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Selva citadina
Eduardo Barroso, jornal A Bola
16 de Novembro de 2011




Quando lemos no diário desportivo A Bola a notícia de que o Benfica se preparava para, a exemplo de alguns clubes europeus de topo, implementar uma rede protectora no Piso 3 na Bancada Coca-Cola que seria colocada sempre que os adeptos dos clubes visitantes fossem em número significativo, e quando em resposta a uma questão do jornalista, o Director de Comunicação do Benfica João Gabriel avançou que talvez já tivesse pronta para albergar os adeptos do Sporting (que, aparte o Portugal-Bósnia seria o próximo jogo na sequência), de imediato pensámos que tal não passaria sem que alguém do Sporting viesse a terreiro criticar a situação. Afinal a medida até sofreu antecipação pois já no jogo da selecção os adeptos bósnios tiveram ensejo de inaugurar a rede. Tem sido sempre assim quando o Benfica adopta uma medida pioneira em que o Sporting critica para mais tarde a vir a copiar.

Não tivémos muito que esperar, pois o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting – Eduardo Barroso – com o seu habitual voluntarismo, encarregou-se disso. Confessamos que aparte os desvios protagonizados com alguma frequência pelo conhecido adepto leonino devido ao seu excesso de entusiasmo pelo seu querido Sporting, sempre lhe concedémos alguma tolerância, embora aqui e ali o tenhamos criticado devido a comentários menos ajustados sobre o Benfica.

Mas, neste momento, Eduardo Barroso não é apenas o adepto entusiasta que muitos desculpavam mesmo quando se excedia, mas o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting e, como tal, a sua nova posição de dirigente deveria obrigá-lo, ainda que com imenso esforço de contenção dada a sua personalidade extrovertida, a assumir uma posição de moderação e a resguardar-se naturalmente. Mas isso parece ser manifestamente impossível, pois ao manter, tal como dantes, a sua função de participante televisivo e cronista em jornais na sua qualidade de adepto leonino, a situação teria forçosamente que descambar.

Depois daquela tremenda gaffe ao chamar funcionário a Luis Duque e que motivou um lógico puxão de orelhas do presidente Godinho Lopes, Eduardo Barroso parece não ter emenda e em vésperas de mais um derby que desta vez será disputado com outro tipo de expectativas por parte do Sporting, resolveu ainda que involuntariamente, assim o queremos acreditar, por deitar algum petróleo na fogueira o que, convenhamos, era absolutamente dispensável.

Provavelmente, por distracção, não deve ter seguido a sequência dos acontecimentos. A rede protectora que tantos engulhos parece estar a causar-lhe, não será eventualmente colocada propositadamente para enjaular os adeptos sportinguistas. Sê-lo-á, que fique bem claro, para proteger os adeptos, sejam eles do Sporting, do Porto, do Liverpool ou de outro clube qualquer, desde que o seu número seja considerado importante. Não se trata de qualquer provocação, mas tão somente de uma medida que esperemos seja profilática em todas as vertentes.

É evidente que o ideal seria não existirem nem redes, nem fossos (viu-se o recente exemplo em Alvalade), nem qualquer medida protectora, fosse ela qual fosse. Mas não podemos ser líricos ao ponto de pensar que o tempo das famílias no futebol em amena cavaqueira com os adeptos adversários ainda se mantem imutável. Muita coisa mudou desde então e não o devemos ignorar. E, muito embora isso seja infelizmente um fenómeno transversal aos adeptos de quase todos os clubes (os exemplos têm sido visíveis), não nos podemos esquecer das cenas protagonizadas por adeptos radicais leoninos, aquando das últimas recepções ao Benfica. Logo, para se poder evitar ou pelo menos minorar eventuais acções que excedam os padrões cívicos normais, todas as medidas que concorram para esse desiderato serão evidentemente bem vindas. Por isso, antes de criticar por criticar, deveria ter tido a prudência de esperar... para ver como irá funcionar!

Quanto à questão dos bilhetes, a sua argumentação não faz o mínimo sentido. Damos de barato o facto de o Sporting em situação similar o ter (de acordo com os regulamentos) recusado. Imagine, Eduardo Barroso, que o jogo era em Alvalade; Será que os sócios e adeptos leoninos iriam prescindir de ir ver o jogo para ceder o seu direito ao lugar aos adeptos benfiquistas? Não seria muito difícil adivinhar! Por isso, perspectivando-se uma forte afluência de adeptos e simpatizantes benfiquistas, a direcção encarnada neste momento não poderia tomar outra atitude mas, mesmo assim, num gesto simbólico, ainda enviou um pouco mais dos que os 5% obrigatórios e, segundo lemos na imprensa, caso a conjuntura o permita, poderá encarar a possibilidade de ceder um pouco mais.

A ser assim, porque continua a insistir Eduardo Barroso em ver fantasmas encarnados onde não os há? Não acha que deverá passar a ter uma postura mais institucional e assumir de vez o seu lugar que lhe compete (Presidente da MAG do S.C.P.) e nessa medida fomentar as melhores relações com o Benfica, em vez de continuar a comportar-se como um fanático adepto leonino dizendo coisas que não deve e escrevendo frases com sentido distorcido?




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