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Complexos
Rui Moreira, jornal A Bola
13 de Maio de 2011




Seja qual for a abordagem para dar outro enquadramento à opinião de certos escribas azuis e brancos, chegamos à conclusão que está definitivamente ultrapassada a vergonha do passado. Ultrapassada a dita vergonha chegamos então à era... da falta dela.

Rui Moreira (RM), actualmente um dos insignes escribas oficiosos da doutrina pintista – tanto que lhe valeu o prestigiante prémio de sócio do ano – desde há muito que ultrapassou o paradoxo de há anos atrás. Obrigado a optar entre manter-se fiel aos seus princípios condenando o que foi (e é) a estratégia pintista que resvalou e faz resvalar o FC Porto para a suspeição – como o fazia antes do Apito Dourado, ou por outro lado sucumbir à irracionalidade de adepto mais fogoso, sem dúvida que esta última prevaleceu.

E prevalecendo a mesma, dela advém uma misologia muito específica com laivos de regionalismo e pequenez, invariavelmente convergentes com o dogma de Pinto da Costa. Vassalo e sem uma pinta de criatividade, os seus artigos de 6.ª feira são cada vez menos imaginativos e cada vez mais uma clonagem do que é o discurso do «grande timoneiro», não diferindo muito dos do seu colega de 3.ª feira, se bem que esse prefira ser considerado como intocável dado que a dimensão do seu ego é superior à mera clubite.

Segundo nos traz no seu artigo de hoje, RM tenta sair do habitual discurso redutor de perseguir recordes encarnados, mas de imediato reentra nele com comparações quanto ao número de títulos. Não constituindo particularmente qualquer tipo de velocidade que o FC Porto seja incapaz de ganhar por si e tenha de o fazer contra alguém – designadamente o Benfica, é também por isto que o clube da Invicta não atinge outra dimensão, ou almeja um salto qualitativo que trouxesse alguma proporcionalidade entre os títulos de ambos os clubes e a posição que cada um deles tem no contexto mundial.

Depois dos ataques sintonizados com Pinto da Costa e todo o coro portista em relação ao Ministro da Administração Interna – Rui Pereira, desta feita à voz do dono o cliente é Laurentino Dias. Sendo de sublinhar que o Secretário de Estado perdeu uma boa oportunidade de ficar calado quando disse publicamente torcer pelo SC Braga na final da Liga Europa, tal não implica que RM conote Laurentino Dias como incondicional benfiquista.

Sendo esta uma excepção à regra – se há coisa que não podemos acusar Laurentino é de não reger as suas acções pelo politicamente correcto, tanto que foi capaz de caminhar entre a chuva com processos como os do Apito Dourado e da adequação do novo RJ da FPF -, há de facto a disparatada tentação de colocar qualquer indivíduo que não adopte uma postura subserviente aos intentos azuis e brancos, no leque dos «perigosos encarnados».

Assim, a aberração do habitualmente comedido Secretário de Estado em apoiar os bracarenses em Dublin a viva voz – explicada aparte das suas raízes minhotas por algum sentido de humor em vias de bater com a porta nas próximas eleições -, não deveriam ser usadas como arma de arremesso contra o rival, embora compreendamos a necessidade de renovar constantemente os «inimigos» para poder manter a motivação.

Com uma gritante e exasperante passividade em todo um conjunto de matérias em que se esperaria dele maior proactividade, é no mínimo hipócrita criticar aquele que não hesitou em sujar as mãos para suspender Nuno Assis e ajudou indirectamente a perpetuar essa novela mexicana do novo RJ no melhor interesse do FC Porto que, obviamente, continua a não merecer qualquer atenção da parte de RM.

De uma forma igualmente ridícula, iliba a (In)Justiça portuguesa para crucificar a Justiça desportiva, allegro mas non troppo. Não sendo RM particularmente um fã incondicional do YouTube – que continua a não caber no cenário angélico pintado pelos portistas -, vai uma considerável distância entre a recente e estranha decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa e falarmos em inocência e... teremos lido bem... «vitória moral»?

Nada habituado que está a autocríticas do seu presidente – por norma no Dragão inventam-se «túneis» e «Ricardos Costas» em momentos de crise -, não deixa de ser curiosa a quantidade de indivíduos (entre os quais RM) que tenta distorcer o discurso recente de Luís Filipe Vieira. Sendo óbvio que dissesse o que dissesse seria criticado e não agradaria a todos, também óbvio seria caso tivesse dedicado mais tempo de antena da sua entrevista à arbitragem e ao melodrama federativo, e por acréscimo ao sucedido em matéria de arbitragem no início da época (e um pouco por ela fora), então o discurso seria apelidado do redutor.

Considerado por RM como um recuo e insustentabilidade da defesa encarnada – que como sabemos chegou a justificar parte do seu insucesso com as arbitragens -, não deixa de ser curioso que o cronista azul e branco se regozije do eminentemente complicado planeamento da época 2011/2012 por parte dos benfiquistas.

Apraz-nos no entanto perguntar a RM, se o Benfica tivesse moribundo como o quer pintar, mereceria tanto latim da sua parte? Será também para manter as tropas animadas?





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