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Verde puro
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
19 de Abril de 2011



Clientes diferentes hoje, Miguel Sousa Tavares (MST) resolveu debruçar-se sobre os sportinguistas que pela primeira vez desde há muito, deram mostras de quererem abandonar o albergue dos telhados azuis e brancos e as parcerias, para se dedicarem aquilo que sempre os devia ter norteado – o verdadeiro sportinguismo.

Longos anos passaram desde a vigília de Dias da Cunha, ouviu-se falar do «Sistema» mas questionou-se a sanidade mental do líder, em detrimento de se enveredar por um caminho que daria porventura um forte contributo para a devolução da credibilidade ao futebol português. Uma oportunidade que se perdeu.

Alinharam-se teses em tons azul-esverdeado em torno da «Taça Lucílio Baptista», atacou-se Ricardo Costa e deixou-se cair Hermínio Loureiro, expôs-se Vitor Pereira a uma guerra de opostos e naquelas ironias que não são mais do que as normais vulgaridades bacocas de Pinto da Costa, vários foram os altos dirigentes leoninos que foram enxovalhados na praça pública sem que se tenha conhecido nenhuma reacção consentânea com a natureza das ofensas, porque não eram só as pessoas em si que tinham sido ofendidas, mas sim o próprio Sporting. Os resultados desportivos – ou a ausência deles – estão à vista, o Sporting tem saído sempre a perder. Veja-se a propósito a mais recente confirmação do que já se sabia: o desvio de André Villas-Boas que há um ano tinha assinado um pré-acordo com o Sporting, relembrem-se as suas declarações públicas e recorde-se a atitude passiva e subserviente da ex-direcção leonina.

Vem sendo por isso de alguma forma surpreendente o papel activo que a nova direcção vem assumindo em defesa do Sporting, havendo indicações que será para continuar. E esta semana assim o prova, o FC Porto foi desta feita sentado no banco dos réus, como o Benfica o fora a respeito da goleada em Loures, a contar para o campeonato de Futsal. Com ou sem razão, «choramingas e queixume» ou não, o Sporting aparenta estar vigilante e atento. Ainda que sendo lógica esta faceta e desde que não ultrapassem os limites razoáveis, sauda-se portanto esta nova postura dos dirigentes leoninos.

Quanto ao clássico de domingo passado, podemos indagar se é um discurso redutor desculparem-se com a arbitragem, por sinal num jogo em que o FC Porto globalmente até foi melhor. Salta à vista contudo que não cabe aos árbitros fazer justiça no marcador, estão lá para cumprir as regras, única e exclusivamente. Tornando-se demasiado evidente que houve mão na bola, a única defesa dos portistas é a de que a mesma pode não ter sido voluntária.

Se foi ou não foi não se saberá ao certo, mas convém lembrar que os exemplos abundam em que por muito menos foi assinalado penalty, sendo que o FCPorto saiu sempre beneficiado, por pura coincidência certamente... Como já por várias vezes aqui focámos, o que se exige é um critério uniforme no julgamento destes lances para que tudo fique claro e ninguém possa alegar benefícios ou prejuízos.

O Sporting considerou que não deve ser punido pelo escorregão pouco ortodoxo de Rolando (deviam ser problemas dos pitons porque escorregou várias vezes), como o Benfica considerou não há muito tempo que não devia ser culpado pela arte de representar de Alan. De qualquer das formas há dados coerentes em ambos os episódios; directa ou indirectamente o FC Porto saiu sempre beneficiado o que é algo recorrente esta época.

Com o Sporting do lado de lá da barricada, MST e demais entourage terão algumas dificuldades em demonstrar que o FC Porto vem sendo prejudicado. Resta ao universo azul e branco espernear em torno da arbitragem de Duarte Gomes na Luz (mera manobra de diversão apenas para preparar o jogo de amanhã), mas tudo o resto nos traz um padrão que coincide com o FC Porto campeão e que nem o habitual (ex?) manso Sporting parece pelos ajustes aceitar.

O Sporting da era Godinho Lopes vem sendo uma surpresa pela sua agressividade no bom sentido, compreendendo o importantíssimo papel que a comunicação social tem na fabricação da opinião pública. Não descuram e fazem bem tê-los do seu lado. Escreve MST que Carlos Barbosa, vice-presidente do Sporting, não faz falta ao futebol. Isso é um caminho perigoso de seguir pois se vamos discutir quem faz ou não falta, se calhar haveria uma limpeza muito acentuada no futebol português. Obviamente por ter criticado a arbitragem do clássico do passado domingo e ter generalizado, passando por Jorge Coroado que como sabemos tem trazido até nós, enquanto comentador televisivo e jornalístico na área de arbitragem e a espaços aos microfones das rádios, uma das Ligas mais transparentes de sempre. Comentários para quê?

Também as declarações de Couceiro causaram mau estar no Dragão, que é aliás visível no desconforto da escrita de MST. Consideremos Couceiro um técnico capaz ou não, tem um passado recente no FC Porto e sabe bem o que a casa gasta, motivo pelo qual as críticas e o que deixou subentendido na noite de domingo caíram tão mal no universo portista, apressado a desvalorizar tais declarações por meio de uma ironia mal amanhada, porque não é normal aos que passaram por aquela casa contarem posteriormente cenas familiares...

Dê por onde der, primeiro Couceiro e depois Carlos Barbosa, retomaram de alguma forma o papel activo que Dias da Cunha teve na monitorização do «Sistema», e tal facto deve ser salientado. A verdade desportiva agradece sempre o que possam fazer por ela. Alguns anos passaram desde que o Sporting teve uma postura activa, digna de quem assume uma identidade própria e de quem acredita que o desporto em Portugal não se resume ao que se passa unicamente nos pavilhões e nos relvados.

Tudo leva a crer que Miguel Sousa Tavares terá portanto muito trabalho pela frente, o seu rol de inimigos de quem não partilha da sua opinião parece destinado a crescer.




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