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Literatura de cordel
João Bonzinho, jornal A Bola
17 de Junho de 2011




Alguns jornalistas são exactamente como alguns mestres de economia: esforçam-se por explicar hoje de uma forma convincente em termos teoricamente vagos, aquilo que aconteceu realmente há oito dias e de preferência há um mês ou há um ano.

Nesse sentido, enquadra-se o jornalista de A Bola João Bonzinho, abordando à sua maneira um caso já requentado (o de Nuno Gomes) e que tem estado no topo da actualidade, quando essa mesma actualidade já tinha acontecido há alguns tempos atrás, com o enunciar de posições de ambas as partes que pressupunham um divórcio amigável não muito distante.

Mas isso foi uma ideia e um facto que não agradaram a todos os que queriam um divórcio litigioso à velha maneira, com acusações e contra-acusações de parte a parte. Isso seria com efeito ouro sobre azul e motivo de entretenimento por mais uns tempos, justamente numa altura em que as notícias de interesse têm escasseado. Só assim se compreende, por exemplo, que o baptizado do filho do jogador Cristiano Ronaldo tenha merecido reportagens alargadas dos telejornais e um pandemónio na zona de Alcochete.

Uma questão que nos tem levado a sérias interrogações, é se o interesse dos media no assunto, tem a ver especificamente com Nuno Gomes itself, ou se tal só acontece porque ele é jogador do Benfica. Certamente encontraremos respostas das mais variadas, mas inclinar-nos-íamos sem hesitação para a segunda hipótese. O que nos leva fatalmente sempre ao mesmo tipo de conclusões: que seria de alguma imprensa e de alguns jornalistas se não existisse o Benfica?

A imaginação de Bonzinho é realmente fértil em cenários rocambolescos. E também de uma guerra sem quartel em que já descobriu vencedores e derrotados. Mas para os vencedores, a sua visão fantasmagórica augura desde já uma vitória de Pirro, em que o grande vencedor corre o risco sério de vir a ser crucificado a curto prazo.

Como se isso não bastasse, agita a bandeira das possibilidades junto da consciência dos benfiquistas (será da minoria imberbe e ruidosa?), tentando coartar Nuno Gomes (ou será que se está a referir ao ainda jogador do Benfica?), de puder escolher livremente o seu destino sem qualquer tipo de pressão, uma inevitabilidade que incumbe apenas e só ao próprio.

Não havendo outro assunto de interesse para Bonzinho, havia várias hipóteses de o abordar, mas o jornalista enveredou pela pior não interpretando como seria de sua obrigação enquanto jornalista, a faceta da sua não renovação. Afinal, ficámos a saber por Bonzinho (apesar de já na passada 2ª feira a benfiquista Marta ter dado um lamiré), e também com base naqueles blogues benfiquistas que no dizer de Alexandre Pais ‘vale a pena ler’, que o contrato do ainda capitão só não foi renovado porque a pessoa Nuno Gomes constituia uma séria ameaça ao treinador. E assim sempre é mais fácil lidar com ‘um qualquer jovem sul-americano ou coisa que o valha, em última análise de modo a não sentir qualquer eventual ameaça vinda do balneário’. Finalmente está descoberto o grande mistério!

Bonzinho, a exemplo de outros argumentistas encartados, traça possibilidades que, segundo ele, devem afligir os benfiquistas. E se Nuno Gomes for para o Sporting? Percebemos que queira aumentar a temperatura na 2ª circular, mas deixe que lhe digamos que isso é uma visão absolutamente retrógrada do que deve ser o desporto e em particular o futebol. Embora se refira ao caso João Pinto, no seu subconsciente estava presente o de Joâo Moutinho. Nada têm a ver duas situações completamente distintas. Aliás, quantas mudanças foram efectuadas no passado entre os dois emblemas? Será que em vez de evoluirmos, retrocedemos?

Mas Bonzinho estava definitivamente em dia-não, o que acontece a muito boa gente. Mais uma vez entrou por onde não devia e folgamos que tenha percebido que o Benfica quisesse passar a contar com Nuno Gomes na sua estrutura profissional directiva. Mas espalha-se logo a seguir porque não sabe para quê, o que revela aquelas conclusões quer correm apressadas nos corredores. Então Nuno Gomes não tem aptidões suficientes quer humanas quer profissionais, para integrar a estrutura do Benfica?

Percebemos claramente o esforço mas é inglório. Os benfiquistas sabem melhor do que ninguém quem é Nuno Gomes, o que representa e do que é capaz. Dispensam em absoluto as lágrimas de crocodilo de todos os que apenas vêem o assunto como uma manobra de diversão, em que o jogador é um mero juguete das suas intenções desde o princípio, pois os alvos a atingir são outros.

Afinal, de todo o seu texto negativista, ressalta um facto que merece a nossa anuência – que a Direcção da SAD não deveria ter permitido que fosse a imprensa a marcar a actualidade. Aí, do nosso ponto de vista não esteve bem. Mas só!

Escusado será dizer que Nuno Gomes esteve à altura da imagem que dele continuam a guardar os benfiquistas. Quanto ao resto é apenas literatura de cordel...




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