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Cassetes de Abril
Rui Moreira, jornal A Bola
15 de Abril de 2011






A época que caminha aceleradamente para o fim foi igual a tantas outras, com a tradicional influência arbitral que entregou de mão beijada o campeonato ao FCPorto ao fim da 4ª jornada. Até aqui nada de novo.

Mas apesar de tudo houve algumas nuances na área comunicacional dos pintistas, com uma comunicação mais agressiva e que contou com o unanimismo dos cronistas afectos ao departamento que detém o poder no FCPorto, para além de vários fazedores de opinião e jornalistas que deram eco e potenciaram as várias sequências.

Basicamente, a estratégia comunicacional dos pintistas centrou-se em quatro fases essenciais: 

  • 1º - A partir do momento da vitória na Supertaça, notou-se uma constante preocupação pública de marcação cerrada a aspectos que dantes só eram tratados no segredo dos bastidores, mas desta vez o foco passou a estar centrado na teoria da vitimização e nos pseudo-benefícios do campo adversário;

  • 2º - Valendo-se do facto de terem um adepto constrangido na presidência da Liga que adoptou uma postura low-profile bem como na área da disciplina, os pintistas fizeram incidir as suas críticas no outro órgão – o da arbitragem que esteve sempre debaixo de fogo, sobretudo porque, mais uma vez, o campeonato foi decidido logo no início;

  • 3º - Utilização de linguagem reles, agressiva e ordinária para com aspectos da vida quotidiana do Benfica, como que a forçar a reacção dos encarnados o que, teve que acontecer por diversas vezes, tal a profusão de dislates. Este aspecto foi deveras importante porquanto o epicentro  foi deslocado para a sua área de interesses que é, como se sabe, o sub-mundo das iludências onde se sentem como peixe na água;

  • 4º - Consolidada a vitória no campeonato, passaram a usar a técnica da desinformação, tentando por todos os meios provar que o Benfica tinha, apesar de tudo, sido constantemente beneficiado pelas arbitragens quer na sua vertente técnica, quer no aspecto disciplinar tentando fazer passar que os jogadores do Benfica eram uma equipa de caceteiros. Esta frase como se recordam foi proferida pelo Pinto Maior logo a seguir ao jogo da Supertaça.

Isto foi feito com inspiração em técnicas de propaganda goebelianas, rotulando por mais do que uma vez os encarnados de usarem métodos de ‘talibans’ e ‘nazis’. Obviamente que o fundamental desta técnica de propaganda não é só utilizar palavras e frases agressivas e boçais. Para que ela passe e atinja os seus objectivos, torna-se necessário que seja repetida muitas vezes para transmitir a sensação que é uma multidão a dizê-lo ou a escrevê-lo. Os freteiros que infestam os media fazem o resto, por forma a manter a propaganda no topo da actualidade. Isso dá audiências e aumenta as tiragens. É só vantagens...

É a chamada fuga para a frente que obriga os adversários a estarem constantemente na posição defensiva de responder os ataques e a defenderem-se de factos e situações em que os pintistas são useiros e vezeiros e estão atascados até ao pescoço.

Esta estragégia atingiu parcialmente os seus objectivos, porque ao Benfica restava uma de duas situações: ou ignorava e enfrentava o descontentamento de franjas de adeptos radicais que entendem que a táctica da guerrilha e quiçá a guerra declarada é sempre o melhor caminho para responder aos pintistas, ou ripostava e era acusado pelos media (como aliás foi em diversas ocasiões) e por alguns benfiquistas de se situar no mesmo patamar foleiro dos pintistas.

Ora sabe-se que há alturas em que é impossível ficar calado. E o Benfica não ficou e por várias vezes respondeu e nem sempre da melhor forma, é preciso dizê-lo. Se não podemos impedir que os cães ladrem, está na nossa mão focalizarmo-nos nos nossos próprios interesses que colidem frontalmente com os dos pintistas, e é justamente por isso que eles tão encarniçadamente prosseguem na sua estratégia que tem como principal objectivo não deixar o Benfica reorganizar-se na plenitude, porque isso a acontecer significaria o fim abrupto da hegemonia pintista.

Nessa perspectiva é preciso que o Benfica se limite a prosseguir no seu objectivo prioritário evitando dar tiros nos pés como várias vezes aconteceu. E é preciso não esquecer que a cultura dos encarnados é substancialmente diferente. Enquanto que a cultura pintista se baseia na teoria da unicidade e no unanimismo para darem cobertura à política do compadrio dos bastidores, a do Benfica centra-se em valores democráticos em que cada um pensa pela sua cabeça e não se coíbe de publicamente criticar a direcção ou a equipa técnica, como aliás sucedeu por diversas vezes.

Logo neste choque de culturas os pintistas têm recolhido dividendos, dado que os diversos órgãos desportivos e alguns sectores da sociedade por conluio ou por omissão, têm permitido uma ampla democracia que leva a que os pintistas se tenham aproveitado dela em benefício próprio distorcendo os principais valores éticos e da verdade desportiva. Mas o Benfica rege-se por princípios claros e transparentes e não pode enveredar por caminhos que o afastem da sua história de transparência democrática. Logo, o caminho para a vitória será infinitamente mais difícil mas é indiscutivelmente o único, por muito que custe a algumas franjas de adeptos que gostariam de outras soluções quiçá mais radicais...

E com isto tudo não comentámos o artigo do tareco Rui Moreira. Bem, como dissémos atrás tivémos outra vez mais a cassete habitual – a arbitragem de Duarte Gomes que prejudicou o FCPorto, a nota escandalosa do observador e a continuação da saga de um ministro da República que por ser benfiquista não é isento. Leiam p.f. o da última semana que a lenga lenga é a mesma. Acham mesmo que se perdeu alguma coisa?

P.S. Continuamos ansiosos por saber o que pensa R.M. sobre a novela estatutária e em particular as diatribes da brigada do reumático. Será porque os métodos são demasiado conhecidos?






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