grau de incoerência de que MST dá mostras, é de certa forma proporcional ao seu estado de impaciência. Não aceita que o braço na bola de Roberge seja penalty, mas defendeu que a bola no braço do defesa navalista  aos 86, o foi. Isto para já não falar de um lance no jogo da 1ª jornada da época transacta, justamente com o Marítimo, em que um defesa madeirense aliviou a bola contra o braço de Miguel Vitor que estava caído e de costas, no seguimento o Benfica fez golo e o árbitro anulou-o, bem quanto a MST. Mas afinal que raio de coerência é esta?

É também boa a tentativa de MST dizer que o FCPorto é um justo campeão e que até Jesus o reconheceu, uma mentira contada muitas vezes... Talvez não pegue desta vez, dizemos-lhe de antemão. MST esqueceu-se de algumas palavras, aquelas que ele disse a propósito das arbitragens. Não se canse portanto a exaltar feitos e a reconhecer méritos... afinal até são em grande parte dos outros.

MST revela também na sua crónica uma outra faceta da sua personalidade – a do absolutismo. Faltam os argumentos credíveis... A opinião de MST é segundo consta a única verdade absoluta e não pode nem deve ser contraditada por a quem quer que seja, é interdita qualquer veleidade à discordância para com a unicidade oficial emanada da Torre das Antas.

Nesse contexto estão aliás bem presentes os episódios que conduziram ao abandono de Zé Diogo Quintela e de Ricardo Araújo Pereira, ademais das diligências feitas junto a Vitor Serpa para os despedir, quando publicamente distorcia propositadamente a verdade e punha hipocritamente em questão abandonar a coluna do jornal A Bola. Agora verbera a direcção de A Bola porque permitiu uma entrevista de 3 páginas ao V.P. do Benfica - Rui Gomes da Silva? E, pasme-se, fala de verdade desportiva na aquisição de Jardel!

Os actos de verdade desportiva praticados pelos dirigentes do FCPorto ao longo dos anos com as aquisições têm vindo a ser publicitados, pelo que nem sequer vale a pena perdermos tempo com isso. E nos empréstimos, quantas impossibilidades e desculpas momentâneas têm acontecido sempre que o clube a quem foi cedido o jogador defronta o FCPorto, como foi o caso recente de Ukra aos bracarenses, em que o jogador estava lesionado às 8h00 da noite mas estava recuperado e em excelente forma às 10h30 da manhã do dia seguinte? Será que os portistas alguma vez terão moral para criticar quem quer que seja? Só mesmo com a sustentabilidade da mentira.

Não há dúvida que MST quer ter a primazia do exclusivo, estando disposto apenas a permitir por exemplo, as crónicas de Rui Moreira, Paulo Teixeira Pinto e Francisco José Viegas. Já agora porque não pedir também à Direcção daquele jornal para afastar também Fernando Guerra e José Manuel Delgado? É certo que já o tentaram, mas porque não um forcing final, Hermínio Loureiro compreender-nos-ia.

A propósito, continuamos a não saber a opinião de MST sobre a guerra dos estatutos.Será porque os advogados benfiquistas os defenderem entusiasticamente ou manifesta incapacidade de justificar o injustificável?


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