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A teoria do disfarce
Rui Moreira, jornal A Bola
16 de Dezembro de 2011




Ouvir portistas a falar de arbitragens é o mesmo que o ouvir os capitalistas a falar da crise... que afecta os outros – os pobres. A sua riqueza diminui mas continuam a ser sempre ricos, enquanto os outros, se já tinham problemas passam a vê-los agravados, continuando a ser sempre cada vez mais pobres...

Rui Moreira (RM) não deixa de ter no entanto razão. Com efeito, têm sido tantos os anos que o FC Porto tem sido bafejado sistematicamente pelas arbitragens, que isso se tornou num acontecimento banal e sem relevância informativa, enquanto que se prejudicados (o que raríssimamente acontece), esse facto é fortemente empolado por eles próprios e naturalmente pelos seus paus-mandados que ocupam ou têm influência na comunicação social.

Esta época e até ao momento, aparte erros e asneiras pontuais que prejudicaram alguns clubes com destaque para o Sporting nas primeiras jornadas, e que tem servido de mote para os apaniguados leoninos justificarem as suas próprias insuficiências e não perderem a oportunidade para falarem repetidamente de arbitragens por tudo e por nada, ao contrário da época anterior ainda não sucederam (e esperamos que não venham a acontecer) aquelas bizarrias que caracterizaram as primeiras jornadas do campeonato anterior em relação ao Benfica, alterando por completo a filosofia que sempre deveria presidir à verdade desportiva.

Nesse contexto, com a subida de produção do Sporting a Liga tornou-se mais competitiva, pois (até ao momento repetimos) o FC Porto aparte aquelas situações que são prática acontecerem com alguns clubes quando visitam o Dragão e algumas decisões de arbitragem que inclinaram os campos certamente sem intenção, não pôde (ainda) beneficiar dos factos do costume e que se consubstanciam em decisões atribuídas a erros de arbitragem que invariavelmente prejudicam o Benfica nos momentos-chave. Além de que o seu próprio treinador parece ser persona non-grata para alguns portistas com o rótulo de influentes, entre os quais se inclui o próprio RM.

Sendo tudo isso um facto indubitável que causa uma profunda estranheza no Dragão devido ao tal hábito adquirido ao longo dos anos, e que dá sempre uma mãozinha sempre que os portistas dela necessitam, leva-os a encetar a técnica da fuga para a frente falando dos outros como sendo os grandes beneficiados pelas arbitragens, o que simplisticamente ajudaria a perceber a razão porque o FC Porto ainda não é líder destacado do campeonato, porque foi eliminado concludentemente da Taça de Portugal e desceu à 2ª divisão europeia, apesar da imprensa verde-azulada nos querer convencer agora que afinal há uma inversão, pois se excluirmos o Barcelona e o Real Madrid, todos os outros estão a disputar uma prova maior e deveriam estar a participar na Liga Europa...

Este mundo está cheio de ironias e depois do Zenit de St. Petersburg se ter apurado em pleno relvado do Dragão e ter relegado o FC Porto para a Super Liga Europa, e o internacional português Danny ter servido de manobra de diversão e de bode expiatório para o insucesso (mais um) dos Dragões esta época, eis que precisamente o sorteio acabou por colocá-lo na rota do Benfica, pelo que não será difícil adivinhar o estado de espírito de RM e dos portistas. De repente, e cá está a ironia (desta vez não é a de Pinto da Costa), o tão odiado e vilipendiado Zenit irá ter o apoio incondicional de alguns milhares de adeptos portistas e até o luso-venezuelano irá receber centenas de mensagens de apoio no seu telemóvel, sendo que, caso marque ao Benfica, ser-lhe-á certamente pedido que repita a coreografia que tanta indignação causou nos adeptos portistas, em particular no seu indefectível adepto Miguel Sousa Tavares...

De regresso ao burgo, RM divertiu-nos com as suas apreciações  sobre a arbitragem do Marítimo-Benfica e nas suas referências a Jorge Sousa. Com efeito, escrever como escreveu RM que: «(...) Jorge Sousa, regressou de uma extraordinária noite europeia em que prestigiou a nossa arbitragem (...)», só pode ser inserida num novo capítulo do anedotário nacional...

Prosseguindo a sua análise  a pedir meças a um dos vários ‘Tribunais’ que por aí reunem e que tomam as suas decisões inapeláveis  como acontece em alguns regimes ditatoriais, RM conseguiu a suprema proeza  de decidir estes mimos: 1) A expulsão de Olberdam foi uma decisão severa; 2) Emerson deveria ter sido expulso; 3) Cardozo deveria ter sido admoestado porque teve a ‘asa alta’e, finalmente, o golo não deveria ter acontecido, porque na penúltima jogada antes do mesmo, houve falta clara sobre o guarda-redes Peçanha.  Conclusão: a) Era o Marítimo que deveria ter terminado o jogo com 11 e o Benfica com 10 e b) O resultado deveria portanto ter sido o empate. Ah, e a malvada da imprensa não deu o devido destaque às queixas do treinador do Marítimo!. Aguardamos pelo Dragão...

Porquê esta análise factual aos pretensos acontecimentos? Simples; Isto foi apenas para tentar desmontar a teoria da conspiração que, segundo RM, foi levada a cabo para pôr em dúvida o facto (inquestionável) de Jorge Sousa ter posto todo o meio-campo do Marítimo fora de combate para o jogo do Dragão. Neste particular RM que é anti-conspirativo não o diz, mas para justificar a sua teoria deixa  implícito que Jorge Sousa agiu bem, o que não deixa de ser outra vez curioso. Então não será que as admoestações ao tridente do meio-campo do Marítimo, terão sido porventura decisões severas? .

À bon entendeur...




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