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Divagações e imbecilidades
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
18 de Janeiro de 2011


O fazedor de opinião portista Miguel Sousa Tavares (MST) há muito nos habituou a divagações disfarçadas de objectividade, cônscio que a melhor maneira de defender os interesses (vulneráveis) dos portistas é atacando o Benfica, recitando e repetindo estórias que se revelem ajustadas aos seus propósitos e objectivos.

Como o entendemos! Não tendo cão caça com gato o que é deveras limitativo para quem passa por ser um caçador apaixonado, que nem as tranquilas e pacíficas planícies alentejanas conseguem resolver o seu problema endógeno de militância anti-benfiquista.

Dando o FCPorto sinais de algum abaixamento e a expectativa de um eventual novo jogo com o Benfica, é natural que tente manter a temperatura aquecida, não só porque o tempo está frio, como o calor artificialmente fomentado pelos portistas tem dado os seus frutos. Os dados confirmam-no.

Ao abrigo das suas teses arrojadas, MST baseia-se num back to the past  para ilustrar que «os adeptos portistas, de há vinte anos para cá, são os que mais percebem de futebol», querendo significar que os adeptos dos outros clubes pararam no tempo, no que estamos quase tentados a concordar com ele. Realmente, os adeptos dos outros clubes apenas estavam habituados a ver futebol dentro das quatro linhas, e com a entrada em cena da actual trupe portista, começaram a perceber que o futebol era muito mais do que isso. Nesse particular as soluções encontradas foram de facto inovadoras.

Prossegue MST com as contradições normalmente tão evidentes no seu vasto reportório, ao dizer que «Nós (portistas) preocupamo-nos com os nossos jogos». La Palice itself. Mas se é assim (e nisso está em conformidade com os outros), qual a razão porque sempre a sua conversa deriva para o seu inimigo de estimação- o Benfica?

Porquê afirmar que «os adeptos dos outros passam o tempo a argumentar com arbitragens (não todas: não, por exemplo, a de Elmano Santos este domingo, em Coimbra)» quando não explicita o deve e o haver? Ou não será compreensível, lógico e normal se atendermos à cultura futebolística portuguesa, que os que se sentem prejudicados se refiram à arbitragem quando estão convictos de terem sido lesados? O estranho e contraditório é que clamem contra a arbitragem quanto não há a mínima razão para tal, como fez Villas-Boas, por exemplo,  em Guimarães e repetiu em Alvalade.

Dando sinais de uma arrogância e confiança sem limites, MST manifesta a seguir que «(…) apenas esperar o mínimo exigível (e ainda bem que nas meias-finais da Taça nos saiu o Benfica –ter-se-á esquecido que ainda falta o Rio Ave?-: era profundamente injusto chegar ao Jamor -ou ao Estádio Municipal de Oeiras na boçalidade do seu presidente?-sem ter tido necessidade de fazer o mínimo esforço para tal)».

Depois, à falta de melhor sobretudo de imaginação, referiu-se pela 121ª vez ao túnel da Luz (esquecendo-se mais uma vez, das vergonhas ocorridas nos túneis do FCPorto), ao jogo com o Estoril no Algarve (omitindo os jogos que os adversários fizeram no Estádio Vieira de Carvalho na Maia para receber os portistas), e o pretenso conluio entre o Benfica e o V.Guimarães para impedir o FCPorto de participar na Champions (depois de provadas na justiça desportiva as várias tentativas de corrupção) e que só os habituais expedientes muito em voga em Portugal livraram os azuis e brancos, o que constituiu mais uma das vergonhas em que o futebol português vive mergulhado. Nada disso preocupa MST, pois é consonante com a (sua) verdade desportiva, mas nunca se pode esquecer que as pessoas têm memória e jamais esquecerão.

Mas como tudo isso sabia a pouco na sua cruzada contra os mouros do Benfica, veio também falar do jogador da Académica-Nuno André Coelho. Os argumentos dispendidos são manifestamente falacciosos, pois MST deve andar certamente distraído. A iminente compra do jogador, de há muito que tem vindo a ser anunciada na imprensa e esqueceu-se (acontece a qualquer um) que o jogador estava a recuperar de uma lesão. Ou também terá sido fingida? Quanto ao caso do jogador Jardel já manifestamos a nossa opinião, pelo que nos dispensamos de estar a gastar cera com argumentos que não trazem nada de novo.

É aliás sintomático, que MST venha abordar o assunto e até, pasme-se, falar de fair-play! De facto, quem melhor que o FCPorto para dar exemplos ao mundo de fair-play? Quem mais justo e decente que os portistas sobre a lisura de processos na matéria (lembra-se por exemplo de Helton? De Beto? Dos jogadores que impedia de jogarem contra si?). Isso sim, isso é que são exemplares manifestações de sã desportivismo!

Last but not the least, uma singela referência a destaques individuais de protagonistas nacionais e estrangeiros feita por MST. A sua opinião é algo consensual  com apenas um senão: para uma pessoa que no seu artigo fala abundantemente de fair-play, que melhor exemplo daria senão referir também justamente a judoca portuguesa Telma Monteiro que venceu a Taça do Mundo em Baku?

Essa omissão de MST terá sido porque a atleta tinha o emblema do Benfica no kimono?


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