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Incondicionalmente
Rui Moreira, jornal A Bola
16 de Setembro de 2011




«A lavandaria do costume. Quantas vestes teriam sido rasgadas pelos comentadores que defenderam as decisões de Duarte Gomes, se tivesse sido o FC Porto e não o Benfica a beneficiar destes 'penalties'? (...) Depois da estonteante vitória do Benfica, conseguida à custa de três penalties sucessivos, assinalados por um dos favoritos da casa, a comunicação social afecta ao clube empenhou-se, nos dias seguintes, em nos tentar convencer que nada de especial ocorreu nesse jogo. (...) Alguns especialistas do sector da arbitragem esforçaram-se por detectar coisas que as imagens televisivas não mostram, e gastaram tanto tempo em descortinar a existência de eventuais contactos que se esqueceram da questão de intencionalidade, que é crucial na avaliação dessas situações.»

Definitivamente não existe consenso em torno da arbitragem de Duarte Gomes no último Benfica – Vitória de Guimarães. Inclusivé os habitualmente indefectíveis experts dos canais televisivos, que quiçá segundo Rui Moreira (RM) ocupam os ditos cargos por qualidades exemplares (???!!!), desta feita não alinharam no coro.

E quando nem esses alinham com a máquina de propaganda, obviamente menos alinham insuspeitos como Cruz dos Santos, entre outros, cuja visão dos acontecimentos do passado fim-de-semana não serve os propósitos de RM e da «máquina de propaganda» pintista.

Falar de intencionalidade ou falta dela, mão na bola ou bola na mão, demonstra de facto alguma ignorância premeditada da parte de RM. Mas diga-se que também não é para nós – «adeptos atentos» - comermos. Numa breve analogia com a época transacta, foi com alguma surpresa que não vimos RM condenar em particular a mão de Rolando no Nacional – FC Porto ou mesmo no FC Porto – Sporting (outras houve) e as constantes simulações de Hulk a gerarem livres e penálties indiscutíveis.

RM, um indivíduo que prima pela isenção (!!!) e como tal se tem debruçado semana após semana sobre a reestruturação do futebol português, além de ter alinhado na linha da frente da falange que se insurgiu contra essa perpetuação de poderes via minoria de bloqueio, tem por isso toda a legitimidade por primar por essa coisa da verdade desportiva.

E por isso mesmo devemos encarar o que escreve com toda a objectividade possível;

a) Compreendendo que o alarido que se registou esta semana em torno da arbitragem de Duarte Gomes é mera ficção e as capas dos desportivos no dia seguinte nada referiam a respeito de penáltis (clique para ver);

b) Defendendo que Duarte Gomes não custou um campeonato ao Benfica (clique para ver o vídeo) e – como ainda este fim-de-semana defendeu Rui Santos (num dos disparates da década) – ocupa o pódio dos árbitros preferidos pelos benfiquistas;

c) Não existe qualquer intenção de RM de condicionar a opinião pública e jamais o que escreve tem alguma coisa a ver com «unir as tropas» por intermédio da criação de «inimigos externos do FC Porto»;

d) O discurso convergente com Vitor Pereira sobre... Vitor Pereira é pura e simplesmente uma coincidência e nada tem a ver com apertar o cerco ao actual Presidente da Comissão de Arbitragem, tão pouco o seu timing se deve à preparação quanto à substituição que corre em surdina nos bastidores;

e) Condenar uma hipotética aliança Benfica-Sporting (contra quem?) é porque quer o bem do Sporting e porque efectivamente o Sporting foi quem mais beneficiou da «hegemonia portista», coleccionando incontáveis títulos...;

f) As três nomeações de árbitros do Porto para cinco jogos do Benfica são prova inequívoca dos tempos da «velha senhora» e que de facto o Benfica põe e dispõe, mexendo-se no meio como peixe na água;

g) Isto tudo além que obviamente esta conduta nada tem a ver com o clássico que se avizinha e o seu discurso pauta-se pela responsabilidade que é seu apanágio.

E pensar que há quem coma isto... enfim...

A infalibilidade de RM deve pois ser levada em linha de conta, ao fim ao cabo não está ao alcance de todos dizer que as palavras de Radamel Falcao há menos de dois dias - «Não tive dúvidas em mudar-me para o At. Madrid» - significam saudosismo.




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