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Não há limites?
Luís Afonso, jornal A Bola
14 de Abril de 2011





Pode parecer a alguns que é fácil, mas a missão de caricaturar é uma tarefa difícil. Essencialmente porque requer fontes de inspiração permanente e uma imaginação ilimitada, sobretudo àqueles que por dever profissional têm que o fazer, como é o caso de Luis Afonso (LA) que leva a cabo essa tarefa diariamente no jornal A Bola.

É suposto e aceitável que qualquer incidência que de uma forma ou de outra esteja relacionada com a área desportiva seja ela qual for e envolva quem quer que seja, possa ser objecto de uma crítica mordaz dado que essa é a missão daquele caricaturista.

Se feita com ética e objectividade ninguém se deve sentir lesado, dado que todos potencialmente preenchem esses requisitos e todos mais tarde ou mais cedo acabam por dar azo a uma qualquer situação enquadrável nesse campo. São essas as regras do jogo.

Independentemente dos critérios porque LA se pauta e já no passado recente a isso fizemos referência, há alturas e situações que o caricaturista é menos feliz, não porque se refira a este ou àquele em particular, mas porque extravasa determinados princípios que, salvo melhor opinião, deveria respeitar dada a sensibilidade do(s) tema(s) ou mesmo da(s) pessoa(s) em causa.

Nesse enquadramento, LA na edição de hoje daquele diário desportivo, entendeu por bem caricaturar o desenvolvimento de uma notícia que do nosso ponto de vista deveria ter evitado, porque não está em causa um qualquer futebolista profissional ou um qualquer dirigente desportivo, ou um qualquer cenário em que o desporto português é pródigo.

Está em causa um miúdo de apenas 9 anos que ao que parece é uma estrela em ascenção do mundo do karting e a quem o Benfica prometeu colaboração para o desenvolvimento do seu potencial para poder chegar mais longe, em que o céu poderá ser o limite para a sua ambição imberbe.

Nestas situações que por serem raras deverão ser apoiadas por todos, deverá haver sensibilidade para perceber isso, aparte de quem seja o sponsor, a entidade ou o clube que prometa projectar a sua imagem e concorra com o seu apoio para poder alcançar tal desiderato. Isto parece ser facilmente entendível por todos.

Ao ignorar isso e envolver um miúdo que acabou de saltar inesperadamente para as luzes da ribalta, focado em aspectos implícitos de uma rivalidade deprimente e doentia que grassa no futebol português da actualidade, LA revelou um gosto deveras duvidoso e que podia ter sido perfeitamente evitável.

Se lhe falta por vezes matéria para caricaturar, o que não falta por aí, por exemplo, são alguns dirigentes com um tremendo potencial e que quase diariamente se prestam à mordacidade, dada a promiscuidade com que tratam certos assuntos que seriam mais passíveis de publicação nas pink pages do Correio da Manhã ou na revista Lux. Haja coragem para o fazer.

Consideramos pois que LA esteve francamente mal nesta matéria, porque se tudo à partida pode ser objecto de abordagens mordazes, neste caso em particular deveria tê-lo claramente evitado, tendo em atenção que se tratava de uma matéria demasiado sensível para ser caricaturada.




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