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Pintistas faxineiros
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
15 de Março de 2011



Porque «uma mentira contada muitas vezes...», Miguel Sousa Tavares retoma hoje a autocomiseração do coitadinho de nós®, com epicentro nessa máquina de comunicação que tão afadigadamente os pintistas vêm impingindo. Pois bem, se há sector que o Benfica não está bem representado é na Comunicação Social.

Por via de MST ser selectivo nas escutas e um newbie nisto dos computadores, é-lhe fácil porventura fazer tábua rasa dos arranjinhos com António Tavares-Teles, as agressões e ameaças para com Paulo Martins, Pedro Figueiredo, João Pedro Silva, Marinho Neves, o atropelo non stop ao Fotógrafo do JN, a promiscuidade com Francisco J. Marques, as sucessivas interdições de jornalistas devido a declarações, os incidentes com jornalistas nas Antas no FC Porto – Varzim de 1984, a proibição da entrada de jornalistas do Record nas Antas em 1985, o jornalista agredido por um jogador na carrinha oficial do FC Porto em 1988, ou ainda o jornalista do jornal A Bola agredido nas Antas por seguranças do FC Porto em 1989. Assim foi o início da hegemonia, e subentendido claro está, os must have condicionalismos impostos à comunicação social, típicos de um clube de regime®.

Fácil é de entender, depois de instalado este clima de medo com a conivência da justiça e forças policiais mansas, daí advieram as consequentes benesses, como o próprio MST fez questão de nos transmitir recentemente, aquando do seu pedido a Vitor Serpa para correr com os gatos Zé Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira e, ainda na passada semana, quando manifestou aparte de alguma impotência, tiques ditatoriais contíguos à entrevista a Rui Gomes da Silva por parte do jornal A Bola. Mal habituados estão.

É visível algum desespero e sofrimento, são impossíveis de dissociar no que MST escreve. Porque não queremos dizer directamente que não é tão inteligente quanto se julga, apenas lapsos de memória justificam a ténue tentativa de desenterrar o passado do Benfica para justificar o modus operandi do seu FC Porto, e também a acção selvática de que foi alvo Rui Gomes da Silva. Embora MST condene, seria de homenzinho condenar também as declarações do presidente FC Porto, isso e assumir-se como mais um responsável moral pelo sucedido, não fosse ter escrito o que escreveu na semana passada.

Embora previsível, de facto é triste não assumir responsabilidades e a panóplia de argumentos se afigure cada vez mais redundante à medida que a terra gira. Com dois clássicos em Lisboa no horizonte, não são de todo aceitáveis os argumentos retrógrados do costume. É certo que é o pintismo que temos.

O «mas ganhamos» é sempre a conclusão tirada por esta facção, e assim os fins justificam os meios (ditos obscuros)... Segundo consta no que Miguel Sousa Tavares escreve, Rui Gomes da Silva é o principal culpado por ter sido agredido na medida que tem uma opinião pessoal, que por sinal revela o estado de espírito de uma larga percentagem de benfiquistas, cientes do que vem sendo a Liga Zon Sagres, à boa moda da dita hegemonia. Ficámos por saber se MST considera pertinentes as declarações de Pinto da Costa. Decerto que não, mas seria delicado falar disso.

Não deixa de ser engraçado, para um pombo-correio-mor que além disso vive obcecado com o Benfica e desde sempre se ocupa principalmente em tentar lançar a confusão na Luz, aludindo como desta vez a planeamentos de época e outro tipo de dirigismo, que tenha o descaramento de dizer que os benfiquistas têm mau perder, quando os 30 anos de hegemonia nos educaram tão bem nesse sentido, com professores como Donato Ramos, Isidoro Rodrigues, João Rosa, Fortunato Azevedo, etc, etc.

Cremos que ficara provado quem efectivamente tem problemas estruturais em conviver com o sucesso alheio, mas porque recordar é viver, fica FYI o sucedido na época 2004/2005, em que fomos brindados com a tese desenvolvida pelos pintistas afadigados - a do ultraje que era levar um célebre jogo para o Algarve, entre outros argumentos que visavam achincalhar o triunfo encarnado, enquadrados na mesma misologia da do ano passado em que desencantaram melodramas em torno de Ricardo Costa e túneis.

Também fácil de compreender é que Benfica e benfiquistas, tal qual 2005 reflectiu, tão pouco se demonstraram obcecados em relembrar as deslocações do FC Porto ao virar da esquina Maia, sob a inocência do presidente da Liga indigitado por Pinto da Costa – Manuel Damásio.

Assim como o ano passado, na hora da vitória LFV dizia à nação que «não era contra ninguém». Politiquices, no fundo sentiu-se que era isso e muito mais: era uma «vitória da verdade e no ar estava um sentimento de verdadeira mudança, um desejo de que os dias tenebrosos que escarraram e apodreceram o futebol português, ao longo de vários anos de hegemonia da mais sórdida vigarice e pilantrice, pudessem ter passado».

Puro engano, mas ninguém nos pode tirar um sentimento único que valeu certamente mais do que um qualquer «penta de Pedroto».


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