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Uff... que alívio!
Rui Moreira, jornal A Bola
18 de Fevereiro de 2011


Afinal, perante um problema gravíssimo que é o da adequação dos estatutos da FPF à lei do País, por culpa de uma minoria de bloqueio cuja face visível são as Associações de Futebol do Porto e de Braga certamente obecendo a instruções dos líderes dos principais clubes filiados, ainda não foi desta que ouvimos (lemos) Rui Moreira (RM) tecer o mais simples considerando sobre o assunto. Não acham deveras estranho? 

Como fez mais uma vez tábua rasa do intrincado problema estatutário, obviamente tinha que se entreter com alguma coisa. E o que notámos foi um imenso suspiro de alívio (que se ouviu do lado de cá da ponte da Arrábida) com a vitória do FCPorto em Braga, situação que segundo todos os apaniguados que gravitam à volta da entourage portista, mantinha o Benfica na secreta esperança dos portistas escorregarem, e que como presenciámos não aconteceu.

Pela nossa parte, muito embora fosse um facto que pudesse perfeitamente acontecer, nunca valorizámos muito essa possibilidade por circunstâncias várias, a mais pesada das quais é a macieza que a equipa de Domingos Paciência revela nos jogos com a sua casa-mãe, situação que se veio a confirmar em absoluto. Provavelmente estava a poupar as energias para a jornada 22 quando receber o Benfica...

De concreto tivémos os portistas a somarem mais 3 pontos, o que aliado à antecipação sui-generis da jornada 20 (pena que a Federação de Basquetebol não se tivesse inspirado nisso), aliviou a terrível angústia e o nada saudável nervosismo que grassava nas hostes azuis e brancas que a cada dia que passa mais convencem as pessoas que uma vez provincianos, provincianos para todo o sempre. Não há dúvida que o hábito continua a fazer o monge!

E até a convicção exprimida pelo treinador do Benfica e alguns jogadores foi aproveitada por RM para glosar o tema, querendo circunscrever uma expressão e um desejo generalista apenas e só ao jogo de Braga, como se de repente fosse a última jornada e dela dependesse o apuramento do campeão.

Também motivado por isso, RM aproveitou para tentar demonstrar que aquele jogo «mostrou porque razão (o FCPorto) comanda o campeonato com grande vantagem e sem derrotas (...)». Deve haver qualquer equívoco: primeiro porque perante a prestação de vassalagem do Braga a que só faltou estender a passadeira vermelha mas a arsenalista (como é que se terão sentido perante isso ‘os guerreiros do Minho’?) lá teve que ganhar o jogo, e depois, porque o campeonato já tinha ficado bem encaminhado até à 4ª jornada, depois disso foi só uns salpicos para compôr o ramalhete. Nada de anormal, mas sim mais do mesmo.

Só que de tanto abusarem (vidé o notório desespero de Lourenço Pinto), o ciclo está quase a ser fechado, pois a contagem decrescente já começou há algum tempo. Este poderá ser com alguma probabilidade, o canto do cisne da nefasta influência numa arbitragem séria e credível ainda que não isenta de erros, bem como noutros órgãos como por exemplo a Disciplina. 

Estamos em crer que poderá até haver finalmente, após 30 longos e penosos anos em que a verdade foi sistematicamente adulterada, a convicção de que o campeão poderá ser finalmente reconhecido pela justeza da sua vitória e não por ter sido levado ao colo como tantas vezes aconteceu nesse período negro que se prolongou até aos dias de hoje.

É por isso que os fazedores de opinião portista como RM estão tão preocupados e disfarçam o nervosismo de quem vê fugir-lhe o chão debaixo dos pés ao terem que competir com as mesmas regras dos adversários, algo a que o FCPorto não está habituado, mas vai ter que se habituar. Os únicos expedientes a que estão a recorrer são as divagações e as cortinas de fumo. Péssima estratégia, mas pensando bem: haveria de facto alternativas viáveis?

Daí que para ganhar tempo e embora seja extraordinariamente difícil dado que burro velho não aprende línguas e cesteiro que faz um cesto faz um cento, nos pareça assaz conveniente que o FCPorto comece desde já a programar acções de reciclagem e a entrar num processo de auto-regeneração, sob pena de ser encaminhado em definitivo para o túnel negro da História onde tem permanecido à porta em estado perene. Ao fim de contas o FCPorto-Clube, não tem culpa que à frente dos seus destinos estejam pessoas que lhe faltam ao respeito e não cumpram os objectivos da sua História iniciada no século XX.

Também nada de transcendente na vozearia contra o presidente do Marítimo. Como diria o seu correlegionário MST, tocou a reunir na Torre das Antas. Porque a direcção da SAD se sentiu ofendida e eventualmente alguns individuais, indo intentar uma acção contra aquele dirigente, podemos estar sem dúvida descansados (embora a territorialidade possa ser um facto determinante), que a verdade virá ao de cima, como aliás tem vindo em muitos outros casos anteriores.

David Luiz continua a povoar os sonhos de RM. Mesmo depois da sua transferência para Inglaterra ainda continua a fazer côcegas ao ideólogo portista, o que prova a sua paixão por tudo o que é vermelho. Ainda bem que assim é!

P.S. Renovamos o nosso convite para saber qual o pensamento de RM sobre a birra do presidente portista (perdão da Associação do Porto) acerca da adequação dos estatutos à lei. A menos que esteja sintonizado com MST que se justifica «porque os advogados benfiquistas  habituais são todos entusiásticos defensores da regeneração(...)». Esperamos ao menos que tenha melhores argumentos...


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