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Ver de fora... cá dentro!
Miguel Sousa Tavares, jornal A Bola
15 de Fevereiro de 2011



A crónica de hoje do ideólogo portista Miguel Sousa Tavares (MST) foi mais uma vez feita do lado de lá do Atlântico mas com base em relatos e descrições feitos cá dentro, o que por si só lhe rouba alguma objectividade, precisão e capacidade de análise.

Concordamos por uma vez que aquilo que alguns apelidam de comentários, não são mais do que o bolsar de energias negativas acumuladas e se traduzem em insultos que ainda por cima revelam uma qualidade baixíssima, para além de flagrante falta de imaginação. É um filme transversal à sociedade portuguesa em que se pode dizer que ninguém é previlegiado. Até ver.

Passada a introdução própria de quem acompanhou os factos à distância de um oceano, MST deriva, tal como acontece com a generalidade dos opinadores portistas, para a tentativa de consagração dos méritos do FCPorto no presente campeonato. Fica bem a um portista dos sete costados, mas as justificações esgotam-se no universo azul e branco e nas franjas que fazem do Benfica o seu inimigo principal.

Pensamos que ainda é cedo para o fazer. Não só porque ainda faltam disputar 10 jornadas (com excepção do FCPorto que conseguiu antecipar a jornada 20 quando ainda nem sequer tinha disputado a 18ª, o que passou curiosamente sem o mínimo reparo), como nos jogos restantes não se sabe exactamente o que irá acontecer aos dois principais candidatos ao título.

Por esse motivo e porque da actuação de ambos depende a nossa análise global, não nos extenderemos em comentários que poderão ser influenciados justamente pela respectiva performance final. Até agora é bom que se diga, houve um momento de fulgor do FCPorto nas jornadas iniciais do campeonato, e uma recuperação exibicional do Benfica de há mais de 3 meses a esta parte que se tem reflectido nos resultados e nas exibições. A única (incontornável) diferença chamou-se por ordem cronológica: Cosme Machado, Jorge Sousa, Olegário Benquerença, Elmano Santos e João Ferreira, porque não somos muito selectivos, porque se o fossemos, ainda teríamos mais para acrescentar.  Como se vê, não foram muitas... apenas 5 (cinco) grandes diferenças. E vamos ver se ficamos por aqui!

Como o mal está feito e não há hipótese de regressão, seria de bom tom que os portistas adoptassem um estilo low profile porque quem é beneficiado devia comportar-se com mais prudência e menos arrogância. Mas o hábito de muitos anos é difícil de abandonar e é vê-los a cantar de galo a qualquer hora do dia ou da noite, a provocar e a empurrar para os outros aquilo que eles próprios praticam.

Naturalmente entendemos que como estratégia se pretenda assacar o desespero e nervoso miudinho aos dirigentes e treinador do Benfica, quando quem repetidamente o faz e demonstra (é precisamente Villas-Boas e alguém por ele). Com mais uma vez uma diferença importante: é que Jorge Jesus, apesar dos tão propalados problemas gramaticais, até ao momento nunca teceu comentários ou emitiu opiniões desabonatórias sobre o seu jovem colega dragão, ao contrário deste que já entrou nos domínios a roçar o insulto, o que revela não só nervosismo e desconforto senão mesmo alguma falta de educação, numa altura em que devia estar calmo e tranquilo face ao avanço pontual de que disfruta.

A entrevista que o presidente do Marítimo concedeu ao jornal desportivo que dá guarida precisamente a MST para escrever as suas crónicas além-mar, apesar do esforço contido (por variadíssimas razões) dos altos comandos azuis e brancos de não virem a terreiro debitar as suas razões, sabe-se que provocou grande alvoroço na Torre das Antas. Não era aliás caso para menos.

Não que o que foi dito por Carlos Pereira tenha constituído qualquer surpresa para a opinião pública mais informada, mas sobretudo porque confirmou a existência de duas palavras recorrentes no léxico do nosso Estado de Direito – a ignorância e o arquivamento. De resto, tudo normal e consentâneo com o conhecimento que chegou ao público das brilhantes actuações a que os actuais dirigentes do FCPorto nos têm habituado desde sempre.

Compreende-se por isso o mal-estar e as tentativas de desvalorização que os apaniguados portistas estão a levar a cabo na tentativa de branquear o assunto, tentando fazer passar que se trata de meras considerações ofensivas e especulativas do presidente do Marítimo. Conhecendo-se o que a casa azul e branca gasta não nos parece minimamente que seja. Mas como a SAD portista avançou com o assunto para tribunal (sem prejuizo de eventuais acções individuais dos que se sentem atingidos), esperamos calmamente que desta vez não haja arquivamento e se esclareça o assunto em profundidade. Esperamos no entanto que não haja recurso a escutas porque senão...

A prova-provada que MST tem dificuldades em raciocinar fora do circuito fechado azul e branco e resvala para a incoerência, encontra-se contida nesta frase: «Há dias, ouvi na rádio o sportinguista Alfredo (Eduardo) Barroso dizer que, mais uma vez, o FCPorto tinha boicotado um negócio ao Sporting. Achei extraordinário: então não foi o Sporting que tentou boicotar o negócio ao FCPorto? Não sabiam que ele estava desde Junho a tentar comprar o Kléber?».

Será que lemos bem? Então que dizer dos casos Cristian Rodriguez, Álvaro Pereira, Radomel Falcão, James Rodriguez e Sálvio, para só falarmos nestes mais recentes? Será que o FCPorto não sabia que o Benfica estava interessado neles?

Continuaremos atentos!


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